<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605</id><updated>2012-02-03T03:22:20.670-02:00</updated><category term='Federação Ogum Xoroquê'/><category term='by Asgardh'/><category term='Sygurd Odinson'/><title type='text'>O LIVRO DOS ORIXAS</title><subtitle type='html'>mitologia afro-brasileira</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-6717381504578792068</id><published>2009-03-27T14:35:00.001-03:00</published><updated>2009-03-27T14:35:55.670-03:00</updated><title type='text'>Presente para Iemanjá</title><content type='html'>&lt;table class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" align="right" width="250" style="width:187.5pt;mso-cellspacing:0cm;mso-yfti-tbllook:1184;  mso-table-lspace:2.25pt;mso-table-rspace:2.25pt;mso-table-anchor-vertical:  paragraph;mso-table-anchor-horizontal:column;mso-table-left:right;mso-table-top:  middle;mso-padding-alt:3.75pt 3.75pt 3.75pt 3.75pt"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;mso-yfti-lastrow:yes;   height:162.75pt"&gt;   &lt;td valign="top" style="background:#F1F3EB;padding:3.75pt 3.75pt 3.75pt 3.75pt;   height:162.75pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="mso-element:frame;mso-element-frame-hspace:2.25pt;   mso-element-wrap:around;mso-element-anchor-vertical:paragraph;mso-element-anchor-horizontal:   column;mso-element-left:right;mso-element-top:middle;mso-height-rule:exactly"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#7F7F00"&gt;&lt;img width="250" height="165" id="_x0000_i1025" src="http://bonsfluidos.abril.com.br/edicoes/0045/espirito/b0.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span class="legenda"&gt;Uma rosa branca e outras oferendas são atiradas ao mar   para agradar e pedir a bênção da deusa das águas nas religiões   afro-brasileiras. Iemanjá, que quer dizer mãe dos peixes na língua africana   iorubá, é cultuada de norte a sul do país, representa a força feminina e   oferece proteção para a família.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#7F7F00"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;Iemanjá vive no rastro que a lua deixa no mar, contam os pescadores. Ela protege a maternidade, a família e os namorados. A deusa das águas, no candomblé e na umbanda, ultrapassou as fronteiras religiosas e conquistou o coração de brasileiros de todos os credos, que oferecem sua devoção atirando ao mar flores, espelhos e bijuterias, especialmente no dia consagrado a ela, 2 de fevereiro no Rio e Bahia e oo dia 8 de dezembro  em São Paulo. Também chamada de Oloxum, Inayê ou Janaína, nos diferentes dialetos africanos, Iemanjá representa a força feminina da geração da vida. Em sua imagem mais popular, tem cabelos negros lisos e compridos, vestido azul, tiara dourada e mãos que derramam pérolas. No Brasil, a deusa mistura influências da cultura européia – a associação com uma sereia – e da indígena – como o mito da Iara, mulher sedutora que vive nos rios. Também é associada à imagem de Maria, segundo cada região brasileira: Nossa Senhora da Glória, no Rio de Janeiro, Nossa Senhora da Conceição, em Salvador, e Nossa Senhora dos Navegantes, nas capitais e cidades ribeirinhas do Nordeste. É que, durante a escravidão, proibidos de cultuar seus deuses, os escravos criaram um mecanismo de correspondência entre os santos católicos e os orixás – entidades que intermediam a comunicação dos seres humanos com Olorum, a fonte da Graça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;“Iemanjá é a mãe de todos os orixás. Como muitos de seus filhos vivem na terra, ela passa seis meses do ano com eles e seis meses no mar”, explica Rui Silva Reis, estudioso da religião africana, do Rio de Janeiro. O dia 2 de fevereiro – data de festejos da deusa, principalmente em Salvador, na praia do Rio Vermelho – assinala sua chegada ao mar, de onde sairá novamente para a terra em 15 de agosto. A Mãe generosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;Iemanjá é evocada por seus fiéis quando é preciso reunir todas as forças para superar um grande sofrimento. “Ela também representa a energia feminina agressiva, não no sentido destrutivo, mas como uma mãe reage ao defender o filho”, explica Andréa Braga, historiadora e estudiosa das mitologias e religiões, do Rio de Janeiro. Como matriarca, Iemanjá gosta de ver as famílias unidas. “Ela abençoa os namorados, para que saiam bons casamentos, e aprecia os almoços de domingo, quando todos se reúnem em volta da mesa”, diz Rui Silva Reis. A orixá favorece a criatividade, protege os trabalhadores e traz vitórias e conquistas para quem obtém seus ganhos de forma honesta. “Ela odeia a traição”, afirma o estudioso. No campo da sexualidade, a deusa estimula o sexo prazeroso, com períodos de entusiasmo e de recolhimento, assim como as marés. Sua cor é o azul, e seu metal, a prata. Assim como as águas refletem imagens, Iemanjá é associada ao espelho, “no qual devemos nos olhar para refletir sobre o dia-a-dia”, ensina Rui Silva Reis. Daí vem a fama de vaidosa – seus devotos jogam ao mar espelhos, bijuterias e até jóias como oferenda nos dias 31 de dezembro e 2 de fevereiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;Para agradá-la, porém, bastam rosas brancas num vaso ou uma cesta com frutas sobre a mesa, dispostas com a intenção de pedir a saúde e a felicidade dos habitantes da casa. Ou ainda uma vela azul ou branca, acesa em um local especial. Sábado é o dia da semana consagrado a Iemanjá. Quem quiser homenageá-la pode vestir roupa branca ou azul-clara e usar jóias feitas de prata, coral ou pérolas. Para fazer um pedido, vá para a beira do mar à noite, fixe o olhar numa estrela e peça a intercessão da orixá. Vale também ofertar rosas, atirando-as na água quando a onda estiver se afastando da praia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;table class="MsoNormalTable" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" style="width:100.0%;mso-cellspacing:0cm;mso-yfti-tbllook:1184;mso-padding-alt:  3.75pt 3.75pt 3.75pt 3.75pt"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes"&gt;   &lt;td style="background:#6633CC;padding:3.75pt 3.75pt 3.75pt 3.75pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#7F7F00"&gt;&lt;img width="75" height="75" id="_x0000_i1026" src="http://bonsfluidos.abril.com.br/edicoes/0045/espirito/b1.gif" hspace="5" vspace="5" border="1" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="background:#CCCCCC;padding:3.75pt 3.75pt 3.75pt 3.75pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#7F7F00"&gt;A mais popular   divindade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:1;mso-yfti-lastrow:yes"&gt;   &lt;td width="22%" style="width:22.0%;background:#6633CC;padding:3.75pt 3.75pt 3.75pt 3.75pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#7F7F00"&gt;&lt;img width="75" height="75" id="_x0000_i1027" src="http://bonsfluidos.abril.com.br/edicoes/0045/espirito/b2.gif" hspace="5" vspace="5" border="1" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td width="78%" style="width:78.0%;background:#F1F1F1;padding:3.75pt 3.75pt 3.75pt 3.75pt"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#7F7F00"&gt;Vestidos de branco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR; mso-bidi-language:AR-SA"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="assinatura"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;color:#7F7F00;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language: PT-BR;mso-bidi-language:AR-SA"&gt;TEXTO: VALÉRIA MARTINS-STYCER FOTOS: MARCOS LIMA&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-6717381504578792068?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/6717381504578792068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=6717381504578792068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/6717381504578792068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/6717381504578792068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2009/03/presente-para-iemanja.html' title='Presente para Iemanjá'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-6942427547134926686</id><published>2009-03-11T19:12:00.003-03:00</published><updated>2009-03-11T19:16:29.652-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sygurd Odinson'/><title type='text'>POMBAGIRA DESENVOLVENDO A SEXUALIDADE HUMANA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/Sbg3sYzV8nI/AAAAAAAAAYU/oKPNRO2O5cQ/s1600-h/06755_posterbook_22_S02_10_Poster_b_123_489lo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 285px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/Sbg3sYzV8nI/AAAAAAAAAYU/oKPNRO2O5cQ/s400/06755_posterbook_22_S02_10_Poster_b_123_489lo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312056996195070578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de sentimentos. Nada de compromissos. Se o objectivo da mulher é o orgasmo, basta despir a roupa, responder às carícias e deixar o corpo vibrar. Embora não seja um comportamento tipicamen- te feminino ter prazer pelo prazer, faz parte das fantasias de muitas mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mito do príncipe encantado não se destrói de um dia para o outro. “Um dia, encontrarás o grande amor”, dizem-nos. Com esta base, será difícil assumir os nossos desejos sem nos culpabilizarmos.&lt;br /&gt;A maior parte das mulheres é mais sensível ao julgamento dos outros. Infelizmente, nesta sociedade, um homem que multiplica as conquistas é considerado um D. Juan, enquanto que uma mulher que faz o mesmo sujeita-se a insultos. Desprezo? Ciúme? Seja quais forem as razões, não é fácil ser alvo de más-línguas. MARIANA, estudante, com 22 anos, queixa-se: “Muitas vezes, desejo ir para a cama com um colega, sabendo de antemão que não haverá continuidade ou nada de sério entre ambos. No entanto, na altura de passar à prática, recuo. Naquela faculdade, os rumores cor-rem depressa. Assim, o prazer de algumas horas seria assombrado por críticas e rótulos de mau gosto.”&lt;br /&gt;Uma diferença evidente entre o homem e a mulher situa-se a nível dos sentidos. Em relação ao homem é sobretudo visual, enquanto que a mulher funciona de uma maneira mais complexa: simultaneamente táctil, auditiva e olfactiva. Excitá-la é obra mais elaborada, sobretudo se ela revelar dificuldade em entregar-se por se sentir insegura nos sentimentos.&lt;br /&gt;MARILIA, de 23 anos, estudante de Sociologia, relata-nos as suas decepções: “A única vez que tentei uma relação puramente sexual, caí numa ejaculação precoce. Resulta-do: nenhum prazer e uma perda enorme de energia. Por isso, penso que as mulheres não estão programadas para aventuras sexuais, visto que não há garantia de prazer. Talvez lhe pareça radical, mas terei muita dificuldade em repetir outra proeza do género.”&lt;br /&gt;Qualquer mulher pode reivindicar o sexo pelo sexo, mas todas correm o risco de se apaixonar por aquele com quem vão para a cama. E os homens, não correm? Claro que sim, visto que são mais propensos a confundir sexo com sentimentos. Então, onde está o problema? A psiquiatra DiZ que tudo depende das pessoas: “Algumas mudam de parceiro sexual com muita facilidade e têm dificuldade em se fixar afectivamente, enquanto outras procuram afeição e amor, julgando que apenas querem sexo.”&lt;br /&gt;ESTELA, viuva, com 35 anos, é um exemplo típico de quem confunde os dois objectivos: “Para me deitar com um homem, necessito de me sentir cúmplice e em harmonia intelectual. Assim, desde que tudo se passe bem na cama, todos os elementos se conjugam para me apaixonar, mesmo que a ideia inicial fosse outra. Escusado será dizer que as decepções são enormes, pois nem sempre eles estão na mesma onda.” Pelo seu lado, ESTELA, protege--se do afecto libertando o corpo: “Tenho um apetite sexual feroz. Se não o sacio, fico uma pilha de nervos durante dias. Necessito tanto de sexo como os homens. Mas atenção: escolho sempre um parceiro por quem não me possa apaixonar. Nada de confusões. Tento separar alhos e bugalhos.”&lt;br /&gt;No seu livro Bien Vivre sa Sexualité, o psiquiatra François Poudat afirma que o mais importante é ser claro consigo próprio: definir antecipadamente as intenções e assumi-las plenamente. Mas qual é a solução para optimizar as oportunidades de ter prazer? Segundo o psiquiatra francês, “a partir do momento em que a mulher se deixa ir, o prazer vem atrás, desde que não lhe calhe um inábil”. E subli- nha a importância da confiança que permite a ambos serem testemu- nhas dessa grande intimidade que é o prazer.&lt;br /&gt;Se o sexo é tão bom, porquê privar-se? A resposta parece óbvia: porque nem toda a gente está à vontade com a moral, o corpo e os seus sentimentos. François Poudat expõe o seu ponto de vista: “Para bem viver uma relação puramente sexual é preciso agir com intenções positivas e amantes, e não ter a impressão de se comprometer ou de se sujar. Além disso, há que agir por vontade intrínseca e não para entrar na norma, ou seja, para ser igual aos outros.”&lt;br /&gt;Na opinião de François Poudat, não existem situações perfeitas, mas centenas de compromissos. Cabe a cada um de nós encontrar aquele que nos convém.&lt;br /&gt;AUXILIAR AS PESSOAS A DESENVOLVEREM A SUA SEXUALIDADE, CONTROLAR OS DESEJOS E ASSUMIR SEUS SENTIMENTOS, É O PAPEL DA POMBOGIRA DE LUZ E ENTENDER ESSE PAPEL É O PRIMEIRO PAPEL DE EVOLUÇÃO HUMANA. NA ASTROLOGIA OBSERVAMOS O PONTO DE LILITH NO MAPA E AS LUAS NOVAS ALÉM DOS ASPECTOS DESAFIADORES, ASSIM COMO A POSIÇÃO DE MARTE E PLUTÃO.&lt;br /&gt;MAS DEVEMOS FICAR ATENTOS, POIS QUEM NÃO SE HARMONIZA COM POMBAGIRA AUMENTA OS BLOQUEIOS, TRAUMAS E TORNA-SE INFELIZ.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos distingue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de sexualidade, existem diferenças fundamentais entre o homem e a mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O homem tem uma sexualidade baseada na eficácia, indo direito ao ansiado fim&lt;br /&gt;• A mulher mostra-se mais sensível ao ambiente e ao afecto&lt;br /&gt;• Partindo deste princípio, defendido pelo psiquiatra François Poudat no seu livro Bien Vivre sa Sexualité, as mulheres terão menos tendência para multiplicar as conquistas, visto que o desejo nem sempre vem à baila &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in: mitos_e_deuses@yahoogrupos.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-6942427547134926686?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/6942427547134926686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=6942427547134926686' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/6942427547134926686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/6942427547134926686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2009/03/pombagira-desenvolvendo-sexualidade.html' title='POMBAGIRA DESENVOLVENDO A SEXUALIDADE HUMANA'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/Sbg3sYzV8nI/AAAAAAAAAYU/oKPNRO2O5cQ/s72-c/06755_posterbook_22_S02_10_Poster_b_123_489lo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-7701582696392292153</id><published>2008-11-17T18:53:00.003-02:00</published><updated>2008-11-17T19:04:29.745-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='by Asgardh'/><title type='text'>OBA, a deusa da terra.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SSHbZk8jy0I/AAAAAAAAAJM/Q3jDr5O8jX4/s1600-h/Alya___Commission_by_freyals.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SSHbZk8jy0I/AAAAAAAAAJM/Q3jDr5O8jX4/s400/Alya___Commission_by_freyals.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269734271461083970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Obá é a orixá que aquieta e densifica o racional dos seres, já que seu campo preferencial de atuação é o esgotamento dos conhecimentos desvirtuados. Comentar sobre nossa amada mãe Obá é motivo de satisfação, pois, nas lendas, resumem sua existência ao papel de esposa repudiada por Xangô. Mas, justiça lhe seja feita, as lendas vêm sendo repetidas a tanto tempo, e às vezes de forma tão empobrecida pelas transmissões orais que, até como lendas, deixam a desejar e mostram como é deficiente o conhecimento sobre o campo de ação dos orixás.&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Saibam que a orixá Obá que nós conhecemos e aprendemos a amar e reverenciar é uma divindade regida pelos elementos terra e vegetal, e forma com Oxóssi a terceira linha de Umbanda Sagrada, que rege o Conhecimento. Oxóssi está assentado no pólo positivo e irradiante desta linha e Obá está assentada em seu pólo negativo ou cósmico, que é absorvente.&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Esta lenda, na verdade, refere-se a um rei que, como herdeiro das qualidades de Xangô, tinha várias esposas, que também se apresentavam como herdeiras das qualidades das orixás femininas. E, se o que esta lenda conta é verdade, no entanto só se refere a personagens humanos que eram tidos na conta de semideuses. Mas é só, porque esta história de orixá disputar pelejas tipicamente humanas e carnais, está mais para coisas humanas de que mistérios divinos. E, não tenham dúvidas de que os orixás são mistérios divinos que foram, em muitos casos, descaracterizados pelas próprias lendas, que visam eternizá-los na mente e nos corações humanos.&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Saibam que Obá é uma orixá cósmica cujo elemento original é a terra, pois ela é orixá telúrica por excelência e atua nos seres através do terceiro sentido da vida, que é o Conhecimento, que desenvolve o raciocínio e a capacidade de assimilação mental da realidade visível, ou somente perceptível, que influencia nossa vida e evolução continua. Já o seu segundo elemento é o vegetal. Enquanto o orixá Oxóssi, o mitológico caçador, estimula a busca do conhecimento (evolução), Obá atrai e paralisa o ser que está se desvirtuando justamente porque assimilou de forma viciada os conhecimentos puros.&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;O culto à orixá Obá iniciou-se a quatro milênios atrás com a irradiação simultânea de uma de suas qualidades ou aspectos, a várias partes do mundo, quando, então, ela se humanizou.E se nossa amada mãe Obá já recolheu boa parte de seus filhos encantados que se espiritualizaram, muitos ainda estão evoluindo nos dois lados da dimensão humana.&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Muitos dos seus filhos são, hoje e na Umbanda, alguns dos mais silenciosos exus e das mais discretas pomba-giras, dos mais aguerridos caboclos e caboclas, resolutos nas suas ações, precisos nos seus conselhos, e não são de muita conversa quando sentem que o conhecimento que trazem não é assimilado por seus médiuns ou pelas pessoas que os consultam.&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Agora, deixando os aspectos individuais ou comentários de apoio, o fato é que nossa amada mãe Obá é uma divindade planetária, regente do pólo negativo da linha do Conhecimento, que é a terceira linha de forças de Umbanda Sagrada. Ela e Oxóssi formam esta linha e atuam em pólos opostos: enquanto ele estimula a busca do conhecimento, ela paralisa os seres que se desvirtuaram justamente porque adquiriram conhecimentos viciados, distorcidos ou falsos. O campo onde Obá mais atua é o religioso. Como divindade cósmica responsável por paralisar os excessos cometidos pelas pessoas que dominam o conhecimento religioso, uma de suas funções é paralisar os conhecimentos viciados e aquietar os seres antes que cometam erros irreparáveis.&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;O ser que está sendo atuado por Obá começa a desinteressar-&lt;wbr&gt;se pelo assunto que tanto o atraia e torna-se meio apático, alguns até perdendo sua desvirtuada capacidade de raciocinar. Então, quando o ser já foi paralisado e teve seu emocional descarregado dos conceitos falsos, ai ela o conduz ao campo de ação de Oxóssi, que começará a atuar no sentido de redirecioná-lo na linha reta do conhecimento. É certo que esta atuação que descrevemos é a que Obá realiza através do seu aspecto positivo ou luminoso, por onde fluem suas qualidades, atributos e atribuições positivas. Mas como todo orixá cósmico, ela também possui seus aspectos negativos, que ativa sempre que é preciso acelerar a paralisação de um ser que, com seus conhecimentos, está prejudicando muitas pessoas e atrapalhando suas evoluções pois está induzindo-as a seguirem em uma direção contrária à que a Lei Maior reservou-lhes.&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;Saibam que todas as doutrinas religiosas rígidas e rigorosas com seus adeptos têm a sustentá-las a silenciosa atuação de nossa amada mãe Obá. Vasto é o campo de atuação de nossa amada mãe Obá e aqui não dá para mostrá-lo todo. Mas acreditamos que os filhos de Umbanda já entenderam onde e quando ela atua. E, porque ela atua de forma silenciosa e vai paralisando os seres que dão mau uso ao dom do raciocino e aos conhecimentos adquiridos, e atua preferencialmente no campo religioso, então está na hora de resgatar os aspectos luminosos dessa amada mãe cósmica e lançar no lixo religioso a lenda que denigre sua imagem humana, pois foi por amor a nós, espíritos humanos, que ela se humanizou e ajudou a acelerar nossa evolução. Que fiquem propagando sua falsa humanização os que um dia haverão de conhecer as verdades sobre Obá, mas nos domínios de seus aspectos negativos.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-7701582696392292153?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/7701582696392292153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=7701582696392292153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/7701582696392292153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/7701582696392292153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2008/11/oba-deusa-da-terra.html' title='OBA, a deusa da terra.'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_uFOPZxZ5oTg/SSHbZk8jy0I/AAAAAAAAAJM/Q3jDr5O8jX4/s72-c/Alya___Commission_by_freyals.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-7164491007358646386</id><published>2008-04-25T01:47:00.001-03:00</published><updated>2008-04-25T02:01:43.983-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='by Asgardh'/><title type='text'>Presente para Iemanjá</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_uFOPZxZ5oTg/SBFlYktxDDI/AAAAAAAAAIA/I_1sf-31sB8/s1600-h/ANGELA97.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_uFOPZxZ5oTg/SBFlYktxDDI/AAAAAAAAAIA/I_1sf-31sB8/s400/ANGELA97.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193043318181792818" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;font-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:#7F7F00;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;Iemanjá vive no rastro que a lua deixa no mar, contam os pescadores. Ela protege a maternidade, a família e os namorados. A deusa das águas, no candomblé e na umbanda, ultrapassou as fronteiras religiosas e conquistou o coração de brasileiros de todos os credos, que oferecem sua devoção atirando ao mar flores, espelhos e bijuterias, especialmente no dia consagrado a ela, 2 de fevereiro no Rio e Bahia e oo dia 8 de dezembro  em São Paulo. Também chamada de Oloxum, Inayê ou Janaína, nos diferentes dialetos africanos, Iemanjá representa a força feminina da geração da vida. Em sua imagem mais popular, tem cabelos negros lisos e compridos, vestido azul, tiara dourada e mãos que derramam pérolas. No Brasil, a deusa mistura influências da cultura européia – a associação com uma sereia – e da indígena – como o mito da Iara, mulher sedutora que vive nos rios. Também é associada à imagem de Maria, segundo cada região brasileira: Nossa Senhora da Glória, no Rio de Janeiro, Nossa Senhora da Conceição, em Salvador, e Nossa Senhora dos Navegantes, nas capitais e cidades ribeirinhas do Nordeste. É que, durante a escravidão, proibidos de cultuar seus deuses, os escravos criaram um mecanismo de correspondência entre os santos católicos e os orixás – entidades que intermediam a comunicação dos seres humanos com Olorum, a fonte da Graça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;“Iemanjá é a mãe de todos os orixás. Como muitos de seus filhos vivem na terra, ela passa seis meses do ano com eles e seis meses no mar”, explica Rui Silva Reis, estudioso da religião africana, do Rio de Janeiro. O dia 2 de fevereiro – data de festejos da deusa, principalmente em Salvador, na praia do Rio Vermelho – assinala sua chegada ao mar, de onde sairá novamente para a terra em 15 de agosto. A Mãe generosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;Iemanjá é evocada por seus fiéis quando é preciso reunir todas as forças para superar um grande sofrimento. “Ela também representa a energia feminina agressiva, não no sentido destrutivo, mas como uma mãe reage ao defender o filho”, explica Andréa Braga, historiadora e estudiosa das mitologias e religiões, do Rio de Janeiro. Como matriarca, Iemanjá gosta de ver as famílias unidas. “Ela abençoa os namorados, para que saiam bons casamentos, e aprecia os almoços de domingo, quando todos se reúnem em volta da mesa”, diz Rui Silva Reis. A orixá favorece a criatividade, protege os trabalhadores e traz vitórias e conquistas para quem obtém seus ganhos de forma honesta. “Ela odeia a traição”, afirma o estudioso. No campo da sexualidade, a deusa estimula o sexo prazeroso, com períodos de entusiasmo e de recolhimento, assim como as marés. Sua cor é o azul, e seu metal, a prata. Assim como as águas refletem imagens, Iemanjá é associada ao espelho, “no qual devemos nos olhar para refletir sobre o dia-a-dia”, ensina Rui Silva Reis. Daí vem a fama de vaidosa – seus devotos jogam ao mar espelhos, bijuterias e até jóias como oferenda nos dias 31 de dezembro e 2 de fevereiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto"&gt;Para agradá-la, porém, bastam rosas brancas num vaso ou uma cesta com frutas sobre a mesa, dispostas com a intenção de pedir a saúde e a felicidade dos habitantes da casa. Ou ainda uma vela azul ou branca, acesa em um local especial. Sábado é o dia da semana consagrado a Iemanjá. Quem quiser homenageá-la pode vestir roupa branca ou azul-clara e usar jóias feitas de prata, coral ou pérolas. Para fazer um pedido, vá para a beira do mar à noite, fixe o olhar numa estrela e peça a intercessão da orixá. Vale também ofertar rosas, atirando-as na água quando a onda estiver se afastando da praia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-7164491007358646386?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/7164491007358646386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=7164491007358646386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/7164491007358646386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/7164491007358646386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2008/04/presente-para-iemanj.html' title='Presente para Iemanjá'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_uFOPZxZ5oTg/SBFlYktxDDI/AAAAAAAAAIA/I_1sf-31sB8/s72-c/ANGELA97.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-5804741638352947457</id><published>2007-12-08T13:25:00.000-02:00</published><updated>2007-12-08T13:31:02.677-02:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO À IEMANJÁ</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://olivrodosorixas.blogspot.com/"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_uFOPZxZ5oTg/R1q27dwKLkI/AAAAAAAAAG0/V9sRtI8qjM8/s400/heal.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141623057312001602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh! Doce, Meiga e Querida Mãe Iemanjá. Vós permitistes que no seio de vossa morada se formassem as primitivas formas de vida, que foram o berço de toda criação, de toda a natureza, e de toda a humanidade, aceitai nossas preces de Reconhecimento e amor, Oh! visão Divina e Celestial, que os lampejos que emanam do vosso diáfano manto de estrelas venham, como benéficas espirituais, aliviar os nossos males, curar aos doentes, apaziguar os nossos irmãos irados, consolar os corações aflitos. que as flores e oferendas que depositamos em vosso tapete sagrado, sejam por vós aceitas e quando entrarmos nas águas para vos ofertá-las sejam as ondas do mar portadoras de vossos fluidos divinos.&lt;br /&gt;Fazei, Senhora Rainha das Águas, com que a espuma das ondas em sua alvura imaculada traga-nos a presença de Oxalá, limpe os nossos corações de todas as maldades e malquerências.&lt;br /&gt;Que os nossos corpos, tocados por vossas águas sagradas, liberte-se em cada onda que passa, de todos os males materiais e espirituais. que a primeira onda a nos tocar afaste de nossas mentes todos os eventuais desejos de vingança.&lt;br /&gt;Que a segunda onda lave nossos corações e nosso espírito, para que não nos atinjam as infâmias e mal querência de nossos desafetos.&lt;br /&gt;Que a terceira onda afaste a vaidade de nossos corações. que a quarta onda lave nosso corpo de todos os males e doenças físicas para que, sadios, possamos prosseguir.&lt;br /&gt;Que a quinta onda afaste de nossa mente a ganância e a cobiça. que a sexta onda venha carregada de flores e que nosso maior desejo seja o de cultivar o amor fraternal que deve existir entre todos os homens. E que ao passar a sétima onda, nós, puros e limpos de mente, corpo, e alma, possamos ver, ainda que apenas por alguns segundos, o esplendor de vossa radiosa imagem. é o que humildemente vos suplicam os filhos de Umbanda.&lt;br /&gt;( Ronaldo A. Linares)&lt;br /&gt;Bjks,&lt;br /&gt;Ana&lt;br /&gt;Formatado por Sueli Fernandes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-5804741638352947457?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://wahlhall.blogspot.com/' title='ORAÇÃO À IEMANJÁ'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/5804741638352947457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=5804741638352947457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/5804741638352947457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/5804741638352947457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2007/12/orao-iemanj.html' title='ORAÇÃO À IEMANJÁ'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_uFOPZxZ5oTg/R1q27dwKLkI/AAAAAAAAAG0/V9sRtI8qjM8/s72-c/heal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-4316811349411081261</id><published>2007-08-09T10:08:00.000-03:00</published><updated>2007-08-09T10:12:05.222-03:00</updated><title type='text'>Umbanda: Análise Histórica e Contemporânea</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_uFOPZxZ5oTg/RrsSXJmT_2I/AAAAAAAAAGc/LrLHYvH-nCc/s1600-h/img.jpg%26v%3DO"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_uFOPZxZ5oTg/RrsSXJmT_2I/AAAAAAAAAGc/LrLHYvH-nCc/s400/img.jpg%26v%3DO" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096687592222752610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;1 - Introdução&lt;br /&gt;Na tentativa de descrever os aspectos que envolvem a ritualística da Umbanda, em sua expressão física e na sua formação como religião, é necessário retrocedermos à cultura religiosa das civilizações. Dos Maias aos Astecas, dos Incas ao Egito antigo, ou seja, nas bases que compuseram o início da civilização moderna em suas quatro ramificações, o homem vem tentando de diversas maneiras estabelecer e compreender o contato com a Energia Superior. Nas civilizações remotas, grandes avanços foram alcançados, de forma integralmente ligada ao ato religioso, nas áreas da astrologia, medicina e psicologia, entre outras.  Muitos avanços também foram alcançados, como sabemos, através de imigrações, que contribuíram com a evolução ao longo do tempo através das expansões e trocas de costumes, religiosos ou não (por exemplo, o uso de ferramentas e as técnicas de agricultura).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenômeno mediúnico sempre esteve ao lado do desenvolvimento psíquico do homem.  Foi, então, através desse desenvolvimento e da busca constante do entendimento do Ser, que se formaram culturas religiosas diferentes, em pontos diferentes, acompanhando, é claro, a maturidade espiritual de cada grupo. A Umbanda, tendo a significação do próprio nome (Divino-Terra) associada à “arte de curar”, engloba uma rica assimilação da base que fundamenta a maioria desses segmentos religiosos na busca da cura.  Sofrendo influências do oriente, do Egito antigo, da sabedoria dos africanos, da fé católica e da conscientização da doutrina espírita, a Umbanda objetiva propiciar a aproximação do Ser ao Criador, independente de sua formação religiosa. Sob supervisão espiritual e uma preparação superior, surge a Umbanda no Brasil, sendo um meio de esclarecimento e subseqüente evolução de vários cultos já existentes na época (como o Toré, o Tambor de Mina, a Mesa da Jurema, o Candomblé, o Candomblé de Caboclo, entre outros), levando vários de seus componentes a um novo contexto científico e religioso, no exercício da caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na consciência de que só o estudo é capaz de esclarecer a alma, iniciamos essa pesquisa histórica sobre o surgimento da Umbanda e seus elementos constitutivos, no intuito de propiciar um melhor aproveitamento de nossos trabalhos e um enriquecimento de nossa bagagem espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Etimologia da palavra "umbanda"&lt;br /&gt;O estudo da formação do vocábulo “umbanda” ilustra, de certa forma, a origem e o desenvolvimento da tradição religiosa que hoje conhecemos no Brasil por esse nome. Conforme mencionado no 1° Congresso Brasileiro de Umbanda, em 1941, e confirmado posteriormente por estudiosos [1], o vocábulo “umbanda” foi formado pela união do radical sânscrito Aum com a palavra Bhanda, de mesma origem. Aum “(…) é o mistério dos mistérios; o nome místico da divindade, a palavra mais sagrada de todas na Índia, a expressão laudatória ou glorificadora com que começam os Vedas e todos os livros sagrados e místicos” [2]. A palavra Bhanda, por sua vez, significa “(…) laço, ligadura, sujeição, escravidão.  A vida nesta terra.” [2].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que o intercâmbio entre os povos antigos da Índia e do Egito tenha permitido a chegada dessas palavras ao continente africano. Formou-se, assim, o radical mbanda na língua banta (abrangendo as regiões de Angola, Congo e Guiné). Esse radical penetrou na língua Quimbundo (também  “Kimbundo” ou “Kimbundu”) da região de Angola e permitiu a formação da palavra umbanda, que passou a ganhar o significado de “arte de curar” [3]. Esse significado se relaciona às práticas religiosas e de tratamento de algumas tribos africanas; uma análise mais cuidadosa, no entanto, mostra-nos que ele também é associado ao significado original da união entre Aum e Bhanda; ou seja, a união entre o Divino e o Terreno, a ponte entre Deus e o Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas tribos africanas antigas, a compreensão dessa “ponte” dava aos homens o dom de curar os outros. No Brasil, no entanto, o termo Umbanda ganhou novo significado, pois passou a denominar uma prática religiosa e, acima de tudo, uma forma de trabalho em nome de Deus, visando a espiritualização do Ser através da consciência de sua realidade espiritual, do exercício da caridade, da prática do Amor.  A essência do significado da palavra umbanda, no entanto, continua a mesma: a penetração da luz de Deus no coração do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Bandeira, Cavalcanti. 1970. O que é a Umbanda. Editora Eco, Rio de Janeiro (daqui em diante, referido como Bandeira, 1970). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martins, Luiz Antonio. 2001. AumBandha: Fundamentos da Umbanda (vol. 1). Templo do Vale do Sol e da Lua, Maricá. (daqui em diante referido como Martins, 2001)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Blavatsky, Helena Petrovna (Glossário Teosófico) em Martins, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Quintão, José L. (Gramática de Kimbundo [p. 107]) em Bandeira, 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Desenvolvimento Histórico Anterior ao Surgimento da Umbanda&lt;br /&gt;Entender a Umbanda em um contexto histórico-cultural é, em grande parte, entender sua natureza sincrética.  Essa compreensão, por sua vez, nos propicia um entendimento mais profundo de sua essência filosófica, a qual reflete elementos que inspiram a união, a compreensão e a tolerância. Trataremos inicialmente de seu desenvolvimento histórico.  Posteriormente, analisaremos em mais detalhes como esse desenvolvimento nos auxilia a compreender vários aspectos do papel da Umbanda como fonte de auxílio no processo de espiritualização da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo sincrético que deu origem à Umbanda no Brasil desenvolveu-se em etapas históricas que, apesar de não serem necessariamente isoladas temporalmente, serão classificadas e analisadas separadamente por propósitos simplesmente didáticos.  Essa classificação se apoia, com algumas modificações, na nomenclatura e conteúdo do livro  O que é a Umbanda  (Bandeira 1970), ao qual remetemos o leitor com interesses mais profundos neste processo histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3a - Etapa Africana ou Básica&lt;br /&gt;Essa etapa representa o produto de influências de nações africanas nas tradições religiosas que se desenvolveram no Brasil.  É importante notar, no entanto, que as “tradições religiosas das nações africanas” representam um grupo muito heterogêneo de crenças e rituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão para isso é que a África, muito antes de ser uma fonte cultural para o Brasil, foi submetida à influência de povos orientais que a dominavam desde 900 aC.  Assim, os escravos provenientes das nações africanas representadas no Brasil (Angola, Congo, Nagô, Malê, Queto, Banto, Inquimba, Hotentote, Malagaxe, entre outras) já trouxeram com eles elementos culturais e religiosos de vários outros povos.  A proximidade geográfica das tribos africanas, as constantes guerras e invasões nessas regiões e seus subseqüentes intercâmbios lingüísticos e culturais resultaram na consolidação de um sincretismo nas culturas africanas.  Dessa forma, ao chegar no Brasil a partir de 1530, as tradições africanas já apresentavam elementos de origem árabe (pano da costa), turca (figa), indiana (turbante, ojá), egípcia e semíticas (as duas últimas relacionadas aos conhecimentos de magia e à interpretação dos orixás como forças da natureza, sujeitas a um único Deus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A documentação histórica da fase de chegada de escravos africanos ao Brasil é muito difícil de ser estudada, visto que os africanos, tratados como mercadoria, não eram identificados por sua origem geográfica, mas sim pelo navio e pelo mercado que os comercializavam. Dessa forma, africanos de origens diversas eram trazidos juntos ao Brasil e, uma vez em território brasileiro, eram tratados de forma a minimizar uma identificação com suas raízes culturais.  Além disso, indivíduos de vários graus de compreensão e iniciação religiosa passaram a interagir a seu modo, tentando recriar suas tradições da forma que podiam. Esses processos vieram a acentuar ainda mais a troca de elementos religiosos entre indivíduos de diferentes nações africanas, assim como também causaram uma perda ou modificação de muitos aspectos religiosos das várias nações africanas.  Conclui-se, assim, que o sincretismo já se fazia presente nas tradições africanas desde a chegada dos africanos ao Brasil, mas que, uma vez em terras brasileiras, foi acentuado como resultado natural do processo histórico, político e cultural envolvendo a escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos perceber, a imigração dos povos africanos ao Brasil, exatamente no período de sua colonização, já estava dentro de uma incrível programação pelo nosso querido Ismael para que o coração do mundo, pátria do Evangelho, tivesse em seu solo mais uma das culturas com um respeito admirável por Deus e pelas forças que controlam a natureza.  Note-se também a enorme prática dos africanos na área da mediunidade e da cura, práticas que se fundiram, mais tarde, com a espiritualização já existente no âmago das tribos indígenas que se encontravam no Brasil. Nelas, o contato com os “mortos” era fato (especialmente através dos fenômenos mediúnicos desenvolvidos pelo pajé), bem como a crença em Tupã, Deus único. &lt;br /&gt;3b - Etapa Indígena&lt;br /&gt;Os africanos que fugiam da opressão dos colonizadores, principalmente os de origem banta, embrenharam-se nas matas formando os quilombos.  Neles, os africanos ganharam uma liberdade relativa e puderam desenvolver uma identidade religiosa independente da que os colonizadores lhes impunham.  Com a opressão imposta pela Igreja Católica, os africanos fugitivos se relacionaram facilmente com os indígenas, pois se encontravam em situações semelhantes. Assim, esses africanos—alguns dos quais com conhecimento religioso elevado—se identificaram com o que encontravam de semelhante nos cultos religiosos indígenas e os indígenas, por sua vez, passaram a ser influenciados pelos africanos.  A sabedoria dos pajés foi assimilada às tradições africanas, que também passaram a usar ervas e utensílios brasileiros para substituir os elementos ritualísticos que não haviam podido levar da África para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto aos antepassados, comum aos índios, possuiam algumas semelhanças com os cultos de origem africana. Trabalhos religiosos com aspectos africanistas passam, assim, a ser realizados nos terreiros indígenas.  Em uma etapa posterior, essa mistura entre as tradições africanas e indígenas veio a originar formas de expressão religiosa que ganharam uma identidade própria, como a Cabula (de raiz banta [4] , representada pelos escravos oriundos de Angola, Moçambique e Congo), a Pagelança (do Amazonas ao Piauí), o Tambor / Tambor de Mina (Maranhão), o Toré (Alagoas), o Candomblé de Caboclo (Bahia), o Muçumuri (região Norte), a Macumba e a Quimbanda (Rio de Janeiro), o Batuque (região Sul), o Catimbó e o Xangô (Pernambuco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Fonte: Almanaque Abril 1994 &lt;br /&gt;3c - Etapa Européia&lt;br /&gt;A influência européia na construção de formas de expressão religiosa brasileiras é perceptível em duas áreas principais: na influência do catolicismo e da magia (“bruxaria”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião católica é, sem dúvida, um dos elementos mais importantes para a compreensão da cultura brasileira. Manipulando a religião para atingir objetivos políticos, o colonizador europeu impunha a prática do catolicismo aos negros e aos índios.  Estes, por sua vez, passaram a fazer correspondências entre suas tradições e conceitos católicos, de forma a continuar em contato com suas raízes espirituais sem pôr em risco sua sobrevivência. Os exemplos mais claros desse sincretismo são as identificações de Tupi (para os índios) e Zambi (para os africanos) com “Deus”, e de orixás com santos católicos.  Assim, por exemplo, o escravo passou a cultuar orixás através da imagem de santos católicos. O que os colonizadores não sabiam, no entanto, é que dentro ou embaixo dessas imagens os africanos colocavam os otis, pedras que representam os elementos da natureza associados aos orixás. Daí surgiram os termos “culto ao santo” e “povo do santo”. Analisaremos em mais detalhes, em outra parte de nosso estudo, a questão dos orixás na Umbanda.  Cabe agora, somente, enfatizar que os orixás representam algo diferente dos santos católicos, e que a confusão entre eles que se faz hoje em dia é um resquício do sincretismo que o africano—e, no início do século XX, o umbandista—fez para não ser perseguido.  A influência católica ainda é perceptível na Umbanda contemporânea através do uso do altar e de cerimônias em certas datas, como na sexta-feira santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo aspecto da influência européia na formação das tradições religiosas brasileiras se deu através da introdução dos conceitos de magia praticados pelos alquimistas e pelos “bruxos” e “bruxas”.  Essas práticas, ao entrar em contato com as tradições dos cultos de nação, passaram a ser utilizadas e manipuladas por espíritos (encarnados ou não) controlados pelo ódio e pela mágoa, com o objetivo de prejudicar os outros, numa tentativa de “vingança” pela repressão sofrida no período da escravatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Origina-se, assim, a Quimbanda.  Esses trabalhos de magia passaram a ser feitos e desfeitos através da própria Quimbanda, mas a necessidade de espiritualização do Ser fez com que o Plano Maior desse à Umbanda o papel de desfazer trabalhos de manipulação de energia voltados para o mal [5].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Umbanda, espíritos cientes dos mecanismos espirituais e energéticos envolvidos na “magia” passaram a trabalhar com a força do Amor, libertando os espíritos sofredores dos efeitos do ódio e direcionando espíritos ignorantes para o caminho de luz, de acordo com a Lei do Livre-Arbítrio.  Esse trabalho foi sendo feito, naturalmente, de acordo com a maturidade espiritual dos grupos mediúnicos da época. Inicia-se, assim, uma grande cooperação entre espíritos de uma imensa falange, na luta pela evolução desses grupos mediúnicos. À luz do conhecimento do elevado planejamento desenvolvido por essa egrégora espiritual, entendemos por que os conhecimentos africanos, a bruxaria da Europa antiga e a fé católica imigraram para o Brasil ao mesmo tempo que a  colonização. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Parte desse processo é ilustrado no livro “Loucura e Obsessão”, de Manuel Philomeno de Miranda (psicografado por Divaldo Pereira Franco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3d - Etapa Espírita&lt;br /&gt;O Espiritismo chega ao Brasil por volta de 1873, ou seja, poucos anos antes do fim oficial da escravatura no Brasil.  Apesar de ser, inicialmente, praticado sobretudo por uma elite social de origem européia, o espiritismo influenciou de forma marcante os praticantes de cultos de origem africana e ameríndia, em sua grande parte pertencentes a outras classes sociais.  Com uma base filosófico-doutrinária muito bem estruturada, o espiritismo contribuiu para a modificação de algumas formas de expressão religiosa que se formavam no Brasil através, principalmente, da introdução e/ou do esclarecimento sobre vários conceitos.  Dentre eles, destacamos: (1) uma noção mais clara do que constitui a “vida espiritual”.  Com ela, entende-se melhor a possibilidade de comunicabilidade dos espíritos e o papel de antepassados como espíritos protetores; (2) os conceitos de “carma” (ou a Lei da Causa e Efeito) e de reincarnação; (3) um esclarecimento sobre o fenômeno mediúnico (os termos “médium” e “reincarnação” originam-se no Espiritismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que nem todos os grupos de origem africana e/ou ameríndia adotaram esses conceitos. Até hoje, temos vários exemplos de grupos que, em níveis variados, tentam manter uma pureza de crenças e rituais que refletem suas origens. O exemplo mais claro é o candomblé, principalmente na Bahia, que se esforça em manter-se fiel às tradições, nas quais não se aceita a idéia de reincarnação, não se dá muito espaço à comunicação dos espíritos (‘eguns”) e se recorre à mitologia africana para interpretar os orixás.  Analisaremos o candomblé, mais detalhadamente, em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, muitos grupos—que já adotavam aspectos africanos (gegê, nagô e banto), indígenas (caboclos) e católicos—passaram também a adotar idéias, práticas e conceitos espíritas em seus rituais e formas de expressão religiosa.  Iniciam-se, assim, os trabalhos em terreiros onde espíritos de antepassados (ex-escravos, crianças, caboclos) começam a manifestar-se e onde passa a haver a invocação de espíritos considerados evoluídos (a noção de guia espiritual e de reincarnação também já existia nos cultos bantos). A prática da mediunidade faz-se um componente natural dos rituais. O santo católico passa a ser reinterpretado como um espírito protetor, apesar de sua associação com os orixás ser mantida, de forma paradoxal. Paralelamente, em um movimento histórico provavelmente relacionado à proclamação da República em 1889 (e, conseqüentemente, à formação de uma identidade nacional), muitos grupos passaram a fugir intencionalmente das tradições religiosas e ritualísticas africanas, que em muitos aspectos envolviam preceitos longos e complexos. Todos esses fatores passam a contribuir para uma reorganização da estrutura religiosa brasileira, na qual as tradições africanas e o candomblé “puro” passam, cada vez mais, a assimilar valores, crenças, características e rituais de outras origens, em um processo que contribui para a formação de várias formas de expressão religiosa com caráter essencialmente sincrético e identidade verdadeiramente brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se, então, a extrema importância da introdução do espiritismo no ambiente religioso já existente em nosso Brasil, contribuindo para a transformação da consciência mediúnica acerca dos fenômenos. Foi assim que, por volta de 1930, a nossa Terra do Cruzeiro já contava com os componentes essenciais para a formação dos propósitos que o Brasil encerra na espiritualidade. &lt;br /&gt;3e - Etapa Ocultista&lt;br /&gt;Das etapas descritas acima, essa é a única que se iniciou após a Umbanda começar a ser reconhecida como prática religiosa de identidade própria. É a etapa em que a filosofia oriental e o esoterismo ganham espaço no incipiente movimento umbandista. A partir de cerca de 1930, algumas casas de Umbanda (principalmente no sul e sudeste do Brasil) passaram a utilizar conhecimentos trazidos dessas tradições, referentes ao uso de metais, cristais, numerologia e astrologia, entre outros.  Também houve influência oriental no que diz respeito aos conceitos de aura, chacras, imantação (também adotados pelo espiritismo [6]), o uso do incenso, os pontos riscados, os banhos de descarrego e o reforço das noções sobre carma e reincarnação (que já haviam sido transferidos indiretamente dessas filosofias, através do espiritismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência oriental na Umbanda pode ser interpretada, de certa forma, como um retorno às origens, uma vez que as grandes religiões—as quais se encontram nas raízes do processo histórico que resultou na Umbanda—têm sua origem no oriente, principalmente no antigo Egito, no Tibet, e na Índia, berços do profundo conhecimento religioso e da filosofia oriental. Fecha-se o círculo e surge a Umbanda—produto de concepções religiosas de muitos povos e nações, orientada pelos planos espirituais na busca da essência do Ser, atuando como produto de evolução de suas próprias fontes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, essa bagagem trazida do oriente despertou uma complexa realidade que envolve a existência do ser e o fenômeno mediúnico em si.  Esse despertar se deu, dentre outras formas, através de uma melhor compreensão das ondas mentais e magnéticas, as quais temos o potencial de criar e com as quais constantemente interagimos, conforme explicado mais tarde por tantas obras psicografadas por nosso amigo, missionário Francisco Cândido Xavier. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Em O Livro dos Espíritos, nem Allan Kardec nem os espíritos tratam da questão dos centros de força eletro-magnéticos, formando nosso campo energético e os chacras.  O espírito André Luiz, no entanto, traz esses esclarecimentos à tona posteriormente, em 1958.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - A origem da Umbanda&lt;br /&gt;Como vimos, o surgimento da Umbanda no Brasil deu-se com a fusão das práticas, dos conceitos e das crenças dos povos africanos, europeus e ameríndios.  Ainda não respondemos à seguinte pergunta, no entanto: quando e como iniciou-se, de fato, a Umbanda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de certos dados históricos disponíveis, é impossível determinar uma data e um momento exatos para o surgimento da Umbanda.  Isso ocorre porque ela não é o produto da decisão de um homem na Terra, mas sim, fruto do planejamento, orientação e iniciativa de espíritos em planos elevados.  Assim, além do fato de a Umbanda ter se desenvolvido dentro de um processo gradual, é bem provável que ela também tenha surgido de forma independente em diferentes grupos, se ajustando às características dos médiuns envolvidos. Relatos de pesquisas feitas entre 1890 e 1905 descrevem as características do ritual conhecido como Cabula, narrados pelo sacerdote católico D. João Corrêa Nery [7]. Cavalcanti (1970) considera esse como o primeiro registro histórico de um ritual com características semelhantes aos da prática da Umbanda.  Vemos na Cabula elementos que a distinguem do Candomblé, predominante na época, e a assemelham à Umbanda, ainda não reconhecida como manifestação religiosa: uso de vestes brancas, o bater de palmas, pontos riscados, uso de médiuns e vocábulos como “cambone” e “enjira”, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavalcanti sugere que a palavra “cabula” tenha se originado de “cabala”, o que é justificável pelo indício de que conceitos de magia faziam parte dos rituais dessa prática religiosa.  Faremos, posteriormente, um estudo mais aprofundado sobre a Cabala (estudada e praticada por remotas civilizações do oriente desde 6.000 anos a.C.) e sua influência nos pontos riscados (ou seja, cabalísticos) observados no ritual de Umbanda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há evidências de que o nome “Umbanda” foi dado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas na cidade de Niterói, estado do Rio de Janeiro, para dar identidade própria à emergente manifestação religiosa que os espíritos apresentavam às terras brasileiras.  É notável também o fato de que, durante esse período, pretos-velhos e caboclos já se faziam presentes em cultos “de nação” (candomblé) em alguns pontos do Brasil.  A perseguição policial sofrida pelas práticas religiosas com raízes africanas resultou na relativa independência desses focos de manifestação de linhas de trabalho da Umbanda entre si e, conseqüentemente, em uma escassez de relatos históricos dos desenvolvimentos religiosos desse período.  A maioria desses trabalhos eram realizados em porões de casas antigas e nas matas, distantes dos centros urbanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa perseguição, conforme mencionado anteriormente, também foi um forte fator determinante da presença de altares com imagens católicas em núcleos de prática umbandista, debaixo dos quais escondiam-se otis e otás—com a chegada de policiais, todos se punham de joelhos em frente ao altar, simulando o cumprimento de novenas. Anexado ao final desse estudo, apresentamos, na íntegra, o relato da pesquisa feita por Lucília Guimarães e Eder Longas Garcia [8]. Nele, através de entrevistas com a família do médium do Caboclo das Sete Encruzilhadas, vemos a evidência acima mencionada de que em 15 de Novembro de 1908, na cidade de Niterói, foi declarado o surgimento da Umbanda. Também anexado ao final desse estudo, vemos o relato de Seu Sarapião, em comunicação através da mediunidade de Paulo Antônio Garcia.  Nessa comunicação, Seu Sarapião apresenta uma ilustração do contexto histórico e cultural do Brasil na época em que a Umbanda surgiu, estabelecendo uma análise da resistência encontrada dentro do emergente movimento espírita (conforme descrito no relato mencionado acima).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Pode-se ler o relato completo em Cavalcanti, 1970 (páginas 69 – 75) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] http://www.paimaneco.com.br/principal/umbanda_origem.phpl (Terreiro do Pai Maneco, Curitiba, Paraná; 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - O que caracteriza a Umbanda?&lt;br /&gt;Diversos grupos nos quais há fenômenos mediúnicos se auto-denominam (ou são identificados por pessoas de fora do grupo) como realizadores de trabalhos de “Umbanda”.  Dentre esses grupos, encontramos alguns com trabalhos de caridade belíssimos e outros, por outro lado, nos quais as intenções são claramente divergentes daquelas que caracterizariam um trabalho de amor consciente e responsável que objetiva a espiritualização do Ser.  Como a Umbanda foi criada por iniciativa de espíritos, os quais não apresentaram uma “doutrina” formal, e como há uma heterogeneidade enorme dentre os grupos denominados como integrantes do movimento umbandista, é natural que nos perguntemos: o que, afinal, caracteriza a Umbanda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe a nós, de forma alguma, julgar a natureza de cada grupo. Da mesma forma, não temos a menor pretensão de descrever um “estatuto” do movimento umbandista. Os dois objetivos centrais dessa seção de nosso estudo são (1) tentar descrever possíveis causas de variação na prática do ritual da Umbanda e (2) analisar o caráter mutável e dinâmico da prática da Umbanda.  Fica subentendido que todos os trabalhos dos quais tratamos aqui são, independente da forma na qual são praticados, motivados única e exclusivamente pela intenção sincera de praticar a caridade e o amor ao próximo de forma pura e verdadeira, ou seja, desinteressada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fundamentos básicos de cada grupo de trabalho umbandista são, sem exceções, passados à equipe material (os médiuns) pelo espírito dirigente e responsável pelo trabalho. Na maioria das vezes, esse dirigente será um espírito que se expressa na forma de um caboclo. Os fundamentos (que abrangem a ritualística e a estrutura de cada trabalho) serão específicos para cada grupo, visto que sempre se ajustam ao propósito (ou seja, à forma de exercício de caridade) para o qual cada grupo de trabalhadores tem o compromisso e afinidade em servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale notar que o propósito do trabalho, por sua vez, reflete a maturidade dos grupos envolvidos—tanto o grupo mediúnico quanto o grupo de pessoas que são atendidas.  Esse propósito, a função, de cada grupo de trabalho de Umbanda não é, no entanto, o único fator responsável pela sua forma de expressão ritualística. A heterogenia do movimento umbandista é resultante de uma complexa interação de fatores históricos, culturais, sociais e de ordem prática. Os fatores de ordem histórica, cultural e social foram de forma sucinta abordados anteriormente, quando tratamos das origens da Umbanda. Os fatores de ordem prática se devem ao fato de que a Umbanda é uma expressão religiosa ligada diretamente ao fenômeno mediúnico e, assim sendo, sujeita às limitações e influências psíquicas dos médiuns (e, em especial, do pai-no-santo) e, ao mesmo tempo, às iniciativas de comunicação dos espíritos. Mais adiante, retornaremos à questão da influência mediúnica na prática da Umbanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclui-se, assim, que a Umbanda é caracterizada em sua essência pela prática da caridade; em sua forma, ela é caracterizada por fundamentos e rituais necessários à prática eficiente da caridade de acordo com os propósitos, compromissos, maturidade e contexto histórico-sócio-cultural de cada grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitos casos, mudanças que são observadas em trabalhos de Umbanda—em diferentes épocas, entre grupos ou dentro de um mesmo grupo—estão sob a supervisão e orientação de um planejamento do Plano Maior. Não é produtivo, perante nossos objetivos, tentar classificar uma forma de fazer e vivenciar a Umbanda como sendo “mais primitiva” ou não do que outra—não acreditamos que essa classificação e esse julgamento tragam nenhum benefício direto. Cabe, isso sim, a cada integrante de um grupo mediúnico, fazer-se o seguinte questionamento: “Estou fazendo o melhor que posso?  Estou conduzindo ou participando dos trabalhos da maneira que melhor atende às necessidades do meu grupo de trabalho?”  Essas meditações devem ser constantes e não visam a promover mudanças bruscas, mas sim, uma evolução, uma transformação lenta porém bem estruturada em propósitos nobres, para uma forma de trabalho condizente com o planejamento do Plano Maior para uma maior espiritualização do Ser.  Essa mudança, essa transformação, cabe lembrar, será real se ocorrer no íntimo de cada um e não, necessariamente, na forma da prática da fé. Os espíritos semeiam o que estamos preparados para colher.  Assim, a transformação na Umbanda é natural e reflete a evolução dos grupos—a Umbanda cresce junto com o crescimento moral das pessoas.  Assim, conclui-se que a Umbanda tem a responsabilidade de se modificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, já se pratica a Umbanda sem o uso de  imagens de santos católicos para simbolizar orixás, como o resultado da consciência de que o orixá representa uma força da natureza—uma expressão da força Divina—e que, assim, o que melhor representa essa força são os próprios elementos da natureza.  Da mesma forma, certos grupos de Umbanda já trabalham sem sacrifícios de animais, sem rituais de camarinha e sem outras observações oriundas da influência do candomblé.  Ressaltamos, mais uma vez, que a forma, a ritualística característica a cada grupo de trabalho, não determina, em si, a qualidade nem o valor (medido no potencial de exercer o Bem) do trabalho. Essa forma é simplesmente um reflexo, uma exteriorização natural das crenças de cada grupo e do propósito no qual cada tipo de trabalho se enquadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sob o tópico do potencial de mudança da Umbanda, mencionamos que o poder explanatório e iluminador da doutrina espírita, codificada por Allan Kardec, não deve ser subestimado.  Com isso, não queremos dizer que os trabalhos umbandistas devam se transformar em trabalhos espíritas; simplesmente enfatizamos que os ensinamentos encontrados no Espiritismo têm o potencial de expandir o grau de consciência que o médium umbandista possui sobre o trabalho que ele ajuda a desenvolver.  A Umbanda ainda desempenha um papel único no processo de espiritualização e evolução da humanidade e, em sua estrutura, reflete uma prática “com fundamento”, ou seja, que melhor se ajusta à sua função.  Ao umbandista responsável e consciente, cabe sempre analisar essa estrutura de forma crítica, para poder praticar de coração aquela que seja mais congruente com seus propósitos e compromissos de prática da caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umbanda é a prática da filosofia caritativa através do apoio na atividade mediúnica. Assim, se a mediunidade é apurada, melhorada, a Umbanda melhora sem perder a sua essência. As práticas umbandistas refletem a mensagem de que todos somos seres espirituais em uma escola material; o contato constante com o fenômeno mediúnico tem a finalidade de nos despertar para essa nossa verdadeira essência.   À medida em que os médiuns compreendam a verdadeira mensagem que a Umbanda se propõe a transmitir, passa a ser inevitável que busquem a reforma íntima de forma consciente e intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Considerações sobre o Candomblé dentro do contexto geral da prática da Umbanda&lt;br /&gt;Embora a Umbanda tenha no seu contexto ramificações da base de diversas religiões, não nos cabe entitular a Umbanda como uma “superação” ou “elevação” dessas religiões, sendo “melhor” do que elas em qualquer aspecto.  Sabemos perfeitamente que cada religião tem o seu papel, de suma importância, na construção moral de um povo, religando-o com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum ouvirem-se comparações em vários níveis entre a Umbanda e o Candomblé. Como vimos nesse estudo, a Umbanda difere-se do Condomblé em numerosos aspectos, dentre os quais citamos a ritualística e a maneira de entender e expressar a religiosidade.  Isso, no entanto, não dá ao umbandista, de forma alguma, o direito de julgar-se superior ao praticante do Candomblé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das muitas diferenças, encontramos na Umbanda elementos do Candomblé, visto que este foi uma fonte de influência na estruturação da Umbanda [9]. Por outro lado, o Candomblé, tradição religiosa que se expressa de acordo com suas raízes africanas, apresenta comumente em seus terreiros a influência de espíritos que se expressam de forma característica da Umbanda, como caboclos, pretos-velhos e boiadeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] ver sessão 3.1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - A Umbanda, o Espiritismo e a interação entre diferentes tradições religiosas&lt;br /&gt;Nem a Umbanda, nem nenhuma expressão da prática da Lei do Amor, necessitam de justificativa e defesa perante os homens: sua defesa se encontra no trabalho para Deus e no exemplo que dá pelo respeito ao livre-arbítrio e às opiniões dos que não concordam com sua forma.  Não nos cabe, nem é necessário, assim, justificar a existência da Umbanda, e esse não é o objetivo dessa parte do estudo.  Desenvolvemos essa análise, no entanto, porque a prática da Umbanda dentro da Seara de Caridade Caboclo Tupinambá envolve estudos baseados em obras espíritas.  Assim, é muito importante que os médiuns da Seara  sintam-se à vontade com essa prática, estando cientes do valor que a interação entre tradições religiosas representa.  Conforme os mentores da Seara nos esclarecem, a busca da fé raciocinada através de estudos baseados no espiritismo nos ajuda a desenvolver uma qualidade cada vez melhor de serviço ao próximo.  Essa busca, quando visa a Verdade e é feita de forma sincera e humilde, engrandece o nosso potencial de praticar a caridade sem que nos desviemos da essência, da forma e dos propósitos específicos da Umbanda.  Mesmo conscientes desse ideal, as interações entre estudos espíritas e práticas umbandistas podem gerar questionamentos.  A análise que se segue objetiva, assim,  promover um maior entendimento sobre o valor e o significado dessas interações.  Antes, porém, transcrevemos abaixo algumas passagens que ilustram o tom com o qual abordamos esse tópico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pois tal como existem muitas partes em nossos corpos, assim também é com o corpo de Cristo. Todos nós somos parte dele, e cada um de nós é necessário para fazê-lo completo, porque cada um de nós tem um trabalho diferente a executar.  Assim, pertencemos uns aos outros e cada um precisa de todos os demais” Romanos 12: 4,5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Será respeitável toda e qualquer crença, ainda que notoriamente falsa? Toda a crença é respeitável, quando sincera e conducente à prática do bem. Condenáveis são as crenças que conduzam ao mal (Livro dos Espíritos, questão 838)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que indícios se poderá reconhecer, entre todas as doutrinas que alimentam a pretensão de ser a expressão única da verdade, a que tem o direito de se apresentar como tal? Será aquela que mais homens de bem e menos hipócritas fizer, isto é, pela prática da lei de amor na sua maior pureza e na sua mais ampla aplicação.  Esse o sinal por que reconhecereis que uma doutrina é boa, visto que toda doutrina que tiver por efeito semear a desunião e estabelecer uma linha de separação entre os filhos de Deus não pode deixar de ser falsa e perniciosa.” (Livro dos Espíritos, questão 842)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fora da verdade não há salvação seria equivalente a fora da Igreja não há salvação e também exclusivista, porque não existe uma única seita que não pretenda ter o privilégio da verdade.  Qual o homem que pode jactar-se de possuí-la integralmente, quando a área de conhecimento aumenta sem cessar e cada dia que passa as idéias são retificadas?  A verdade absoluta só é acessível aos espíritos da mais elevada categoria e a humanidade terrena não pode pretendê-la, pois que não lhe é dado saber tudo e ela só pode aspirar a uma verdade relativa, proporcional ao seu adiantamento.  Se Deus houvesse feito da posse da verdade absoluta a condição expressa da felicidade futura, isso equivaleria a um decreto de proscrição geral, enquanto que a caridade, mesmo na sua mais ampla acepção, pode ser praticada por todos.  O Espiritismo, de acordo com o Evangelho, admitindo que a salvação independe da forma de crença, contando que a lei de Deus seja observada, não estabelece: Fora do Espiritismo não há salvação e, como não pretende ensinar ainda toda a verdade, também não diz: Fora da verdade não há salvação, máxima que dividiria em vez de unir e que perpetuaria a animosidade.” (Item 9, capítulo XV de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Espiritismo não pode guardar a pretensão de exterminar as outras crenças, parcelas da verdade que sua doutrina representa, mas, sim, trabalhar por transformá-las, elevando-lhes as concepções antigas para o clarão da verdade imortalista.  A missão do Consolador tem que se verificar junto das almas e não ao lado das gloríolas efêmeras dos triunfos materiais.  Esclarecendo o erro religioso, onde quer que se encontre, e revelando a verdadeira luz, pelos atos e pelos ensinamentos, o espiritista sincero, enriquecendo os valores da fé, representa o operário da regeneração do Templo do Senhor, onde os homens se agrupam em vários departamentos, ante altares diversos, mas onde existe um só Mestre, que é Jesus-Cristo.” (pelo espírito Emmanuel, através da mediunidade de Francisco Cândido Xavier, em “O Consolador”, página 200).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há separatividade nem competição entre os espíritos benfeitores, responsáveis pela espiritualização da humanidade" (Missão do Espiritismo - Ramatís - Liv. Freitas Bastos S.A. - psicografada por Hercílio Maes.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7a - Afinal, qual a melhor religião?&lt;br /&gt;O exercício intelectual do ser humano, necessário ao seu desenvolvimento espiritual, o conduz a classificar, conscientemente ou não, todas as informações que adquire. Esse processo de avaliação e subseqüente classificação de informações é natural. Em geral, no entanto, temos a tendência a julgar e dicotomizar os fatos, criando uma ilusão que passamos a chamar de “realidade”. Assim, muitos de nós, ao identificar uma religião na qual nos sentimos à vontade e com a qual temos afinidade, naturalmente a classificamos como sendo “a boa” ou “a melhor”, mesmo que racionalmente entendamos que todas as religiões são importantes.  Conseqüentemente, outras formas de compreender a realidade passam a ser, de forma consciente ou não, classificadas por nós como “não sendo tão boas” ou “piores”.  Essa classificação, no entanto, reflete uma incompreensão da essência de todas as filosofias religiosas (ou não) que promovem o amor e o bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compaixão, a tolerância, a paciência e a humildade são, em todas as filosofias que promovem o bem, virtudes que caracterizam o homem sábio, espiritualizado. De uma forma ou outra, essas virtudes são fruto da compreensão profunda de que cada indivíduo está em um processo único e belo de evolução, de encontro com Deus. Assim, a “melhor” religião ou filosofia de vida será relativa ao caminho, único, de cada um: o que é melhor para um não é, necessariamente, o melhor para o outro.  Também resulta dessa compreensão o fato de que cada tradição religiosa na Terra tem a sua função no progresso da humanidade e merece, por isso, o carinho e o respeito de todos. Vale ressaltar que entender a importância de todas essas filosofias não deve nos levar a concluir que todas representam uma parcela idêntica da Verdade—reflexões sobre isso fazem parte do desenvolvimento espiritual de cada indivíduo. Mais importante, no entanto, é a compreensão geral de que todas representam simplesmente uma parcela da Verdade, pois, devido às nossas presentes limitações, nenhuma pode representar a Verdade em sua totalidade.  Cabe a nós estudar, explorar e descobrir o que o diálogo entre as diferentes filosofias pode acrescentar a todos nós e, finalmente, perceber a direção de vida que a prática da essência da Lei do Amor, representada por diversas tradições religiosas, nos indica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia religiosa ou espiritualista que cada pessoa escolhe seguir é uma questão cultural, mas, acima de tudo, de afinidade. Por sua vez, a afinidade será sempre relacionada com uma necessidade específica para o desenvolvimento espiritual de cada um.  Assim, a expressão de uma afinidade na encarnação de um indivíduo é um instrumento para a evolução desse indivíduo.  Essa evolução pode ser canalizada para o estímulo intelectual, para o estímulo moral, para a execução de um resgate cármico e/ou para o cumprimento de um determinado compromisso. Conclui-se daí que a tradição religiosa que cada um escolhe seguir não se relaciona de forma alguma ao seu grau de evolução espiritual.  É importante, assim, que nos desvencilhemos de preconceitos que nos levam a associar praticantes de determinadas tradições religiosas com pessoas com um grau maior ou menor de consciência espiritual. Uma pesquisa simples nos demonstra que, em todas as tradições religiosas, encontramos adeptos identificáveis como espíritos de muita luz e adeptos em estágios de consciência ainda bastante primários.  A essência da Umbanda, como a de qualquer outra filosofia que promove o bem, nos indica que a expansão da consciência espiritual provém da experiência do amor incondicional—o que não impõe, não exige e não julga. Quando o praticante de Umbanda, Candomblé, Espiritismo, Catolicismo ou de qualquer outra religião, despertar para o seu potencial de se encontrar nos outros, amando a todos plena e verdadeiramente, não sentirá mais a necessidade da religião enquanto instituição, pois já estará, em seu íntimo, se religando a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - A Função da Umbanda&lt;br /&gt;Em seu livro Going Home [10], Thich Nhat Hanh apresenta seus pensamentos sobre o valor da cultura religiosa de um indivíduo na sua busca pela Verdade através de tradições com as quais se tem menor familiaridade.  Dessa forma, o referido autor assemelha cada indivíduo a uma planta, e o processo de busca a um transplante.  Thich Nhat Hanh explica, assim, a necessidade do fortalecimento das raízes da tradição original, antes de qualquer mudança de crença ou tradição religiosa, para que o transplante seja bem-sucedido. O indivíduo que é apresentado a uma nova forma de expressão religiosa sem antes ter entrado em profundo contato com a forma que lhe é, naturalmente, mais familiar, possui mais dificuldades em assimilar a essência da religião que lhe é nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Umbanda, com sua expressão essencialmente sincrética, permite que pessoas de várias tradições religiosas fortaleçam suas raízes, enquanto, ao mesmo tempo, expandem a vivência da sua espiritualidade. Por trabalhar com elementos presentes em diferentes culturas e religiões, a Umbanda facilita que indivíduos oriundos das mais diversas culturas encontrem no terreiro algo com o que se identificam—sejam os componentes do altar, os rituais sincréticos ou as linhas de trabalho dos espíritos.  Nesse aspecto, a Umbanda é uma prática de caridade que funciona como uma ponte através da qual indivíduos familiarizados com diferentes tradições podem atingir um nível mais complexo de auto-conhecimento e de consciência de sua realidade espiritual.  O objetivo da Umbanda, mesmo tendo necessidade do ritual, é a espiritualização do ser, o despertar das almas.  Sem a preocupação de recrutar seguidores e sem cobrar nem exigir nada em troca da caridade prestada, a Umbanda respeita todos os que escolhem não conhecê-la e abre o seu coração aos que por ela procuram, oferecendo a todos, indistintamente, uma oportunidade única e bela de espiritualização e aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma etapa inicial, a Umbanda surgiu para propiciar aos encarnados a oportunidade de praticar e receber caridade através da mediunidade, independente de seu nível social, e para transformar ações mal-intencionadas em progresso, “desmanchando trabalhos” de magia negra.  Cada vez mais, no entanto, a Umbanda vem se modificando e ampliando seu campo de ação, servindo, como mencionado acima, para a espiritualização de milhares de pessoas. Essa ampliação em seu campo de ação reflete o seu desenvolvimento dentro da programação espiritual para o planeta, bem como representa o processo de crescente espiritualização da humanidade, dos médiuns e dos grupos umbandistas. A Umbanda, e toda a complexa mistura que ela representa, vem servindo, já há quase 100 anos, de ponte para todas as religiões na descoberta de um Ser Espiritual, como a própria etimologia da palavra “Umbanda” nos indica. Através da Umbanda, nossos queridos pretos-velhos, caboclos e crianças nos apresentam que a vida no além é apenas uma passagem e vêm nos mostrar com humildade, simplicidade e pureza, a cada sessão, um exemplo vivo de que “fora da caridade, não há salvação”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] páginas 177-185 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Material Anexo I&lt;br /&gt;“Escrever sobre Umbanda sem citarmos Zélio Fernandino de Moraes é praticamente impossível. Ele, assim como Allan Kardec, foram os intermediários escolhidos pelos espíritos para divulgar a religião aos homens. Zélio Fernandino de Moraes nasceu no dia 10 de abril de 1891, no distrito de Neves, município de São Gonçalo - Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos dezessete anos, quando estava se preparando para servir as Forças Armadas através da Marinha, aconteceu um fato curioso: começou a falar em tom manso e com um sotaque diferente daquele da sua região, parecendo um senhor com bastante idade. A princípio, a família achou que houvesse algum distúrbio mental e o encaminhou ao seu tio, Dr. Epaminondas de Moraes, médico psiquiatra e diretor do Hospício da Vargem Grande. Após alguns dias de observação, e não encontrando os seus sintomas em nenhuma literatura médica, sugeriu à família que o encaminhasse a um padre para que fosse feito um ritual de exorcismo, pois desconfiava que seu sobrinho estivesse possuído pelo demônio. Procuraram, então, também um padre da família que, após fazer ritual de exorcismo, não conseguiu nenhum resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos depois, Zélio foi acometido por uma estranha paralisia, para o qual os médicos não conseguiram encontrar a cura. Passado algum tempo, num ato surpreendente, Zélio ergueu-se do seu leito e declarou: "Amanhã estarei curado".  No dia seguinte começou a andar como se nada tivesse acontecido. Nenhum médico soube explicar como se deu a sua recuperação.  Sua mãe, D. Leonor de Moraes, levou Zélio a uma curandeira chamada D. Cândida, figura conhecida na região onde morava e que incorporava o espírito de um preto-velho chamado Tio Antônio. Tio Antônio recebeu o rapaz e fazendo as suas rezas lhe disse que possuía o fenômeno da mediunidade e deveria trabalhar com a caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pai de Zélio de Moraes, Sr. Joaquim Fernandino Costa, apesar de não freqüentar nenhum centro espírita, já era um adepto do espiritismo, praticante do hábito da leitura de literatura espírita. No dia 15 de novembro de 1908, por sugestão de um amigo de seu pai, Zélio foi levado à Federação Espírita de Niterói. Chegando na Federação e convidados por José de Souza, dirigente daquela Instituição, sentaram-se à mesa. Logo em seguida, contrariando as normas do culto realizado, Zélio levantou-se e disse que ali faltava uma flor. Foi até o jardim, apanhou uma rosa branca e colocou-a no centro da mesa onde se realizava o trabalho. Tendo-se iniciado uma estranha confusão no local, ele incorporou um espírito e simultaneamente diversos médiuns presentes apresentaram incorporações de caboclos e pretos-velhos. Advertidos pelo dirigente do trabalho, a entidade incorporada no rapaz perguntou: "Por que repelem a presença dos citados espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens? Seria por causa de suas origens sociais e da cor?" Após um vidente ver a luz que o espírito irradiava perguntou:  "Por que o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome, meu irmão?" Ele responde: "Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho, para dar início a um culto em que estes pretos e índios poderão dar sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim. "O vidente ainda pergunta: "Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto?" Novamente, ele responde: "Colocarei uma condessa em cada colina que atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algum tempo, todos ficaram sabendo que o jesuíta que o médium verificou pelos resquícios de sua veste no espírito, em sua última encarnação, foi o Padre Gabriel Malagrida.&lt;br /&gt;No dia 16 de novembro de 1908, na rua Floriano Peixoto, 30, Neves, São Gonçalo, RJ, aproximando-se das 20:00 horas, estavam presentes os membros da Federação Espírita, parentes, amigos e vizinhos e do lado de fora uma multidão de desconhecidos. Pontualmente, às 20:00 horas, o Caboclo das Sete Encruzilhadas desceu e usando as seguintes palavras iniciou o culto: "Aqui inicia-se um novo culto em que os espíritos de pretos-velhos africanos, que haviam sido escravos e que desencarnaram não encontram campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase que exclusivamente para os trabalhos de feitiçaria e os índios nativos da nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, credo ou posição social. A prática da caridade no sentido do amor fraterno, será a característica principal deste culto, que tem base no Evangelho de Jesus e como mestre supremo Cristo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após estabelecer as normas que seriam utilizadas no culto e com sessões diárias das 20:00 às 22:00 horas, determinou que os participantes deveriam estar vestidos de branco e o atendimento a todos seria gratuito. Disse também que estava nascendo uma nova religião e que chamaria Umbanda.&lt;br /&gt;O grupo que acabara de ser fundado recebeu o nome de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade e o Caboclo das Sete Encruzilhadas disse as seguintes palavras: "Assim como Maria acolhe em seus braços o filho, a tenda acolherá aos que a ela recorrerem nas horas de aflição, todas as entidades serão ouvidas, e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos aqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda respondeu perguntas de sacerdotes que ali se encontravam em latim e alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caboclo foi atender um paralítico, fazendo este ficar curado. Passou a atender outras pessoas que haviam neste local, praticando suas curas.  Nesse mesmo dia, incorporou um preto-velho chamado Pai Antônio, aquele que, com fala mansa, foi confundido como loucura de seu aparelho e com palavras de muita sabedoria e humildade e com timidez aparente, recusava-se a sentar-se junto com os presentes à mesa dizendo as seguintes palavras: "Nêgo num senta não meu sinhô, nêgo fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nêgo deve arrespeitá". Após insistência dos presentes fala: "Num carece preocupá não. Nêgo fica no toco que é lugá di nêgo".  Assim, continuou dizendo outras palavras representando a sua humildade. Uma pessoa na reunião pergunta se ele sentia falta de alguma coisa que tinha deixado na terra e ele responde: "Minha caximba, nêgo qué o pito que deixou no toco. Manda mureque buscá".  Tal afirmativa deixou os presentes perplexos, os quais estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento de trabalho para esta religião. Foi Pai Antônio também a primeira entidade a solicitar uma guia, até hoje usadas pelos membros da Tenda e carinhosamente chamada de "Guia de Pai Antonio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia formou-se verdadeira romaria em frente à casa da família Moraes. Cegos, paralíticos e médiuns que eram dados como loucos foram curados.  A partir destes fatos fundou-se a Corrente Astral de Umbanda. Após algum tempo, manifestou-se um espírito com o nome de Orixá Malé, este responsável por desmanchar trabalhos de baixa magia, espírito que, quando em demanda, era agitado e sábio, destruindo as energias maléficas dos que o procuravam.  Dez anos depois, em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, recebendo ordens do astral, fundou sete tendas para a propagação da Umbanda, sendo elas as seguintes: (1) Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia; (2) Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição; (3) Tenda Espírita Santa Bárbara; (4) Tenda Espírita São Pedro; (5) Tenda Espírita Oxalá; (6) Tenda Espírita São Jorge; (7) Tenda Espírita São Jerônimo. As sete linhas que foram ditadas para a formação da Umbanda são: Oxalá, Iemanjá, Ogum, Iansã, Xangô, Oxossi e Exu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Zélio estava encarnado, foram fundadas mais de 10.000 tendas a partir das acima mencionadas. Zélio nunca usou como profissão a mediunidade, sempre trabalhou para sustentar sua família e muitas vezes manter os templos que o Caboclo fundou, além das pessoas que se hospedavam em sua casa para os tratamentos espirituais, que, segundo o que dizem, parecia um albergue. Nunca aceitara ajuda monetária de ninguém; era ordem do seu guia chefe, apesar de inúmeras vezes isto ser oferecido a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ritual sempre foi simples. Nunca foi permitido sacrifício de animais. Não utilizavam atabaques ou quaisquer outros objetos e adereços. Os atabaques começaram a ser usados com o passar do tempo por algumas das Tendas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, mas a Tenda Nossa Senhora da Piedade não utiliza em seu ritual até hoje. As guias usadas eram apenas as determinadas pelas entidades que se manifestavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preparação dos médiuns era feita através de banhos de ervas e do ritual do amaci, isto é, a lavagem de cabeça onde os filhos de Umbanda afinizam a ligação com a vibração dos seus guias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após 55 anos de atividade, entregou a direção dos trabalhos da Tenda Nossa Senhora da Piedade a suas filhas Zélia e Zilméia, as quais até hoje os dirigem. Mais tarde, junto com sua esposa Maria Isabel de Moraes, médium ativa da Tenda e aparelho do Caboclo Roxo, fundaram a Cabana de Pai Antonio no distrito de Boca do Mato, município de Cachoeira do Macacú – RJ. Eles dirigiram os trabalhos enquanto a saúde de Zélio permitiu. Faleceu aos 84 anos no dia 03 de outubro de 1975.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Material Anexo II&lt;br /&gt;“As entidades que se manifestam são as entidades atraídas pelo campo espiritual da Casa e pelo compromisso espiritual da Casa. Toda entidade para se manisfestar ela tem que estar realizando alguma coisa dentro da Casa, atraída ou pelo próprio médium ou pela equipe espiritual da Casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Continuando a responder à pergunta que não ficou gravada, mas que se referia a nome e jeito de entidades) Cada entidade tem a sua personalidade. Cada espírito é um continente inexplorado, como dizia Emmanuel. A entidade se apresentou na mesa, ela vai produzir o trabalho dela, o nome é uma coisa que fica muito atrás do que ela vai produzir. O nome não deve ser nem perguntado. Vocês podem ouvir qualquer nome que fique confortável para vocês: Bezerra de Menezes ou José da Silva? Depende. Nós temos que ir na essência do trabalho porque todos nós estamos crescendo e, às vezes, um espírito desce e se chama João e passa uma mensagem baseada nos ensinamentos de Jesus e, às vezes, desce um espírito que se dá o nome de Aristóteles. Quer dizer, de João para Aristóteles, Aristóteles já é um nome mais requintado. E você passa a prestar atenção nesse Aristóteles. Tudo o que os espíritos falam deve estar baseado nos exemplos de Jesus. É por isso que vocês têm que estudar. Para não serem vítimas de espíritos brincalhões. Então, o Aristóteles está falando e você vê que ele se desviou um pouco do rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente os espíritos revelam nomes, a não ser que vocês perguntem. Mas quando o espírito deixa transparecer que ele é a presença de um negro ou de um espírito mais do Brasil antigo, isso cria um certo preconceito na mesa Kardecista. Eu vou tentar ser rápido para não tomar o tempo de vocês e sem entrar em outro tipo de religião. Não vamos falar disso. Vamos nos concentrar no certo preconceito que muitas vezes é criado na mesa Kardecista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a doutrina de Kardec chegou no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, naquele tempo, as senhoras dos senhores de engenho, dos políticos, dos governantes, iam a Paris passar as suas férias. Era comum irem a Paris passar as férias. Lá, elas tiveram acesso aos livros espíritas e começaram, então, a estudar a doutrina em pequenos passos. Não muito longe desse tempo se deu a abolição da escravatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fenômenos mediúnicos existem por toda a parte tanto naquela época como hoje. Em qualquer seita religiosa existe o fenômeno mediúnico. A cultura negra estava, então, saindo da senzala para continuar o mesmo trabalho. Eles não tinham oportunidade de estudo. E tinham aquele senso de inferioridade. Até hoje o racismo ainda é forte. Imaginem naquela época. Então, não podia ser concebido uma pessoa que estava lhe servindo na sua casa, sentar à mesa com você e estudar um livro que você trouxe da França. Um livro que as pessoas cultas possuíam. Não tenhamos raiva, quem sabe até de nós mesmos naquela época, mas era como eram as coisas na época. Os negros não eram vistos como pessoas. Então, também, era inadmissível que o espírito de um negro desse uma mensagem. Só podia ser um espírito inferior. Estão entendendo, filhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, se uma entidade deixar transparecer que é o espírito de um negro, não misture ele com outras religiões. Se ele está passando a mensagem dele, você tem que estudar a mensagem. Caso não esteja de acordo não a considere. Essa é a essência. É isso que faz a diferença entre a mensagem de um espírito e de outro. O que distingue a diferença são as vibrações, é a nossa vibração, é a vibração de luz que você tem. Não é de aparências nem de nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui vêm espíritos não só de religiões africanas, porque vocês podem ter ligações do passado, certo tipo de aprendizado no passado e afinidades, mas aqui vêm religiões desde o islamismo até o hinduismo. Porque o espírito traz consigo as suas crenças e a sua maneira de entender o mundo. E vocês aqui são um campo de experiência, vocês aqui são um laboratório de Jesus. E é um convite para qualquer espírito que queira estudar o trabalho de vocês e que queira aprender com o trabalho de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que nós não vamos permitir que espíritos desçam e mudem o rumo do estudo. Nós respeitamos as individualidades, mas não é admissível que um espírito desça e mude completamente o rumo do estudo. Vocês estão estudando Kardec, mas a vida espiritual está aí, portanto, vocês lidam com espíritos de diferentes religiões. Vamos sempre na essência, não é, filhos? Na essência do amor. É o principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, temos que tomar cuidado com os espíritos. Você tem que está sempre analisando a mensagem, sempre. Isso começa do médium não é, filha? Fazendo a reforma íntima, estudando e vocês estão fazendo isso. Vocês estão de parabéns, vocês estão buscando. E busquem a cada dia a união entre vocês, busquem ver vocês como irmãos. Todos nós temos defeitos, mas nós estamos aqui para aprender uns com os outros. Não vamos julgar, vamos amar. Procurem ver vocês como um só. A equipe de vocês senta à mesa e nós somos um. Nós estamos aqui para aprender, nós estamos aqui para amar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Material Anexo III&lt;br /&gt;Quantas foram as provas vivas, os ensinamentos, as confirmações de fé e esperança... Quanto amor e carinho de nossos amigos espirituais que tanto nos dão, sem nada nos pedir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umbanda, que nos desperta a coragem para vencer as batalhas da vida, com seus cânticos, flores, essências, cores e magia da amizade e respeito mútuo—todo um cenário em que eu encontro com meu Eu, ao ouvir os tambores trazendo a vibração das selvas e senzalas, as músicas que nos elevam a alma.  A cerimônia dos negros, o canto dos índios, os caminhos de Exu e Ogum, os jardins de Ibejada, as cachoeiras de Oxum, as pedreiras de Xangô, o vento de Iansã, o mar de Yemanjá e todos os elementos que a compõem nos ensinam a respeitar a natureza e o corpo em que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café amargo e o cachimbo dos pretos-velhos, as penas dos caboclos, a capa de exu, a flor da pomba-gira, os doces de ibejê, o facão dos baianos, o punhal cigano—elementos que absorvem, manipulam e direcionam as mais belas energias.  O sorriso da Padilha, o olhar sincero do cigano, as travessuras do Exu-Mirim, a seriedade de Seu Tranca-Ruas, a alegria do Martim, a sabedoria de Seu Pinga-Fogo, a mandinga do Chico-Preto, sempre equilibrando a sintonia da casa e representando a segurança a todo o momento e a toda hora, não se esquecendo do profundo conhecimento da psicologia humana, sempre nos orientando no melhor caminho.  A simplicidade de Tupinambá, a meiguice do Vovô-do-Congo e a luz que brilha da Mariazinha, sempre nos trazendo o exemplo da trindade humildade-pureza-caridade; o amor com que a doutora nos trata com seus fluidos de saúde e paz, trazendo a força do oriente e os seus mais belos perfumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos trabalhando com as suas forças e as forças da natureza—água, terra, ar, fogo, pemba, mandalas do ponto riscado, incensos, plantas, pedras e flores—visando única e exclusivamente o nosso desenvolvimento físico e espiritual, nos ensinando a cada dia a Lei do perdão e do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa Umbanda, quero me dedicar e com ela continuar o meu aprendizado.   Me espanto em não conseguir explicar com palavras o nosso terreiro, mas nem teria sido possível escrever as linhas acima se não fosse a bondade e a perseverança do Dr. José Pelintra, que sem ver os nossos defeitos sempre esteve ali, nos amparando, ensinando e dirigindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a Deus pelo senhor, Seu Zé, pela felicidade de ter sua companhia; ou melhor, eu agradeço a Deus pela felicidade de participar dessa casa linda e de ter o convívio com essas pessoas maravilhosas que o senhor pôs no meu caminho.  Permita que eu possa ser para cada filho do Seu Zé o que eles são para mim.  Que Deus te ilumine, Seu Zé, por tudo e que a sua bênção caia sobre seus filhos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-4316811349411081261?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/4316811349411081261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=4316811349411081261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/4316811349411081261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/4316811349411081261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2007/08/umbanda-anlise-histrica-e-contempornea.html' title='Umbanda: Análise Histórica e Contemporânea'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_uFOPZxZ5oTg/RrsSXJmT_2I/AAAAAAAAAGc/LrLHYvH-nCc/s72-c/img.jpg%26v%3DO' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-4828019961474963017</id><published>2007-04-25T20:39:00.000-03:00</published><updated>2007-04-25T20:43:17.472-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Federação Ogum Xoroquê'/><title type='text'>NOSSA MÃE OXUM</title><content type='html'>&lt;a href="http://asgardh.blogspot.com/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057515157068748898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_uFOPZxZ5oTg/Ri_nPU88mGI/AAAAAAAAAF8/VBPNloSinCQ/s400/oxum.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ITANS DE IFÁ - NOSSA MÃE OXUM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este mês iremos falar sobre a nossa mãe Oxum, contando algumas lendas ou Itans de Ifá. Nestas lendas contamos como as filhas de Oxum são perseguidas por sua beleza, gerando inveja de outras mulheres, vamos ler com atenção, ora aieieu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, numa festa de Oxalá, as secaerdotisas dos vários Orixás, com inveja da de Oxum, puseram-lhe feitiço: quando todos se levantaram para saudar Oxalá, ela ficou presa na cadeira e suas roupas ficaram sujas de sangue. Todos riram e Oxalá ficou zangado. A sacerdotisa, envergonhada, tentou se esconder, mas nenhum Orixá lhe abriu a porta. Só Oxum a recebeu e transformou as gotas de sangue em penas de papagaio. Sabendo dessa magia, os outros Orixás vieram prestar homenagem a Oxum e Oxalá lhe deu a proteção das filhas de santo, que durante a iniciação passaram a usar uma pena vermelha na testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rio Osun passa em lugar onde suas águas são sempre abundantes. Por esta razão é que Larô, o primeiro rei deste lugar, aí se instalou e fez um pacto de aliança com Osun. Na época em que chegou, uma das suas filhas fora banhar-se. O rio a engoliu sob as águas. Ela só saiu no dia seguinte, soberanamente vestida e declarou que Osun a havia bem acolhido no fundo do rio. Larô, para mostrar a sua gratidão, veio trazer-lhe oferendas. Numerosos peixes, mensageiros da divindade, vieram comer, em sinal de aceitação, os alimentos jogados nas águas. Um grande peixe chegou nadando nas proximidades do lugar onde estava Larô. O peixe cuspiu na água, que Larô recolheu numa cabaça e bebeu, fazendo assim, um pacto com o rio. Em seguida, ele estendeu suas mãos sobre as águas e o grande peixe saltou sobre ela. Isto é dito em ioruba: Atewo gbá ejá. O que deu origem a Ataojá, título dos reis do lugar. Ataojá declarou então: Osun bgô! “Osun está em estado de maturidade, suas águas são abundantes”. Dando origem ao nome da cidade Osogbô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os anos, faz-se aí, grandes festas em comemoração a todos estes acontecimentos. Sabe-se que Sango tem 3 mulheres, que são Osun, Oya e Obá. Sendo Osun a esposa preferida. Por causa disso, Obá que não tinha muitas habilidades culinárias resolveu imitar Osun. Esta notando que estava sendo copiada, resolveu pregar uma peça em Obá. Enrolou um lenço que tapava sua orelha e comentou com Obá que havia preparado um jantar especial para Sango. Preparou uma sopa e colocou um grande cogumelo com uma farofa de uma orelha e disse a Obá que cortara a sua orelha em sinal de amor a Sango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa, Sango provou a sopa e logo em seguida retirou-se com Osun para o quarto. Obá, astuta, resolveu fazer o mesmo. Preparou uma sopa e cortou uma de suas orelhas. Quando Sango provou a sopa e notou que havia uma orelha nela, e que Obá estava sem orelha, se enfureceu. Neste momento Osun ainda estava com duas orelhas, e Obá partiu para atacá-la. Vendo a batalha, Sango expulsou ambas de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o motivo porque Obá dansa com uma mão cobrindo-lhe a orelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta outra lenda, que em tempo imemorial, o rei Sango, Orisá escolhido por Osalá para governar a Terra e os outros deuses, tinha diversas esposas. As duas mais importantes eram Yansã, a Senhora das Tempestades, e Osun, cujo domínio se estendia pelos rios, lagos e cachoeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, enciumada da preferência de Sangô pela sua adversária, Yansã decidiu vingar-se de Osun e, em um rio intempestivo de cólera, investiu contra a mãe das águas doces, quando esta se banhava nua às marges de um grande lago, tendo apenas um espelho entre as mãos. Devido ao fato de não ser uma guereira, mas uma mulher dócil e vaidosa, afeita apenas aos expedientes da sedução e da dissimulação para defender-se, Osun é completamente indefesa frente à ira arrebatadora da rainha dos raios. Osun, então, rezou a Osalá e, em um instante, percebeu que o Sol brilhava forte nas costas de sua agressora. Rápidamente, ela utilizou seu espelho para refletir os raios solares de forma a cegar Yansã. Ao saber da vitória de Osun, o rei Sangô reafirmou a sua preferência pela Senhora das Águas, que além de mais bela e delicada, provou ser também mais poderosa que a Senhora das Tempestades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oferendas prediletas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omolocum - feijão fradinho cozido e temperado com dendê, sal, cebola ralada, camarões moídos e secos inteiros, enfeitado com ovos cozidos. Há quem utilize inclusive pimenta da Costa, com o que não concordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abará - massa de feijão fradinho moido cru e a mesma deverá ser batida até obter uma consistência juntamente com cebola ralada, sal e camarões moídos - prepara-se a folha de bananeira em forma de cone pequeno e leva-se ao banho maria sobre talos da própria bananeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vai um banho maravilhoso para o amor, segrêdo de Oxum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carrapicho, manjericão, poejo, 3 gotas langue-langue, nó de cachorro, erva Santa Luzia. Ferver tudo com 3 conchas do mar, acender uma vela de mel e fazer seus pedido a Mamãe Oxum. O que tanto queres, irás alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Federação Ogum Xoroquê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;maeandrea@hotmail.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-4828019961474963017?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/4828019961474963017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=4828019961474963017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/4828019961474963017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/4828019961474963017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2007/04/nossa-me-oxum.html' title='NOSSA MÃE OXUM'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_uFOPZxZ5oTg/Ri_nPU88mGI/AAAAAAAAAF8/VBPNloSinCQ/s72-c/oxum.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-116715229977606742</id><published>2006-12-26T14:53:00.000-02:00</published><updated>2006-12-26T14:58:19.790-02:00</updated><title type='text'>OXUMARÉ</title><content type='html'>&lt;a href="http://olivrodosorixas.blogspot.com/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5012879741332992578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4JU8n5zwDn4/RZFTkLvnskI/AAAAAAAAADY/K9zNvYFp3jQ/s400/oxumare.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Falar de Osumare e meio complicado pois e um Santo difisil de multiplos aspectos, quem carrega Osumare na cabeça, é conhecido como povo da palha.&lt;br /&gt;Osumare tem relaçao, com os ancestrais, os mortos e Exu, por causa de sua ligação com Omolu e Nana, ele penetra nos conhecimentos da morte.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Osumare e um Orixá do panteão Jeje, originário do país Mahi, é Osumare, o filho mais novo e preferido de Nana, irmão de Omulu e Rokó, como em Kétu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Osumare, O Dan dos Jeje, é uma divindade importante, e por alguns de seus aspectos uma divindade branca muito antiga, contemprânea de Nana. Participaou da criação do mundo; enrolando-se ao redor da terra, contribuiu para reunir a matéria e dar forma ao mundo. Sustenta o universo, põe os astros em movimento, controla a regularidade dos movimentos celestes, dos deslocamentos de matéria, a continuidade dos movimentos do oceano. Rastejando pelo mundo, desenhou ainda os vales e os rios. É a grande cobra que morde a cauda, representando a continuidade do movimento e do ciclo vital. A cobra é dele, e portanto no candomblé cobra não se mata.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Osumare auxilia os outros Orixas e garante a comunicação entre o céu e a terra, levando água dos mares para o céu para que a chuva possa formar-se, sendo então representado pelo arco iris, a grande cobra colorida que é saudada quando aparece pela expressão "Aro Moboi" com a qual sauda-se Osumare. Ele ainda auxilia Xango, levando o trovão do céu para a terra, ele representa o movimento que põe em comunicação os elementos da natureza, garante a chuva, a fertilidade e a continuidade da vida que ele alimenta.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Osumaredança os ritimos jeje, avania, bravun, darome, e quando Nana ou Omolu dançan ele sempre os acompanha. &lt;br /&gt;Saudam-no gritando "Aro Moboi". É a cobra arco iris que vem beber agua na terra e retorna ao céu, ou que leva a água dos mares até o céu estabelecendo a relação entre as duas partes do cosmos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Osumare, divindade ligada á terra e as aguas onde reside, de baixo do oceano, e o dono das riquezas escondidas nas florestas, nas entranhas da terra e no fundo dos mares; é o dono das pedras preciosas, do ouro, do coral do segi, que passam por ser os excrementos que ele deixa neste mundo.&lt;br /&gt;E assentantado na mesma casa de Nana e Omolu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Osumare sempre acompanha as outra divindades da nação Jeje, e no siré, é invocado logo depois de Nana e Omolu, pelo menos no Ketu. Ele se veste de cores claras, verde claro, cor de rosa, azul claro e amarelo. Osumare usa pulseiras de metal prateado em forma de cobra e leva uma ferramenta em forma de meia lua, coberta de escamas, que evoca ao mesmo tempo a cobra, o arco iris e um par de chifres. Usa um colar feito de varios circulos rigidos de metal prateado que representam a trajetória dos astros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dan Corresponde ao nome jeje de Osumare e, no Alaketu, constitui uma qualidade deste ultimo: e a cobra que participou da criação. è uma qualidade benéfica, ligada a chuva, a fertilidade, a abundancia. Como tipo humano, é generoso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dangbé é um Osumare mais velho que seria o pai de dan; governa os movimentos dos astros. Menos agitado que Dan, possui uma grande intuição e pode ser um adivinho esperto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Becem, dono do terriro do bogun, vesti-se de branco e leva uma espada. Becém é um  nobre e generoso guerriero, um tipo ambicioso, bombativo de Osumare, menos afetado e menos superficial que Dan. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aido Wedo também é uma qualidade de Osumare conehcida no Bogun.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Azaunodor é o príncipe de branco que reside no baobá, relacionado com os antepassados; come frutas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Axé de Olorun.&lt;br /&gt;Aworo e Babalorixa Awotunde Alberto Junior.&lt;br /&gt;albertojunior404@hotmail.com&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;www.luzholistica.hpg.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-116715229977606742?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://wahlhall.blogspot.com/' title='OXUMARÉ'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/116715229977606742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=116715229977606742' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/116715229977606742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/116715229977606742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2006/12/oxumar.html' title='OXUMARÉ'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_4JU8n5zwDn4/RZFTkLvnskI/AAAAAAAAADY/K9zNvYFp3jQ/s72-c/oxumare.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-115850621927389920</id><published>2006-09-17T12:13:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T00:18:32.606-03:00</updated><title type='text'>E foi Inventado o Culto dos Orixás.</title><content type='html'>Alberto Junior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Ilustração de Pedro Rafael&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       No começo não havia separação entre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       o Orum, o Céu dos orixás,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       e o Aiê, a Terra dos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Homens e divindades iam e vinham,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       coabitando e dividindo vidas e aventuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Conta-se que, quando o Orum fazia limite com o Aiê,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       um ser humano tocou o Orum com as mãos sujas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       O céu imaculado do Orixá fora conspurcado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       O branco imaculado de Obatalá se perdera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Oxalá foi reclamar a Olorum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Olorum, Senhor do Céu, Deus Supremo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       irado com a sujeira, o desperdício e a displicência dos mortais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       soprou enfurecido seu sopro divino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       e separou para sempre o Céu da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Assim, o Orum separou-se do mundo dos homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       e nenhum homem poderia ir ao Orum e retornar de lá com vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       E os orixás também não podiam vir à Terra com seus corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Agora havia o mundo dos homens e o dos orixás, separados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Isoladas dos humanos habitantes do Aiê, as divindades entristeceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Os orixás tinham saudades de suas peripécias entre os humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       e andavam tristes e amuados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Foram queixar-se com Olodumare, que acabou consentindo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       que os orixás pudessem vez por outra retornar à Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Para isso, entretanto, teriam que tomar o corpo material de seus&lt;br /&gt;devotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Foi a condição imposta por Olodumare&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Oxum, que antes gostava de vir à Terra brincar com as mulheres,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       dividindo com elas sua formosura e vaidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       ensinando-lhes feitiços de adorável sedução e irresistível encanto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       recebeu de Olorum um novo encargo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       preparar os mortais para receberem em seus corpos os orixás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Oxum fez oferendas a Exu para propiciar sua delicada missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       De seu sucesso dependia a alegria dos seus irmãos e amigos orixás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Veio ao Aiê e juntou as mulheres à sua volta,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       banhou seus corpos com ervas preciosas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       cortou seus cabelos, raspou suas cabeças,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       pintou seus corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Pintou suas cabeças com pintinhas brancas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       como as pintas das penas da conquém,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       como as penas da galinha-d'angola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Vestiu-as com belíssimos panos e fartos laços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       enfeitou-as com jóias e coroas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       O ori, a cabeça, ela adornou ainda com a pena ecodidé,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       pluma vermelha, rara e misteriosa do papagaio-da-costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Nas mãos as fez levar abebés, espadas, cetros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       e nos pulsos, dúzias de dourados indés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       O colo cobriu com voltas e voltas de coloridas contas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       e múltiplas fieiras de búzios, cerâmicas e corais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Na cabeça pôs um cone feito de manteiga de ori,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       finas ervas e obi mascado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       com todo condimento de que gostam os orixás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Esse oxo atrairia o orixá ao ori da iniciada e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       o orixá não tinha como se enganar em seu retorno ao Aiê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Finalmente as pequenas esposas estavam feitas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       estavam prontas, e estavam odara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       As iaôs eram a noivas mais bonitas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       que a vaidade de Oxum conseguia imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Estavam prontas para os deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Os orixás agora tinham seus cavalos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       podiam retornar com segurança ao Aiê,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       podiam cavalgar o corpo das devotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Os humanos faziam oferendas aos orixás,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       convidando-os à Terra, aos corpos das iaôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Então os orixás vinham e tomavam seus cavalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       E, enquanto os homens tocavam seus tambores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       vibrando os batás e agogôs, soando os xequerês e adjás,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       enquanto os homens cantavam e davam vivas e aplaudiam,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       convidando todos os humanos iniciados para a roda do xirê,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       os orixás dançavam e dançavam e dançavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Os orixás podiam de novo conviver com os mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Os orixás estavam felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Na roda das feitas, no corpo das iaôs,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       eles dançavam e dançavam e dançavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Estava inventado o candomblé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       (Reginaldo Prandi, Mitologia dos orixás, págs. 524-528)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Bendita Seja a Grande Fraternidade Branca.&lt;br /&gt;     Tudo ao Senhor na Santa Ciência.&lt;br /&gt;     Alberto Junior.&lt;br /&gt;     hanumanrama@yahoo.com.br&lt;br /&gt;     albertojunior404@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.luzholistica.v10.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.luzholistdica.hpg.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Para visitar o site do seu grupo na web, acesse:&lt;br /&gt;V&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-115850621927389920?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/115850621927389920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=115850621927389920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115850621927389920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115850621927389920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2006/09/e-foi-inventado-o-culto-dos-orixs.html' title='E foi Inventado o Culto dos Orixás.'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-115850591841217145</id><published>2006-09-17T12:07:00.000-03:00</published><updated>2006-09-17T12:11:58.430-03:00</updated><title type='text'>exu</title><content type='html'>(o mensageiro dos Orixás)&lt;br /&gt;(Texto e ilustração extraídos do livro Os Orixás, publicado pela Editora Três)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PERFIL DO ORIXÁ&lt;br /&gt;Exu é a figura mais controvertida dos cultos afro-brasileiros e também a mais conhecida. Há, antes de mais nada, a discussão se Exu é um Orixá ou apenas uma Entidade diferente, que ficaria entre a classificação de Orixá e Ser Humano. Sem dúvida, ele trafega tanto pelo mundo material (ayé), onde habitam os seres humanos e todas as figuras vivas que conhecemos, como pela região do sobrenatural (orum), onde trafegam Orixás, Entidades afins e as Almas dos mortos (eguns).&lt;br /&gt;Esse Orixá (ou Entidade) não deve ser confundido com os eguns, apesar de transitar na mesma Linha das Almas (uma das três linhas independentes) sendo o seu dia a segunda-feira; ficando sob o seu controle e comando, os Kiumbas (espíritos atrasadíssimos na evolução). Exu é figura de status entre os Orixás, que apesar de ser subordinado ao poder deles, constitui uma figura tão poderosa que freqüentemente desafia as próprias divindades. Sua função e condição de figura-limite entre o astral e a matéria, se revela em suas cores, o negro e o vermelho, sendo esta última a vibração de menor freqüência no espectro do olho humano, abaixo do qual tudo é negro, há ausência de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus aspectos contraditórios também podem ser analisados sob outro ponto de vista: o negro significa em quase todas as teologias o desconhecido; o vermelho é a cor mais quente, a forte iluminação em oposição à escuridão do negro. Até em suas cores, Exu é o símbolo das grandes contradições, do amplo terreno de atuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Exus são considerados entidades poderosas, mas nem sempre conscientes dessa força, desconhecendo seus limites e suas conseqüências ao envolver os seres humanos vivos. Assim ao utilizar-se de suas vibrações, um iniciado precisa tomar cuidado para não permitir que Exu, mesmo com o propósito de ajudá-lo, provoque um descontrole energético que possa ser prejudicial ao ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua função mítica é a de mensageiro - é o que leva os pedidos e oferendas do homens aos Orixás, já que o único contato direto entre essas diferentes categorias só acontece no momento da incorporação, quando o corpo do ser humano é tomado pela energia e pela consciência do seu Orixá pessoal (quando a consciência de quem carrega o Orixá desaparece). É Exu quem traduz as linguagens humanas para a das divindades. Por isso, é imprescindível para a realização de qualquer ritual, porque é o único que efetivamente assegura em uma dimensão (ayé ou orum) o que está acontecendo na outra, abrindo os caminhos para os Orixás se aproximarem dos locais onde estão sendo cultuados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder de comunicar e ligar, confere à ele também o oposto; a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação. Se possibilita a construção, também permite a destruição. Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de Exu habitar as encruzilhadas, passagens, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas, e ser o senhor das porteiras, portas entradas e saídas. Isso não entra em contradição com o fato de Ogum, o Orixá da guerra, ser considerado o senhor dos caminhos. Além da grande afinidade entre as duas figuras míticas (que são irmãos, de acordo com as lendas), Ogum é responsável pelo desbravamento, pelo desmatar e o criar de novos caminhos, pela expansão do reino, enquanto Exu é o senhor da força que percorre esses caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, então, essa imagem de menino brincalhão, mesmo que imprudente, se coaduna com a imagem popular que associa Exu ao Diabo? Mesmo em cultos de Umbanda (alguns) Exu é freqüentemente considerado um representante do mal, das forças perigosas e não totalmente recomendáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a visão está correta?&lt;br /&gt;A rigor, ambas ou nenhuma delas. Exu realmente brinca e se diverte, possibilitando brincadeiras e prazeres aos seres humanos. Também mexe com forças terríveis, provoca acontecimentos dramáticos, causando o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos históricos, as culturas africanas que cultuam os Orixás - muito diversificadas, conseqüência evidente de uma sociedade dividida em raças, tribos, muito pouco centralizada para os parâmetros ocidentais - são muito mais antigas que as que conhecemos. Há lendas de Orixás que se explicam como respostas socialmente criativas a acontecimentos perdidos num longínquo passado, como a substituição do matriarcado pelo patriarcado, o surgimento do primeiro conceito de sociedade agrária, em oposição a uma cultura nômade e caçadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, como encontrar uma figura que representa o mal numa cultura onde não existe a dicotomia bem-mal? A moralidade ou imoralidade portanto, não está nas figuras dos Orixás, nem principalmente em Exu, mas sim nas interpretações que nós, ocidentais, fazemos a respeito de seus desígnios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a cultura africana, politeísta, onde os deuses brigam entre si, cada um tomando atitudes radicalmente opostas às dos outros, não existe um certo e um errado, mas vários. Cada ser humano é filho de dois Orixás e, para ele, suas atitudes serão as mais corretas, enquanto um filho de outro Orixá deverá manter postura diferente, mas adaptada ao arquétipo de comportamento associado ao seu próprio Orixá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra razão de confusão vem do fato de os negros terem chegado ao Brasil na condição de escravos, tratados como subumanos e sem os mínimos direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma hipótese havia, portanto, para que Exu e outras figuras míticas do Candomblé e da Umbanda, fossem aceitas como independentes: os negros tinham de ser convertidos ao Deus Único, aos mitos cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma divindade africana ao ser capturada pelas explicações católicas, teria no máximo o status de santo, divindade menor, praticamente humana, na teologia cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como precisavam de um Diabo, os jesuítas encontraram na figura de Exu, o Orixá que poderia, meio forçadamente, vestir a sua roupa, provavelmente porque sendo o mais humano dos Orixás, à ele se pede interferência nas questões mais mundanas e práticas, o que resulta que a maior parte das oferendas do culto vá, para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente por isso, Exu era a divindade que protegia, na medida do possível, os negros dos repressivos senhores. Era para Exu que pediam desgraças para seus senhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois outros fatores associam Exu ao Demônio; o fogo - elemento do Diabo e também freqüente nos cultos e oferendas para o mensageiro dos Orixás africanos - e o sexo, território considerado tabu pelos católicos, e o prazer - em geral, as atividades favoritas de Exu. A sensualidade desenfreada costuma ser atribuída à influência de Exu, que significa a paixão pelo gozo, sendo freqüentemente representado em estatuetas, como figura humana sorridente, debochada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar os tabus que marcavam Exu como uma figura que subvertia o conceito de faça o bem e será recompensado, faça o mal e será punido - já que ele podia fazer qualquer coisa e alterar qualquer resultado - mas um fator fez com que fosse não só usado como o Diabo mas reconhecido como sua própria encarnação por parte dos jesuítas: Exu gosta de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É costume que, em oferendas, o sangue de animais seja o último ingrediente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, porém, essa base filosófica africana foi esquecida na prática pelos brasileiros, existe certo temor e preconceito com relação a Exu. Isso se revela no temor que os babalorixás (sacerdotes que dirigem a Umbanda ou um Candomblé) têm em identificar alguém como filho de Exu, ou seja, como pessoas cuja energia básica é a mesma do mensageiro dos deuses. Reforçam-se assim, os mitos de desgraça que ronda a figura de Exu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Pomba-gira, figura comum nos cultos de Umbanda e presente em diversos Candomblés, dada a grande intercomunicação entre as duas vertentes, não passa, de um Exu Feminino, onde estão em destaque o senso de humor debochado, a voluptuosidade e sensibilidade desenfreadas, usando cabelos soltos, saias rodadas e vaidosas flores na cabeça. Sua dança é uma gira frenética, desenfreada, violenta até, com quase nenhum controle - sem compostura, de acordo com a visão ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE EXU&lt;br /&gt;São muitas as pessoas que têm Exu, como fonte energética principal, mas são poucas as que o sabem. É comum um certo temor do pai-de-santo em comunicar ao iniciado que é um filho de Exu (englobado na Linha das Almas), após a confirmação do jogo de búzios. Acontece que os mitos ocidentais e orientais de perigo e desgraça que andam junto de Exu, fazem com que a pessoa que está sob a égide desse Orixá seja considerada uma perseguida da sorte, marcada pelo destino, e são comumente apontados como sofredores, como se ligados ao mal ou ao padecimento.&lt;br /&gt;O arquétipo psicológico associado aos filhos de um Orixá é a síntese das características comportamentais que fazem parte de cada Orixá e que são atribuídas aos seus filhos. Não deve ser encarado como camisa de força que limite os seres humanos, mas guias de comportamento. Essas guias de comportamento ou matrizes, são os Orixás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso dos filhos de Exu, suas características principais seriam a ambivalência e o relativismo, a falta de posturas morais rígidas e inabaláveis, preferindo certo apego à maleabilidade e ao pragmatismo que faz cada situação ser encarada como totalmente independente de outra, cada uma, portanto, merecendo uma saída diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;v&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-115850591841217145?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/115850591841217145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=115850591841217145' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115850591841217145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115850591841217145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2006/09/exu.html' title='exu'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-115850375938122756</id><published>2006-09-17T11:31:00.000-03:00</published><updated>2006-09-17T11:37:12.406-03:00</updated><title type='text'>Introdução a Cultura Afro-Brasileira. part 2v</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/olodumare-500x341.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/olodumare-500x341.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história conta que nas remotas origens, Olódúmarè e Òrìsànlá estavam&lt;br /&gt;começando a criar o ser humano. Assim criaram Èsù, que ficou forte mais&lt;br /&gt;difícil que seus criadores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Èsù si le ju àwon mejeli lo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja o que a Historia do Odù (signo) Ogbè diz quando apareceu para Orúnmìlà:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Níjó ti nlo rèé tóro omo,&lt;br /&gt;Lódó Òrisà igbò-wújì.&lt;br /&gt;No dia em que ele foi requerer uma criança&lt;br /&gt;A Òrìsà Igbò-wúji (Òrinsàlà).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olódùmarè enviou Èsù para viver com Òrìnsàlá; este colocou-o à entrada de&lt;br /&gt;sua morada e o enviava como seu representante para efetuar todos os&lt;br /&gt;trabalhos necessários. Foi então que Òrúnmìlà, desejoso de Ter um filho, foi&lt;br /&gt;pedir um a Òrìsànlá. Este lhe diz que ainda não tinha acabado o trabalho de&lt;br /&gt;criar seres e que deveria voltar um mês mais tarde. Òrúnmìlà insistiu,&lt;br /&gt;impacientou-se querendo a qualquer preço levar um filho consigo. Òrìsàlá&lt;br /&gt;repetiu que ainda não tinha nenhum. Então perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que é daquele que vi à entrada de sua casa?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É aquele mesmo que ele quer. Òrìsalá lhe explicou que aquele não era&lt;br /&gt;precisamente alguém que pudesse ser criado e mimado no àiyé (terra). Mas&lt;br /&gt;Òrúnmìlà insistiu tanto que Òsàlá acabou por aquiescer. Òrúnmìlà deveria&lt;br /&gt;colocar suas mãos em Èsù e, de volta ao àiyé, manter relações com sua mulher&lt;br /&gt;Yebìirú, que concebera um filho. Doze meses mais tarde, ela deu a luz um&lt;br /&gt;filho homem e, porque Òsàlá dissera que a criança seria Alágbára, Senhor do&lt;br /&gt;Poder, Òrúnmìlà decidiu chamá-la Elégbára. Assim desde que Òrúnmìlà&lt;br /&gt;pronunciou seu nome a criança, Èsù mesmo respondeu e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os meus filhos Esus, que habitam os noves Orun (aléns), seriam seus&lt;br /&gt;representantes e Òrúnmìlà poderia consultá-los cada vez que fosse necessário&lt;br /&gt;enviá-los a executar os trabalhos que ele lhes ordenasse fazer, como se&lt;br /&gt;fossem seus verdadeiros filhos. Èsù assegurou-lhe que seria ele mesmo quem&lt;br /&gt;responderia por meio dos dos seus assentamentos, cada vez que o chamasse."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos a importância do Orixá Orunmila-Ifá no panteão dos Deuses da cultura&lt;br /&gt;Yoruba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus títulos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elérìí Ìpìn - Testemunha dos destinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alátúnse Aìyé - O que coloca o mundo em ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tbikeji Ìpin - Testemunho de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se cultuar Ifá, tem que se cultuar Esú e vice-versa, não existe um sem&lt;br /&gt;o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esú é o mensageiro, o portador do Àsè (força), e ele foi a primeira estrela&lt;br /&gt;criado por Olodumaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Orixás governam as forças da natureza; água, ar trovão etc., assim como a&lt;br /&gt;vida, e o destino dos seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São como os Deuses das outras culturas; são caprichosos, amam, odeiam,&lt;br /&gt;beneficiam e castigam, curam ou perseguem com doenças, fazem-se respeitar as&lt;br /&gt;vezes pelo o caminho da dor. Cada um deles possuem suas cores, comidas,&lt;br /&gt;animais, ervas, toques, suas danças, preferências e as antipatias e ai&lt;br /&gt;daquele que, devendo-lhes obediência, os irritar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto dos Orixás seja ele de Camdomblé de nação (Ketu, Jêje, Angola, Nagô)&lt;br /&gt;ou do Culto de Ifá, o panteão dos Deuses e Deusas Africanas não estaria&lt;br /&gt;completo sem Orunmila (Ifá) e Esú. Òrúnmìlà traz a palavra dos Òrisà e, se&lt;br /&gt;preciso, de Olodumaré, enquando o Orixá Esú leva os pedidos dos seres&lt;br /&gt;humanos á grande corte celeste. E é este mecanismo que assegura a&lt;br /&gt;comunicação entre o Orun (Céu) e o Aye (terra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Yoruba acredita que os Orixás estão em um plano superior a nós mortais. O&lt;br /&gt;corte Real dos Deuses Yoruba os Orixás jamais tratavam diretamente com os&lt;br /&gt;suplicantes, que eram obrigados a fazer suas solicitações e serviços de um&lt;br /&gt;intermediário, tanto para poder pedir como para obter resposta. A regra do&lt;br /&gt;sistema e igual a realeza Africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema oracular de Ifá não é um simples instrumento de adivinhação. O&lt;br /&gt;futuro iniciado tem que se preparar para isto, o Ori (cabeça) a nossa sede&lt;br /&gt;de existência tem que ser preparado, Esú terá que ser assentado, talvez&lt;br /&gt;outros Orixás deverão também ser cultuados, desde que seja determinado pelo&lt;br /&gt;jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Sacerdote Joga, é Esú ou Orunmila responde qual o Odú (signo) esta&lt;br /&gt;atuando na vida da pessoa, saberemos o que tem de bom ou ruim no destino&lt;br /&gt;daquela pessoa. O Odú nos mostra as tendências, personalidade e o destino do&lt;br /&gt;consulente. Daí a importância de um bom preparo do sacerdote que ira&lt;br /&gt;consultar o sistema oracular de Ifá. Uma leitura do sistema oracular de Ifá,&lt;br /&gt;sendo este um objeto de adivinhação sagrada, pode ocasionar graves problemas&lt;br /&gt;na vida do consulente, caso a interpretação seja feita errada e o trabalho&lt;br /&gt;mágico prescrito por Orunmila seja feita para uma energia que não pertença a&lt;br /&gt;pessoa em questão. Já vi muitos pessoas procurarem supostos sacerdotes e&lt;br /&gt;perderem tudo, casa, casamento, emprego etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Criamos Ifá para uma pessoa, fazemos com o objetivo de tentar acertar&lt;br /&gt;as coisas de sua vida. Quando interpretamos um Odú Eleda ou Orixá Eleda,&lt;br /&gt;estaremos trabalhando com o ancestral primeiro de origem e a matéria massa&lt;br /&gt;energia de origem da pessoa em questão, se a pessoa for do elemento fogo e&lt;br /&gt;trabalhamos com o elemento água, ocasionaremos um grande prejuízo para o&lt;br /&gt;consulente, daí a seriedade e a responsabilidade o Omo Awo (filho do&lt;br /&gt;Segredo). Se dermos um Odú ou um destino errado para o consulente estaríamos&lt;br /&gt;modificando o seu Karma ou Kadara aqui na terra. Sendo que os trabalhos&lt;br /&gt;mágicos que chamamos de Ebó, tem o objetivo de estabilizar as energias que&lt;br /&gt;no momento da vida da pessoa esta no seu aspecto negativo, daí imagine você&lt;br /&gt;colocar uma outra energia que não pertença a pessoa, com certeza ira&lt;br /&gt;acarretar grandes problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iniciação do culto de Orunmila-Ifá é diferente da iniciação no Candomblé,&lt;br /&gt;não a raspagem de cabeça para este Orixá, e não há o transe de possessão&lt;br /&gt;para as pessoas sagradas a Orunmila-Ifá (Oxalá). Os sacerdotes de Ifá se&lt;br /&gt;especializam na manipulação dos objetos sagrados de Ifá. O futuro Omo Awo&lt;br /&gt;(filho do segredo) passam pêlos seguintes aprendizados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genises Yoruba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adivinhação Sagrada de Ifá, Erindinlogun, Ifá-Opele etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ewé, folhas sagradas e medicinais dos Orixás e Odùs. Ógun, Medicina Natural,&lt;br /&gt;magica e psicossomáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Êsé Ìtân Ifá, Versos dos contos de Ifá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oriki, Orações e rezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odùs, signos ou reinos, energias que está relacionada com o nosso Destino&lt;br /&gt;Pessoal, o nosso Karma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ebó Adimu, ebó significa Sacrifício, oferendas de comidas, sem sacrifício&lt;br /&gt;animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ebó Orixá, Comidas especificas sem sacrifício animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mitologia, enredo e as múltiplas qualidades dos Orixás. Ojubo, Igba Orixá,&lt;br /&gt;assentamentos, os altares de Culto e os lugares sagrados.&lt;br /&gt;Os Ewo (quizilas). Proibições e razão de sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O culto a Natureza: Terra, Água, rios, riachos, o mar, arvores, vento e ao&lt;br /&gt;tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de todas as forças está Deus, Olódùmarè, a Suprema força criadora que&lt;br /&gt;dá a existência, a substâncias e ao crescimento às demais forças; os Orixás,&lt;br /&gt;e abaixo destes o Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as iniciações, obrigações até as oferendas ou trabalhos mágicos, visam&lt;br /&gt;atingir o Enikéji, o nome dado ao nosso Duplo. Enikéji do Yoruba, Eni -&lt;br /&gt;pessoa, Kéji - Segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Culto, Ifá-Orunmila e um sistema, religioso, científico e filosófico, que&lt;br /&gt;veio da Mãe África, bastante diferente do sistema afro-brasileira,&lt;br /&gt;Candomblés, que sofreram muitas modificações, alterações e vários&lt;br /&gt;sincretismos, excluindo é claro as casas de Ilé Ase Orixás que mantém as&lt;br /&gt;Tradições primitivas vivas, estas casas são chamadas no meio como Casas de&lt;br /&gt;Tradição de Orixás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o retorno do culto de Orunmila-Ifá para o Brasil, o seu sistema também&lt;br /&gt;esta sofrendo alterações, os sincretismo também já foram feitos em algumas&lt;br /&gt;casas de culto de Ifá. Em Cuba o Culto de Ifá, há muitos anos já sofreram&lt;br /&gt;sincretismos e modificações da sua real essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo ao Senhor na Santa Ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Omo Ifá Awo Tunde Alberto Junior.&lt;br /&gt;albertojunior404@hotmail.com&lt;br /&gt;hanumanrama@yahoo.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraido do site: www.luzholistica.v10.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Participem. Curso via Webcam e audio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ifá Olokum a Pratica de Jogo de Buzíos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participe de nossa palestra virtual com Video e audio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 17/08/2006 as 20:00. Inscreva-se vagas Limitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peça a programação do Curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;luz_holistica@yahoo.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-115850375938122756?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/115850375938122756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=115850375938122756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115850375938122756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115850375938122756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2006/09/introduo-cultura-afro-brasileira-part.html' title='Introdução a Cultura Afro-Brasileira. part 2v'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-115785308973308591</id><published>2006-09-09T22:44:00.000-03:00</published><updated>2006-09-09T22:51:29.736-03:00</updated><title type='text'>ORIXÁS E OS SIGNOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/ori.0.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/ori.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORIXÁS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Orixás são divindades dos cultos Iorubás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima deles está Olorum o deus supremo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada Orixá está ligado a um fenômeno natural e / ou a uma atividade específica, ou ainda, a um aspecto da personalidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, em Cuba e no Haiti, cada um deles foi associado a um santo católico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aventuras dos Orixás femininos e masculinos, seus casamentos e conflitos, formam uma rica mitologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORIXÁS E OS SIGNOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto os Orixás, quanto os signos zodiacais são arquétipos – ou seja, são símbolos das idéias, dos valores e dos instintos que estão presentes no inconsciente dos seres humanos desde o início dos tempos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, da mesma maneira que nascemos sob a regência de determinado signo e de determinada configuração astral, também somos influenciados por um ou mais orixás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em geral, o orixá que mais tem a ver conosco é aquele que possui as características mais próximas às do nosso signo – uma confirmação de que viemos ao mundo com as ferramentas necessárias para cumprirmos a missão que nos está reservada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁRIES&lt;br /&gt;OGUM&lt;br /&gt;Combativo, dinâmico e violento, esse deus guerreiro tem muitas das principais características arianas, como espírito de liderança, agressividade, coragem e impulsividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOURO&lt;br /&gt;OBÁ&lt;br /&gt;Esforçada e honesta, ela apresenta qualidades bem taurinas, como dedicação ao trabalho, sinceridade e realismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GÊMEOS&lt;br /&gt;EXU&lt;br /&gt;Mensageiro que estabelece o contato entre os homens e os deuses, o irreverente Exu tem tudo a ver com os geminianos que sempre revelam versatilidade e capacidade de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CÂNCER&lt;br /&gt;IEMANJÁ&lt;br /&gt;A Doçura e o instinto maternal de Iemanjá são qualidades associadas a Câncer, cujos nativos têm como características uma forte ligação com a estrutura familiar e um acentuado instinto protetor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEÃO&lt;br /&gt;XANGO&lt;br /&gt;Dominador e vaidoso, ele tem também outras características leoninas como senso de justiça, espírito nobre, generosidade a amor à fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIRGEM&lt;br /&gt;NANÃ&lt;br /&gt;Senhora da justiça, essa deusa da lama expressa também varias outras características virginianas, como disciplina, tranqüilidade, firmeza e senso de responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIBRA&lt;br /&gt;OXUM&lt;br /&gt;Charmosa e sensual, essa que é a mais sedutora das deusas tem tudo a ver com Libra, signo associado à beleza , ao amor, à sensibilidade e à arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCORPIÃO&lt;br /&gt;OBALUAÊ&lt;br /&gt;O deus poderoso que governa tanto as doenças quanto a cura se identifica com as qualidades escorpianas como a profundidade, o mistério e a capacidade de transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAGITÁRIO&lt;br /&gt;OXÓSSI&lt;br /&gt;Aventureiro solitário, senhor das matas e dos animais, esse deus está associado ao amor às viagens aos estudos e à liberdade que caracteriza os sagitarianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAPRICÓRNIO&lt;br /&gt;OXALÁ&lt;br /&gt;Pai dos orixás e criador dos seres vivos, Oxalá expressa as melhores características capricornianas. A paternidade, a persistência e o senso de dever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AQUÁRIO&lt;br /&gt;OXUMARÊ&lt;br /&gt;Trata-se de um deus vidente e dotado de uma permanente capacidade de renovação.  &lt;br /&gt;Durante metade do ano é uma serpente (animal que muda constantemente de pele) e nos outros seis meses se transforma em arco-íris. &lt;br /&gt;Tais características o identificam aos aquarianos, que estão associados à vidência e à busca da novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PEIXES&lt;br /&gt;LOGUNEDÊ&lt;br /&gt;Duplicidade é a palavra chave desse deus que passa metade do ano como homem e metade como mulher.&lt;br /&gt;Por isso, ele se identifica com o signo de Peixes, que simboliza o equilíbrio entre o aspecto masculino e o aspecto feminino da nossa personalidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-115785308973308591?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/115785308973308591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=115785308973308591' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115785308973308591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115785308973308591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2006/09/orixs-e-os-signos.html' title='ORIXÁS E OS SIGNOS'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-115785262110093154</id><published>2006-09-09T22:26:00.000-03:00</published><updated>2006-09-09T22:43:41.143-03:00</updated><title type='text'>YEMANJA.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Yemanja-sm.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Yemanja-sm.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;DE:&lt;br /&gt;Silvia Maya.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/yemanja%20sarong%20ensemble.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/yemanja%20sarong%20ensemble.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"EU SOU a energia de todas as mulheres.&lt;br /&gt;       EU SOU a fragrância que inspira os corações femininos na jornada&lt;br /&gt;pela&lt;br /&gt;       existência.&lt;br /&gt;       EU SOU a guardiã dos mistérios da fertilidade e do amor.&lt;br /&gt;       EU SOU a protetora espiritual dos que são fiéis aos votos&lt;br /&gt;       espirituais&lt;br /&gt;       de fazer o bem e de seguir conscientemente na seara da&lt;br /&gt;       Espiritualidade.&lt;br /&gt;       EU SOU Aquela que dissolve os malefícios com o poder das águas&lt;br /&gt;       primordiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Yemanja_vejada.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Yemanja_vejada.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;EU SOU aquela que inspira as danças sagradas de todas as mulheres.&lt;br /&gt;       EU SOU aquela que acalenta o coração feminino.&lt;br /&gt;       EU ESTOU no leite de seus seios e na boca de seus filhos.&lt;br /&gt;       EU ESTOU abraçada com seus parceiros.&lt;br /&gt;       EU SOU todas as mulheres, seus desejos, seus sentimentos,&lt;br /&gt;       suas dores e seus sonhos.&lt;br /&gt;       EU SOU terna, dinâmica, ativa, passiva, empreendedora, romântica,&lt;br /&gt;       sábia, trabalhadora, mãe, amiga, esposa, amante...&lt;br /&gt;       Mulher total e incondicional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/yemanja2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/yemanja2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; Personifico as mulheres sagradas de todos os templos e povos.&lt;br /&gt;       Aqui no Brasil gosto de manifestar-me como Yemanjá, a Mãe das águas.&lt;br /&gt;       Preste atenção na sonoridade desse nome, pois trata-se de um mantra&lt;br /&gt;       originado&lt;br /&gt;       nos povos antigos do Oriente. Yemanjá significa espiritualmente o&lt;br /&gt;       poder&lt;br /&gt;       de dissolução das emoções pegajosas. Significa o fluir das águas da&lt;br /&gt;       felicidade que dissolvem as dores causadas pelas emoções pesadas.&lt;br /&gt;       Yemanjá também é dança, alegria e sorrisos. É celebração de vida, é&lt;br /&gt;       abraço de Mãe, é ternura de mulher, é perfume de bem-aventurança, é&lt;br /&gt;       inspiração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/Yemanja.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/Yemanja.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;        espiritual nos trabalhos de desobsessão e de pulverização das&lt;br /&gt;       energias&lt;br /&gt;       pesadas.&lt;br /&gt;       Yemanjá, a Rainha do mar, que não gosta de ver as pessoas tristes&lt;br /&gt;       por&lt;br /&gt;       causa das emoções daninhas. A Senhora das águas, que orienta a todos&lt;br /&gt;       para que&lt;br /&gt;       sejam felizes e celebrem a vida.&lt;br /&gt;       Diga a todos que não vale a pena ser infeliz por causa de amores que&lt;br /&gt;       se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/YEMANJA%20abertura.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/YEMANJA%20abertura.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; vão, pois enquanto permanecer a tristeza, não haverá celebração. E a&lt;br /&gt;       vida é&lt;br /&gt;       sagrada! Precisa ser celebrada! E a vida é maior do qualquer um que&lt;br /&gt;       partir.&lt;br /&gt;       Pense no fluir das águas... na dança... no sorriso... na luz de&lt;br /&gt;       Yemanjá!"&lt;br /&gt;       (Extraido do site de Wagner Borges).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/iemanja.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/iemanja.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;       Paz, Amor, Harmonia e Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Silvia Maya.&lt;br /&gt;             silvia_maya@hotmail.com&lt;br /&gt;             luz_holistica@yahoo.com.br&lt;br /&gt;       Cursos e atendimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Endereço do Grupo O Mundo Holístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       http://br.groups.yahoo.com/group/O_Mundo_Holistico/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Para se inscrever responda este e-mail, pode ser embranco para:&lt;br /&gt;       O_Mundo_Holistico-subscribe@yahoogrupos.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       http://www.luzholistica.v10.combr&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/yemanja2bsmall.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/yemanja2bsmall.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-115785262110093154?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/115785262110093154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=115785262110093154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115785262110093154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115785262110093154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2006/09/yemanja.html' title='YEMANJA.'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-115116696535730681</id><published>2006-06-24T13:35:00.000-03:00</published><updated>2006-06-24T13:37:07.616-03:00</updated><title type='text'>Iá Mi Oxoronga</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/oxoranga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/oxoranga.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As Senhoras do Pássaros da Noite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se pronuncia o nome de Yiá Mi Oxorongá, quem estiver sentado deve-se levantar, quem estiver de pé fará uma reverência, pois se trata de temível Orixá, a quem se deve apreço e acatamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Jorge Amado ) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iyá Mi Osorongá ( Ìyá Mi Osorongà ) é a síntese do poder feminino, claramente manifesto na possibilidade de gerar filhos e, numa noção mais ampla, de povoar o mundo. Quando os iorubás dizem "nossas mães queridas" para se referirem às Iyá Mi, tentam, na verdade, apaziguar os poderes terríveis dessa entidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Donas de um axé tão poderoso quanto o de qualquer orixá, as Iyá Mi tiveram seu culto difundido por sociedades secretas de mulheres e são as grandes homenageadas do famoso festival Gèlèdè, na Nigéria, realizado entre os meses de março e maio, que antecedem o início das chuvas do país, remetendo imediatamente para um culto relacionado à fertilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder procriador, tornaram-se conhecidas como as senhoras dos pássaros e sua fama de grandes feiticeiras as associou à escuridão da noite; por isso também são chamadas de Eleyé  e as corujas são seus maiores símbolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua relação mais evidente é com o poder genital feminino, que é o aspecto que mais aproxima a mulher da natureza, ou seja, dos acontecimentos que fogem à explicação e ao controle humano. Toda mulher é poderosa porque guarda um pouco da essência das Iyá Mi; a capacidade de gerar filhos, expressa nos órgãos genitais femininos, sempre assustou os homens e as cantigas entoadas durante o festival Gèlèdè fazem alusão a esse terrível poder -- que não pertence apenas às Iyá Mi, mas a qualquer mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe destruidora, hoje te glorifico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho pássaro não se aqueceu no fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho pássaro doente não se aqueceu ao sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo secreto foi escondido na casa da Mãe ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honras à minha Mãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe cuja vagina atemoriza a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe cujos pêlos púbicos se enroscam em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe que arma uma cilada, arma uma cilada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe que tem potes de comida em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mães são compreendidas  como a origem da humanidade e seu grande poder reside na decisão que tomar sobre a vida de seus filhos. É a mãe que decide se o filho deve ou não nascer e, quando ele nascer, ainda decide se ele deve viver. A mulher, especialmente nas sociedades antigas, tinha inúmeros recursos para interromper uma gravidez. E, até os primeiros anos de vida, uma criança depende totalmente de sua mãe; se faltarem seus cuidados a criança não vinga. Em síntese, todo ser humano deve  a vida a uma mulher. Se todas as mulheres juntas decidisses não mais engravidar, a humanidade estaria fadada a desaparecer. Esse é o poder de Iyá Mi: mostrar que todas as mulheres juntas decidem sobre o destino dos homens.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/f-iami.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/f-iami.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe todo-poderosa, mãe do pássaro da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande mãe com quem não ousamos coabitar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande mãe cujo corpo não ousamos olhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe de belezas secretas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe que esvazia a taça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fala grosso como homem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande, muito grande, no topo da árvore iroko,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe que sobe alto e olha para a terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe que mata  o marido mas dele tem pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iyá Mi é a sacralização da figura materna, por isso seu culto é  envolvido por tantos tabus. Seu grande poder se deve ao fato de guardar o segredo da criação. Tudo que é redondo remete ao ventre e, por conseqüência, as Iyá Mi. O poder das grandes mães é expresso entre os orixás por Oxum, Iemanjá e Nanã Buruku, mas o poder de Iyá Mi é manifesto em toda mulher, que, não por acaso, em quase todas as culturas, é considerada tabu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As denominações de Iyá Mi expressam suas características terríveis e mais perigosas e por essa razão seus nomes nunca devem ser pronunciados; mas quando se disser um de seus nomes, todos devem fazer reverencias especiais para aplacar a ira das Grandes Mães e, principalmente, para afugentar a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As feiticeiras mais temidas entre os iorubás e nos candomblés do Brasil são as Àjé e, para referir-se à elas sem correr nenhum risco, diga apenas Eleyé, Dona do Pássaro. O aspecto mais aterrador das Iyá Mi  e o seu principal nome , com o qual tornou-se conhecida nos terreiros, é Oxorongá, uma bruxa terrível que se transforma no pássaro de mesmo nome  e rompe a escuridão da noite com seu grito assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Yiá Mi são as senhoras da vida, mas o corolário fundamental da vida é a morte. Quando devidamente cultuadas, manifestam-se apenas em seu aspecto benfazejo, são o grande ventre que povoa o mundo. Não podem, porém, ser esquecidas; nesse caso lançam todo tipo de maldição e tornam-se senhoras da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado bom de Iyá Mi é expresso em divindades de grande fundamento, como Apaoká, a dona da jaqueira, a verdadeira mãe de Oxóssi Dizem que o deus caçador encontrou mel aos pés da jaqueira e em torno  dessa árvore formou-se a cidade de Kêtu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os assentamentos de Iyá Mi ficam junto a grandes árvores como a jaqueira e geralmente são enterrados, mostrando a sua relação com os ancestrais, sendo também uma nítida representação do ventre. As Iyá Mi, juntamente com Exú e os ancestrais, são evocadas nos ritos de Ipadé, um complexo ritual que , entre outras coisas, ratifica a grande realidade do poder feminino na hierarquia do Candomblé, denotando que as grandes mães é que detém os segredos do culto, pois um dia, quando deixarem a vida, integrarão o corpo das Iyá Mi, que são, na verdade, as mulheres ancestrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candomblé - A panela do segredo - Pai Cido de Òsun Eyin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://wara_olode.vilabol.uol.com.br/iyami.htm"&gt;http://wara_olode.vilabol.uol.com.br/iyami.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-115116696535730681?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/115116696535730681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=115116696535730681' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115116696535730681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115116696535730681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2006/06/i-mi-oxoronga.html' title='Iá Mi Oxoronga'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-115116390590805443</id><published>2006-06-24T12:40:00.000-03:00</published><updated>2006-06-24T12:45:05.943-03:00</updated><title type='text'>LIVRO ON LINE: "A GNOSE AFRO-AMERICANA E O CANDOMBLÉ GNÓSTICO"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/1600/sadeshines.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2983/2680/400/sadeshines.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma publicação eletrônica da EDITORA SUPERVIRTUAL LTDA.&lt;br /&gt;Colaborando com a preservação do Patrimônio Intelectual da Humanidade.&lt;br /&gt;WebSite: http://www.supervirtual.com.br&lt;br /&gt;E-Mail: alexandriavirtual@uol.com.br&lt;br /&gt;(reprodução permitida para fins não-comerciais)&lt;br /&gt;"A GNOSE AFRO-AMERICANA E O CANDOMBLÉ GNÓSTICO"&lt;br /&gt;uma visão moderna dos Cultos-Afro e de suas potencialidades mágicas.&lt;br /&gt;por J. R. R. Abrahão&lt;br /&gt;xxx&lt;br /&gt;xxxxxx&lt;br /&gt;“O MOTIVO PELO QUAL ESTE CURSO FOI ELABORADO”&lt;br /&gt;Durante meus mais de vinte anos de estudos teóricos e experiências&lt;br /&gt;práticas no Ocultismo, tenho travado contato com as mais variadas correntes&lt;br /&gt;de pensamento Esotérico.&lt;br /&gt;Como pesquisador que sou, não me contento em permanecer na superfície&lt;br /&gt;da questão, como a grande maioria de interessados no tema; muito pelo&lt;br /&gt;contrário, pois eu procuro me aprofundar sobremaneira no assunto que me&lt;br /&gt;desperta interesse, adquirindo a maior quantidade de informações possível,&lt;br /&gt;sejam relatos pessoais, sejam escritos de que natureza forem, para, então,&lt;br /&gt;colocar em prática os ensinamentos de dito Sistema.&lt;br /&gt;Tenho experimentado de tudo um pouco, em se tratando de Magia,&lt;br /&gt;sofrendo, por assim dizer, “na própria carne”, os resultados de minhas&lt;br /&gt;experiências e, porque não dizer, de minha ousadia.&lt;br /&gt;Após algum tempo de militância em determinado Sistema de Magia, coloco&lt;br /&gt;os resultados obtidos numa balança imaginária, pesando os prós e os contras,&lt;br /&gt;até que me tenho por satisfeito com uma resposta clara e sem evasivas,&lt;br /&gt;obtida entre duas únicas opções: tal Sistema FUNCIONA, ou NÃO FUNCIONA.&lt;br /&gt;Assim, concluindo definitivamente minhas pesquisas em tal Sistema,&lt;br /&gt;passo a incluí-lo em minhas práticas pessoais (meu próprio Sistema, se assim&lt;br /&gt;quiserem), caso a conclusão de meus estudos seja de que tal Sistema&lt;br /&gt;funciona; ou, então, descarto tal Sistema em definitivo, caso conclua que o&lt;br /&gt;mesmo não funciona.&lt;br /&gt;Muitos dos Sistemas de Magia tidos em elevada conta por especialistas&lt;br /&gt;diversos, funcionam a contento. Outros, entretanto, ficam muito a desejar.&lt;br /&gt;Como este não é o momento de abordar tal assunto (o que faço em&lt;br /&gt;detalhes no meu livro “CURSO DE MAGIA”), deter-me-ei a examinar os Cultos-&lt;br /&gt;Afro, sob um prisma Gnóstico e Esotérico.&lt;br /&gt;Voltando ao assunto de Sistemas que funcionam ou não, vamos falar do&lt;br /&gt;Candomblé e seus congêneres.&lt;br /&gt;Tenho observado, ao passar dos anos, que muitas pessoas, interessadas&lt;br /&gt;em Ocultismo, nutrem um forte preconceito contra o Candomblé e assemelhados.&lt;br /&gt;Apesar disso, quando encontram-se “no aperto”, buscam, de imediato,&lt;br /&gt;“socorro” dentro das práticas mágicas candomblecistas.&lt;br /&gt;Socorridos, entretanto, e mais, sanado o problema que os afligia, “dão&lt;br /&gt;as costas” para a tal de “macumba”, coisa que não compreendem mas sabem que&lt;br /&gt;funciona, voltando aos seus cristais e florais.&lt;br /&gt;Atitude simplista, para dizer o mínimo.&lt;br /&gt;A “macumba”, designação genérica de tudo quanto seja de origem Afro,&lt;br /&gt;manteve a fama de ser infalível; apesar disso, poucos estudiosos do assunto&lt;br /&gt;se deteviram a examinar o assunto a luz da ciência experimental, para&lt;br /&gt;concluir como funciona a “macumba” e, mais ainda, quando funciona, e por&lt;br /&gt;qual motivo, assim como compreender suas falhas e deficiências, que aumentam&lt;br /&gt;no mesmo passo em que o assunto é difundido - mas não explicado.&lt;br /&gt;Interessante observar que, nos últimos anos, houve uma verdadeira&lt;br /&gt;explosão de livros sobre “macumba”, muitos dos quais ensinando trabalhos&lt;br /&gt;para os mais diversos fins, tal qual fossem receitas de bolo.&lt;br /&gt;Assim, sem explicar nem justificar, passam adiante ensinamentos que&lt;br /&gt;exigem, para serem postos em prática, um profundo conhecimento dos Cultos-&lt;br /&gt;Afro, sem o que tais práticas tornar-se-iam perigosas para todos os&lt;br /&gt;envolvidos.&lt;br /&gt;Mais ainda, incentivam ao leitor realizar tal trabalho, sem alertar&lt;br /&gt;para os cuidados que devem cercar tais práticas.&lt;br /&gt;Dessa forma, indivíduos inescrupulosos, pouco conhecedores do assunto,&lt;br /&gt;mas sabedores das necessidades humanas, travestem-se de “Pais-de-Santo” ou&lt;br /&gt;“Mães-de-Santo”, realizando todo tipo de trabalhos, jogando búzios,&lt;br /&gt;interferindo na vida de todo e qualquer cidadão, sem o menor cuidado ou&lt;br /&gt;escrúpulo.&lt;br /&gt;O resultado?&lt;br /&gt;Fracasso, desilusão, além da sensação de que “macumba não funciona”.&lt;br /&gt;Eis o motivo deste curso - explicar tudo, tirar todos os véus, trazer o&lt;br /&gt;conhecimento mágico-místico-religioso à luz da ciência experimental, para&lt;br /&gt;que todos, admiradores ou não do assunto, possam compreender no que&lt;br /&gt;consistem tais práticas, tirando, assim, suas próprias conclusões.&lt;br /&gt;Vamos, portanto, ao curso.&lt;br /&gt;“INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE MAGIA DE ORIGEM AFRO”&lt;br /&gt;"CANDOMBLÉ, VUDÚ, HOODOO, PETRO, RADA, LUCUMÍ, SANTERÍA, PALO-MAYOMBE,&lt;br /&gt;UMBANDA, QUIMBANDA E CATIMBÓ: SUAS SEMELHANÇAS, DIFERENÇAS, TABÚS E&lt;br /&gt;FUNDAMENTOS."&lt;br /&gt;Visão moderna dos Sistemas do Candomblé, do Vudú, da Umbanda e da Quimbanda.&lt;br /&gt;Muitas vezes, quando se fala em Magia, as pessoas pensam imediatamente&lt;br /&gt;nas práticas executadas nos Cultos Afro-Brasileiros, Afro-Americanos e Afro-&lt;br /&gt;Ameríndios.&lt;br /&gt;Diversas pessoas tem visões semelhantes desses Cultos, mas os conceitos&lt;br /&gt;difundidos são preconceituosos, misteriosos e dogmáticos, o que faz, pouco a&lt;br /&gt;pouco, com que a Realidade Mágica desses Cultos se perca para sempre.&lt;br /&gt;Para começar, o Candomblé, o Vudú, a Santería, o Palo-Mayombe e o&lt;br /&gt;Lucumí são cultos muito semelhantes, de origem africana, mas tremendamente&lt;br /&gt;desenvolvidos nas Américas. Já a Umbanda é um culto muito distinto, com bem&lt;br /&gt;poucas semelhanças com os outros dois, enquanto a Quimbanda é algo&lt;br /&gt;totalmente diferente. O Catimbó é uma espécie de meio-caminho entre a&lt;br /&gt;Umbanda e a Quimbanda. O Hoodoo reúne características do Vudú, porém tem&lt;br /&gt;diversas peculiaridades, sendo a mais importante delas trabalhar apenas com&lt;br /&gt;Elementais, Elementares, Sombras, Cascarões, Larvas e "Almas". Petro e Rada&lt;br /&gt;são duas raízes diferentes do Vudú haitiano, sendo o culto Rada mais voltado&lt;br /&gt;às Entidades do panteão Afro original, enquanto o Petro é mais voltado ao&lt;br /&gt;culto de Loas semelhantes aos Guias de nossas Umbanda e Quimbanda. O Voudon&lt;br /&gt;Gnóstico, apesar do nome, e da nítida influência do Vudú e do Hoodoo, é mais&lt;br /&gt;uma Ordem Hermética (uma vez que é ligado à O.T.O.A. - Ordo Templi Orientis&lt;br /&gt;Antiqua) do que um culto ou uma religião, razão pela qual está fora deste&lt;br /&gt;texto. Todos, porém, tem entre si uma semelhança marcante e de suma&lt;br /&gt;importância: são todas "Religiões Thelêmicas", ou "Cultos Thelêmicos", como&lt;br /&gt;queiram. E o que significa uma religião ser "Thelêmica"? Significa que cada&lt;br /&gt;indivíduo, dentro dela, tem sua própria religião, seu próprio Deus,&lt;br /&gt;distintos dos de qualquer outro indivíduo. E foi por isso que os cultos&lt;br /&gt;africanos sobreviveram na mudança para o novo mundo, cresceram e se&lt;br /&gt;multiplicaram.&lt;br /&gt;Sendo assim, vamos começar a definir a Quimbanda.&lt;br /&gt;A Quimbanda é um culto mágico às Entidades malévolas, denominadas Exus,&lt;br /&gt;Pombas-Giras, Caboclos Quimbandeiros, Pretos-Velhos Quimbandeiros, e assim&lt;br /&gt;por diante. Na Quimbanda não há nenhum tipo de "Iniciação", quer seja&lt;br /&gt;mágica, mística ou religiosa. Basicamente, há duas formas de se praticar a&lt;br /&gt;Quimbanda - a Evocação e a Invocação das Entidades. Qualquer que seja o meio&lt;br /&gt;escolhido, normalmente desenha-se o "Sigilo" (chamado "Ponto Riscado" na&lt;br /&gt;Umbanda e na Quimbanda) da Entidade no chão, pedindo-se, em seguida, sua&lt;br /&gt;intervenção. No caso da Invocação, a pessoa que "receber" a Entidade&lt;br /&gt;(chamado "Cavalo" ou "Burro" na Umbanda ou na Quimbanda) passa a ter os&lt;br /&gt;poderes da mesma; são então feitos pedidos à pessoa "incorporada", que&lt;br /&gt;pedirá então algumas coisas para a execução do "trabalho de magia" . Em&lt;br /&gt;geral, na Quimbanda só se trabalha para o mal de alguém, ou então para&lt;br /&gt;submeter-se uma pessoa à vontade de outra. Quando se Evoca Entidades na&lt;br /&gt;Quimbanda, porém, faz-se oferendas simples, visando obter a intervenção da&lt;br /&gt;Entidade para obter o que se deseja, normalmente alguma maldade. Na Umbanda,&lt;br /&gt;o que acontece é a mesmíssima coisa, com uma diferença essencial: só se&lt;br /&gt;"trabalha" para o bem, pois as Entidades que "baixam" na Umbanda são somente&lt;br /&gt;benéficas. Em alguns "terreiros" de Umbanda foram implantados "Rituais&lt;br /&gt;Iniciáticos", herdados de culturas diversas. Na Umbanda, vê-se uma nítida&lt;br /&gt;influência do Kardecismo, bem como da mentalidade católico-cristã, além do&lt;br /&gt;público e notório sincretismo religioso entre os Orixás da Umbanda (que só&lt;br /&gt;comungam dos nomes com os Orixás do Candomblé) e os Santos Católicos. O&lt;br /&gt;Catimbó é uma mistura completa entre a Umbanda e a Quimbanda, com algumas&lt;br /&gt;diferenças: as Entidades que "baixam" são chamadas de "Mestres"; se são&lt;br /&gt;benfazejos, diz-se que "fazem fumaça às direitas", e dos malévolos se diz&lt;br /&gt;que "fazem fumaça às esquerdas". Concluí-se daí que no Catimbó se "trabalha"&lt;br /&gt;indistintamente para o bem e para o mal. Além disso, no Catimbó não se&lt;br /&gt;cultuam Deuses ou outras Entidades de grande envergadura de poder, apenas&lt;br /&gt;"baixam" Entidades com especial identificação social no grupo aonde se&lt;br /&gt;desenvolve a "mesa" do Catimbó. Na Santería ocorrem práticas semelhantes às&lt;br /&gt;dos cultos descritos acima, mas há também um culto aos Orixás, no estilo do&lt;br /&gt;Candomblé, só que com toda a influência Católico-Cristã imaginável.&lt;br /&gt;Mas existem sutis diferenças entre esses cultos. Na Umbanda, as&lt;br /&gt;Entidades são "espíritos" de pessoas desencarnadas (mortas); na Quimbanda,&lt;br /&gt;"baixam" indistintamente "espíritos" de pessoas mortas (normalmente de&lt;br /&gt;pessoas perniciosas ou criminosas), ou Demônios mesmo. No Catimbó só&lt;br /&gt;"baixam" os "espíritos" de mortos.&lt;br /&gt;Mas, será que o que "baixa" em todas essas "sessões" é mesmo uma&lt;br /&gt;"alma"? E será que todas essas "almas" são sábias, sinceras e magicamente&lt;br /&gt;capazes? Não creio. Para mim, o que ocorre muitas das vezes, é o seguinte:&lt;br /&gt;A) o "médium", desejoso de "receber um guia", induzido pelo "chefe do&lt;br /&gt;terreiro" de que ele/ela "tem mediunidade, precisa desenvolvê-la", acaba por&lt;br /&gt;criar uma Imagem Telemática correspondente a sua idéia do "guia", que,&lt;br /&gt;então, cria "vida", passando a agir como desejado...&lt;br /&gt;B) cena "A": alguém morre; seu corpo físico jaz inerte, seu corpo&lt;br /&gt;astral separa-se do cadáver físico e, em pouco tempo, o corpo mental do&lt;br /&gt;falecido separa-se também do corpo astral, ficando este último também&lt;br /&gt;destinado a morrer, a decompor-se;&lt;br /&gt;cena "B": um Elementar Artificial, um Íncubo, um Súcubo, um Vampiro,&lt;br /&gt;uma Larva Astral, alguma dessas Entidades simples, busca sobreviver&lt;br /&gt;...vampirizando alguém! É porém difícil "sugar vitalidade a força" de&lt;br /&gt;alguém;&lt;br /&gt;cena "C": a Larva da "cena B" encontra um cadáver de corpo astral&lt;br /&gt;(Cascarão Astral), penetra nele e o "aviva";&lt;br /&gt;cena "D": o "Cascarão Avivado" encontra uma pessoa receptiva, um "médium", e&lt;br /&gt;começa o ataque; o "médium" acaba por ir a um "terreiro" ou "centro", aonde&lt;br /&gt;"seu guia" o levou, e aonde irá "desenvolver sua mediunidade";&lt;br /&gt;cena "E": o "médium" já "desenvolvido", recebendo seu "guia", dá consultas,&lt;br /&gt;passes, faz trabalhos, aconselha...e o "guia" (o Cascarão Avivado) vampiriza&lt;br /&gt;o "médium" e as pessoas que vão consultá-los.&lt;br /&gt;É claro que existem incorporações ou possessões reais, mas são muito&lt;br /&gt;raras na Umbanda e no Kardecismo. Ocorrem muito freqüentemente no Candomblé&lt;br /&gt;e correlatos, mas são raríssimos nos cultos à desencarnados.&lt;br /&gt;Sem mais comentários sobre o assunto.&lt;br /&gt;Agora, Candomblé, Vudú, Palo-Mayombe e Lucumí.&lt;br /&gt;O que digo a seguir é minha experiência e enfoque pessoais. Quem&lt;br /&gt;desejar aprofundar-se no assunto deve consultar as obras dos seguintes&lt;br /&gt;autores, colocados em ordem de importância: Pierre "Fatumbí" Verger,&lt;br /&gt;Fernandes Portugal, Caribé, Bernard Maupoil, William Bascon, Michael&lt;br /&gt;Bertiaux, Luis Manuel Nuñes, Jorge Alberto Varanda, Roger Bastide, Juana&lt;br /&gt;Elbein dos Santos, Courtney Willis, Ogã Jimbereuá, Babalorixá Ominarê, Lydia&lt;br /&gt;Cabrera, Migene Gonzalez-Wippler e João Sebastião das Chagas Varella. Já os&lt;br /&gt;apreciadores de Mitologia em geral, deverão conhecer a obra de Joseph&lt;br /&gt;Campbell, o mais importante autor do assunto. A Editora Pallas tem bons&lt;br /&gt;títulos sobre Candomblé e Vudú. Este texto trata dos aspectos reais das&lt;br /&gt;Práticas Mágicas dos Cultos em questão. Desculpem a crueza, mas a verdade é&lt;br /&gt;cruel, e dói.&lt;br /&gt;Muitos estudiosos de Magia, bem como inúmeros autores do gênero, colocam os&lt;br /&gt;Deuses dos diversos panteãos como Arquétipos. Considerando-os assim, alguns&lt;br /&gt;praticantes da Magia Ritual creem que pode-se trabalhar magicamente com os&lt;br /&gt;Deuses Internos, como se trabalhassemos com os Arquétipos Universais. Aqui&lt;br /&gt;existe um enorme equívoco, pois os Deuses Internos englobam aspectos&lt;br /&gt;arquetípicos, não se limitando, porém, a serem Arquétipos simplesmente.&lt;br /&gt;Na verdade, há uma obra muito boa sobre Magia Planetária (Planetary&lt;br /&gt;Magick, editora Llewellyn), que, porém, considera os Deuses de diversos&lt;br /&gt;panteãos como a mesma coisa que os Arquétipos. Eu particularmente discordo&lt;br /&gt;desse prisma, pois considero que os Arquétipos são acessíveis a qualquer&lt;br /&gt;pessoa, enquanto que os Deuses só são acessíveis aos que tenham alguma&lt;br /&gt;identificação e familiaridade com os mesmos. Na verdade, a experiência&lt;br /&gt;chamada de "União com Os Arquétipos Universais", quando a pessoa entra em&lt;br /&gt;"transe" e sofre a "possessão" da Divindade, é o contato que ocorre da&lt;br /&gt;pessoa com seu Microcosmos, ou seja, com seu "Universo Interior", portanto,&lt;br /&gt;somente com os Arquétipos Universais, e não com o todo da Egrégora dos&lt;br /&gt;Deuses Internos do Homem. A diferença é, portanto, patente, no que diz&lt;br /&gt;respeito ao "transe" do sujeito "possuído" pelo Orixá (aonde são despertados&lt;br /&gt;poderes latentes dentro do próprio indivíduo), e da Evocação ou Invocação da&lt;br /&gt;energia do Orixá como um todo, uma Entidade de existência independente da&lt;br /&gt;psique do Mago. O que ocorre entre os profanos, os não-iniciados, o "bolar"&lt;br /&gt;no Santo, é somente a "União com O Arquétipo"; o que ocorre na Invocação,&lt;br /&gt;feita pelo Mago de forma consciente, é "abrir sua mente" para uma energia&lt;br /&gt;externa, de vida autônoma, externa ao Microcosmos do Mago. Portanto, podemos&lt;br /&gt;concluir que o Arquétipo Universal existe num nível sub-consciente de cada&lt;br /&gt;indivíduo, mas somente manifesta-se no Microcosmos; já o Deus Interno existe&lt;br /&gt;num nível Macrocósmico e, após uma iniciação, num nível Macro-Micro-Cósmico,&lt;br /&gt;isto é, pode manifestar-se dentro ou fora do indivíduo. Com isso quero dizer&lt;br /&gt;que um Orixá pode manifestar-se fora da psique do Mago, até mesmo fora de&lt;br /&gt;seu corpo, inclusive, algumas vezes, a um nível social. O poder de um&lt;br /&gt;Arquétipo é o de despertar talentos latentes na psique do indivíduo,&lt;br /&gt;enquanto que o poder de um Deus Interno (sendo uma Egrégora), é amplo, de&lt;br /&gt;uma envergadura bem maior que a psique de um indivíduo apenas,&lt;br /&gt;incomensurável em termos humanos. Com isto quero dizer que uma Egrégora&lt;br /&gt;antiga e poderosa como a dos Deuses Internos pode quase tudo. Sem exagero. E&lt;br /&gt;em se tratando de Deuses Internos (ou Panteônicos), podemos distinguir duas&lt;br /&gt;categorias: os Deuses adormecidos, cujo culto inexiste na atualidade, e os&lt;br /&gt;Deuses ativos, cujos cultos existem. Nessa última categoria estão os Deuses&lt;br /&gt;e Deusas cultuados no Candomblé, no Vudú, no Palo-Mayombe e no Lucumí. Fico,&lt;br /&gt;inclusive, muito curioso com a atitude de certos grupos de ocultistas, que&lt;br /&gt;cultuam Deuses adormecidos, e torcem o nariz para os Deuses do panteão Afro,&lt;br /&gt;talvez considerando-os algo inferior, muito provavelmente pelo motivo de que&lt;br /&gt;esses Deuses são cultuados pelo povo, não pelas elites&lt;br /&gt;culturais...preconceito e ignorância de sobra!&lt;br /&gt;Esses Deuses e Deusas dos Cultos Mágico-Religiosos Afro-Americanos são&lt;br /&gt;designados da seguinte forma:&lt;br /&gt;na "Fé Indígena" (Indigenous Faith), como o Culto é chamado na Nigéria&lt;br /&gt;(África), são chamados de Orixás e Odus, o mesmo ocorrendo nos Candomblés de&lt;br /&gt;origem Nigeriana ou Yorubana ("Nação" Keto ou Alaketo); nos Candomblés de&lt;br /&gt;origem Daomeana (Fon ou Gêge), são chamados Voduns e Odus; nos Candomblés de&lt;br /&gt;origem Angolana ("Nação" Angola), são conhecidos por Inkices ou Santos, e&lt;br /&gt;Odus; na Santería, praticada nos Estados Unidos (Puerto Rico, New Orleans,&lt;br /&gt;Miami, etc), são chamados de Orichás ou Santos, e Odus; no Vudú, praticado&lt;br /&gt;no Haiti e na França, são conhecidos como Loas e Odus; no Lucumí, praticado&lt;br /&gt;em Cuba e nos Estados Unidos (Miami), são os Nganga, Orichás, Padrinhos,&lt;br /&gt;Prenda, Ndoki, Odus, entre outros nomes, ocorrendo o mesmo no Palo-Mayombe.&lt;br /&gt;Veja-se que o nome do panteão altera-se de região para região, e assim&lt;br /&gt;também se alteram as características das Entidades. É interessante notar que&lt;br /&gt;o nome Odu (Odus no plural), está presente em todas as "Nações" de&lt;br /&gt;Candomblé, e suas atribuições são idênticas em todas as citadas culturas.&lt;br /&gt;Pois Odus são Entidades objetivas que personificam, de forma antropomórfica,&lt;br /&gt;as energias das figuras geomânticas. Vê-se que, quando o simbolismo e a&lt;br /&gt;energia não sofrem alterações, os nomes permanecem idênticos. O contrário&lt;br /&gt;ocorreu com a vinda dos Orixás da África para o Brasil, pois na África os&lt;br /&gt;Orixás não possuem as subdivisível ditas "qualidades", fato que ocorreu no&lt;br /&gt;Brasil. Por isso é que o Culto aos Orixás, no Brasil, é mais rico e complexo&lt;br /&gt;do que na Nigéria atual, sem nenhuma conotação pejorativa quanto ao Culto&lt;br /&gt;praticado na Nigéria. Apenas digo que, no Brasil, cultua-se doze variedades&lt;br /&gt;de Xangô, enquanto na Nigéria há somente uma; aqui cultua-se onze Oyá,&lt;br /&gt;dezesseis Oxum, dez Oxalá, nove Yemanjá, vinte e um Exu, enquanto na Nigéria&lt;br /&gt;há um de cada. É bem verdade que a troca de informações entre Nigerianos e&lt;br /&gt;Brasileiros, do Culto, está levando "qualidades" de Orixás para lá, e&lt;br /&gt;trazendo para cá as práticas mais modernas do Culto. Assim, em breve, graças&lt;br /&gt;às trocas de informações, o Culto aos Orixás estará aprimorado e talvez até&lt;br /&gt;estandardizado no Brasil e na Nigéria. Mas aqui o assunto é outro.&lt;br /&gt;Vide os Apêndices desta obra relativos a "Arquétipos" e "Deus, As&lt;br /&gt;Egrégoras Coletivas e Os Deuses Internos do Homem", para compreender a&lt;br /&gt;mecânica de que falamos acima.&lt;br /&gt;Somente recomendo, aos que pretendem praticar a Magia Planetária, a&lt;br /&gt;Magia Evocativa, a Magia Invocativa ou o "Casamento dos Homens com Os&lt;br /&gt;Deuses" (conceito de Aleister Crowley, uma das práticas secretas da O.T.O.,&lt;br /&gt;revelada no livro "The Secret Rituals of the O.T.O.", de autoria de Francis&lt;br /&gt;X. King)) com os Deuses dos panteãos Afro, que estudem a respectiva&lt;br /&gt;mitologia, familiarizem-se com as suas energias, para não sofrerem revezes&lt;br /&gt;nem decepções. Estejam avisados que essas energias são incomensuráveis, além&lt;br /&gt;de extremamente ativas, pois há, em todo o mundo, pessoas cultuando-os&lt;br /&gt;dioturnamente, vivendo para o Culto, alimentando a Egrégora a cada momento,&lt;br /&gt;ampliando sua envergadura de poder.&lt;br /&gt;Apesar disso tudo, há muita gente que duvida das potencialidades&lt;br /&gt;mágicas dos Cultos-Afro; há também os que creem que tudo quanto se faz&lt;br /&gt;nesses Cultos funciona a contento, independentemente dos Fundamentos Mágicos&lt;br /&gt;que sejam ou não aplicados às práticas rituais. Pensando nisso gostaria de&lt;br /&gt;abordar alguns aspectos importantes desses cultos, muitas vezes mal&lt;br /&gt;interpretados pelas pessoas em geral. E é justamente visando separar o joio&lt;br /&gt;do trigo, embora revelando muitos segredos guardados com zêlo por muito&lt;br /&gt;tempo, que descrevo, a seguir, os Fundamentos Mágicos Racionais das Práticas&lt;br /&gt;Mágico-Místico-Liturgicas dos Cultos-Afro.&lt;br /&gt;Espero estar contribuído assim, de alguma forma, para a preservação&lt;br /&gt;desse culto que tanto me atrai, e que estudo e pesquiso fazem anos. Afinal,&lt;br /&gt;em 1988, fui consagrado Babalaô (Nação Alaketo) - sacerdote de Ifá - , além&lt;br /&gt;de ter sido iniciado no culto de Yiá-Mí Oxorongá.&lt;br /&gt;- Iniciação:&lt;br /&gt;é tipicamente shamânica, quanto a parte do Iniciando, com práticas&lt;br /&gt;primitivas (raspar os cabelos da cabeça, esfregar folhas na cabeça e outras&lt;br /&gt;partes do corpo, fazer cortes em diversas partes do corpo - cabeça, testa,&lt;br /&gt;mãos, pés, língua, braços - para passar "pós mágicos" nos cortes abertos -&lt;br /&gt;Kuras - , sacrificar animais deixando o sangue escorrer sobre a região do&lt;br /&gt;Chakra Coronário, colocação de substâncias vegetais e animais sobre o Chakra&lt;br /&gt;Coronário - o Adoxú, no formato de um cone - , colocação de uma pena de&lt;br /&gt;alguma ave no local do Chakra Frontal - Terceiro Olho - , entre outras&lt;br /&gt;coisas), requerendo total submissão do Iniciando - Iaô - ao Sacerdote ou&lt;br /&gt;Sacerdotisa - Pai ou Mãe de Santo, Babalorixá ou Yialorixá - , que guarda os&lt;br /&gt;cabelos daquele, tendo assim, meios de impor sua autoridade à força...&lt;br /&gt;A Iniciação no Candomblé é lenta (21 dias no mínimo) e penosa (a pessoa&lt;br /&gt;terá de se submeter aos ditames do Sacerdote, devendo comer o que lhe é&lt;br /&gt;permitido - com algumas restrições por toda a vida - , falar quando lhe é&lt;br /&gt;permitido, usar as roupas nas cores autorizadas - mais uma vez com&lt;br /&gt;restrições para o resto da vida - , até mesmo quais atividades sociais e&lt;br /&gt;profissionais poderá ter dali para diante). Uma das partes mais curiosas do&lt;br /&gt;Ritual Iniciático reside na pintura da cabeça e do corpo do Iniciando com&lt;br /&gt;pontos coloridos, feitos com pós coloridos, numa espécie de Cromo-Punctura&lt;br /&gt;rudimentar.&lt;br /&gt;Vê-se aí, nesse conjunto de práticas antiquadas, o aspecto da&lt;br /&gt;autoridade do Mestre, inquestionável, sobre a vida do Discípulo, traço&lt;br /&gt;típico das iniciações em sociedades primitivas.&lt;br /&gt;Quando, porém, observarmos a parte do Iniciador, do Sacerdote ou da&lt;br /&gt;Sacerdotisa, veremos uma enorme quantidade de práticas típicas da&lt;br /&gt;feitiçaria, portanto, de caráter muito distinto das práticas shamânicas.&lt;br /&gt;Eis um dos mais flagrantes aspectos da ambiguidade do Candomblé.&lt;br /&gt;Como disse o brilhante ocultista norte-americano Robert North, o que&lt;br /&gt;falta aos Cultos-Afro é uma "Auto-Iniciação". Concordo plenamente. Seguindo&lt;br /&gt;as orientações dele, o iniciando deverá praticar uma técnica conhecida nos&lt;br /&gt;meios ocultistas como "visualizar uma imagem como se fosse uma porta e&lt;br /&gt;mentalmente atravessar a porta". Daí, o iniciando travará contato com as&lt;br /&gt;Entidades que habitam o plano correspondente vibratoriamente à dita imagem.&lt;br /&gt;Mas que imagem é essa? Os desenhos dos Vevés, Pontos-Riscados, Sigilos&lt;br /&gt;das Entidades, Figuras Geomânticas (Odus), entre outras. Essa técnica&lt;br /&gt;permite uma auto-iniciação com menos riscos que a Invocação Mágica (a&lt;br /&gt;"incorporação" da Entidade na pessoa), que evoca riscos óbvios de acidentes.&lt;br /&gt;O que deve, porém, ficar claro, é que ninguém é "filho" desse ou daquele&lt;br /&gt;Orixá, ou de qualquer outra Entidade, nem tem tal ou qual Odu. Na verdade,&lt;br /&gt;as pessoas identificam-se com um Arquétipo, em geral composto, isto é, com&lt;br /&gt;qualidades mescladas de várias Entidades, o que caracteriza o Orixá e suas&lt;br /&gt;qualidades, bem como os outros Orixás da pessoa. Identificando-se com o&lt;br /&gt;Arquétipo, a pessoa passa a louvá-lo ou cultuá-lo, atraindo então a Entidade&lt;br /&gt;Egregórica correspondente ao Arquétipo da identificação pessoal. Fica claro,&lt;br /&gt;agora, o motivo pelo qual há pessoas com "santo forte", outras sempre&lt;br /&gt;"acompanhadas" pelo seu Orixá ou Guia, e assim por diante? Lembrem-se de que&lt;br /&gt;a energia que flui no contato do Mago com a Egrégora é mutual e simbiótico,&lt;br /&gt;isto é, se recebe o tanto que se dá...&lt;br /&gt;No caso dos Odu, eles apresentam-se e manifestam-se em cada momento,&lt;br /&gt;mudando de acordo com as chamadas "marés tatwicas", as marés elementais.&lt;br /&gt;Somente ocasionalmente cristalizam-se num local, situação ou espécie de&lt;br /&gt;atividade, promovendo constante sucesso ou fracasso. E os remédios já são&lt;br /&gt;conhecidos.&lt;br /&gt;- Sacudimento:&lt;br /&gt;dá-se esse nome às Práticas Mágicas que são realizadas quando existe&lt;br /&gt;uma presença energética intrusa (em pessoas, objetos ou lugares) - Exus ou&lt;br /&gt;Egums, isto é, Entidades Demoníacas, Vampiros, Íncubos, Súcubos, Larvas,&lt;br /&gt;Espíritos de Desencarnados, entre outras - ; passa-se pelo corpo da pessoa&lt;br /&gt;atingida uma série de plantas, folhas, grãos crus, pipocas, legumes,&lt;br /&gt;verduras, até mesmo aves (pombo, frango); esses componentes tem atribuições&lt;br /&gt;diversas em se tratando de elementos naturais - presentes por analogia nos&lt;br /&gt;componentes do sacudimento - , impregnando-se-os com o fluído magnético, que&lt;br /&gt;tem a propriedade de sugar energia (no caso, a intrusa), o que então&lt;br /&gt;providenciará a remoção das energias intrusas. É prática primitiva que,&lt;br /&gt;porém, tem seus méritos; na verdade, há um elemento de grande importância,&lt;br /&gt;que não pode faltar, pois é o que faz o "Trabalho" funcionar: o ovo! Sim, um&lt;br /&gt;simples ovo de galinha é o suficiente para o "Trabalho" funcionar. Com um&lt;br /&gt;ovo e a atitude mental adequada, consegue-se resultados espetaculares.&lt;br /&gt;Na simplicidade está a chave dos grandes mistérios. Quer dizer, a&lt;br /&gt;Energia intrusa, nefasta, é transferida para os elementos passados pelo&lt;br /&gt;corpo da pessoa; em seguida, esses elementos são deixados em local&lt;br /&gt;determinado (praia, cachoeira, rio, praça, encruzilhada, estrada,&lt;br /&gt;enterrados, atirados barranco abaixo, cruzeiro do cemitério, etc.), aonde a&lt;br /&gt;Energia tornar-se-á inofensiva, ou atingirá curiosos que porventura toquem o&lt;br /&gt;material energeticamente contaminado.&lt;br /&gt;- Ebós:&lt;br /&gt;dá-se esse nome aos sacrifícios ou oferendas, dedicados a alguma&lt;br /&gt;Entidade, consistindo nas comidas, bebidas e animais votivos da mesma&lt;br /&gt;Entidade; quer dizer, todas as práticas mágicas convencionais do Camdomblé&lt;br /&gt;tem o nome de Ebós. Os Ebós funcionam por causa do uso de Condensadores&lt;br /&gt;Líquidos e Sólidos, infundidos da vontade do Mago, além de, algumas vezes, a&lt;br /&gt;Energia Vital que se desprende de um animal sendo imolado, além da própria&lt;br /&gt;Energia do sangue de dito animal. Este é o segredo para a eficiência dos&lt;br /&gt;Ebós. E também da ineficiência de muitas bobagens batizadas de Ebó, mas que,&lt;br /&gt;na verdade, não são nada, magicamente falando. Para os interessados, basta&lt;br /&gt;consultar um dos numerosos livros sobre Ebós - do Ogã Gimbereuá, do&lt;br /&gt;Babalorixá Ominarê, de Fernandes Portugal e de Antony Ferreira, por exemplo&lt;br /&gt;- para verificar o uso constante de Condensadores Líquidos e Sólidos&lt;br /&gt;(pimentas, cebolas e alhos, atribuídas ao Elemento Fogo, por exemplo).&lt;br /&gt;Existem três espécies de Ebós:&lt;br /&gt;A) Periódico: dado em períodos de tempo regulares, para fortalecer o&lt;br /&gt;elo com a Entidade, ou para fortalecer uma Entidade Artificial criada pelo&lt;br /&gt;próprio grupo ou operador;&lt;br /&gt;B) Propiciatório: dado quando se deseja obter algo de uma Entidade,&lt;br /&gt;dando-se-lhe algo, esperando o favor almejado em troca;&lt;br /&gt;C) Expiatório: dado quando se necessita reparar alguma falta para com a&lt;br /&gt;Entidade que, aborrecida com o indivíduo, passa a prejudicá-lo;&lt;br /&gt;nos três tipos deve haver uma analogia adequada.&lt;br /&gt;Só para ilustrar, incenso é uma oferenda que, além de agradar as&lt;br /&gt;Entidades (desde que de aroma análogo à Esfera da Entidade), pode permitir&lt;br /&gt;sua materialização (com sua possível aparição espectral); para Entidades&lt;br /&gt;Negativas ou perigosas/nefastas, o sangue (quente) de sacrifício animal faz&lt;br /&gt;efeito semelhante; a cebola constitui um elemento de grande vibração quando&lt;br /&gt;ofertada à alguma Entidade, o mesmo podendo dizer-se dos ovos; as velas são&lt;br /&gt;parte importante de qualquer ofertório, as de cera de abelha adequadas às&lt;br /&gt;Entidades Positivas, e as de cebo adequadas às Entidades Negativas.&lt;br /&gt;Devemos sempre buscar as leis de analogia ao desejarmos ofertar algo para&lt;br /&gt;qualquer Entidade. Seguindo estes princípios, qualquer Mago poderá elaborar&lt;br /&gt;seus próprios Ebós, se esse for seu desejo.&lt;br /&gt;- Pós Mágicos:&lt;br /&gt;também chamados de Atim (Alaketo), Pemba (Angola), Zorra (para o mal),&lt;br /&gt;são diversas substâncias misturadas e posteriormente reduzidas a pó; são&lt;br /&gt;usadas para atrair boas coisas (saúde, amizade, amor respeito, bons&lt;br /&gt;negócios, dinheiro, proteção contra maus fluidos, paz, etc.), espalhando-se&lt;br /&gt;nas mãos, pés, sapatos, roupas, cabeça e utensílios da pessoa, ou soprando-o&lt;br /&gt;na residência, veículo, local de trabalho, Templo, etc.; ou então para levar&lt;br /&gt;desgraças aos desafetos (doenças, acidentes, maus fluidos, ruína, morte),&lt;br /&gt;espalhando-se nos locais, ou soprando-se/jogando-se sobre a vítima.&lt;br /&gt;Respeitando-se as leis de analogia, pode-se compor pós mágicos&lt;br /&gt;respectivos aos quatro elementos da natureza, que serão Condensadores&lt;br /&gt;Sólidos da vontade do Mago. Para maiores detalhes do assunto, ver o livro de&lt;br /&gt;Franz Bardon "Initiation Into Hermetics", citado na bibliografia desta obra.&lt;br /&gt;- Azeite de Dendê:&lt;br /&gt;elemento que constantemente é utilizado nas práticas ritualísticas&lt;br /&gt;Afro-Negras, constituindo poderoso Condensador Líquido; Condensador é um&lt;br /&gt;elemento capaz de condensar a vontade e os desejos do Mago.&lt;br /&gt;- Pólvora:&lt;br /&gt;muito utilizada nos Cultos Afro, ao incandescer ou explodir libera&lt;br /&gt;tremenda energia ígnea (do Elemento Fogo), podendo ser utilizada para curar,&lt;br /&gt;livrar de alguma influência maléfica, criar embaraços ou até mesmo matar,&lt;br /&gt;tudo em analogia completa ao Elemento Fogo, isto é, ao seu campo de ação.&lt;br /&gt;Recebe o nome de "Ponto-de-Fogo". Nas obras do autor N.A.Molina encontra-se&lt;br /&gt;constante referência a ditas práticas, o mesmo ocorrendo nos livros de&lt;br /&gt;Antônio de Alva e Antônio Alves Teixeira Neto.&lt;br /&gt;- Nome Mágico:&lt;br /&gt;chamado também de Orukó, é o Nome Mágico que a pessoa adota após a&lt;br /&gt;Iniciação no Culto; também os Templos (Ilê) recebem um Orukó.&lt;br /&gt;- Folhas Mágicas:&lt;br /&gt;o Camdomblé e seus similares tem como grande fundamento o uso mágico,&lt;br /&gt;litúrgico e medicinal das ervas, folhas, frutos, raízes e outros elementos&lt;br /&gt;vegetais. Portanto, seria necessário um volume de centenas de páginas para&lt;br /&gt;abordar, de forma adequada, o assunto. De qualquer forma, selecionei algumas&lt;br /&gt;folhas e frutos especiais, devido às suas particularidades:&lt;br /&gt;A) Folha de Pinhão Branco (Jatrofa Curcas) - usada para substituir o&lt;br /&gt;sangue animal nas oferendas a Exu;&lt;br /&gt;B) Folha de Acocô (Naelvia Boldos) - usada da mesma forma que a&lt;br /&gt;anterior, inclusive sobre a cabeça das pessoas, quando falta o animal a ser&lt;br /&gt;imolado para o Orixá;&lt;br /&gt;C) Folha de Iroco (Clorophora Excelsa) - usada como substituto do&lt;br /&gt;sangue animal nas oferendas, iniciações e assentamentos de Orixás;&lt;br /&gt;D) Noz de Cola ou Obi (Sterculia Acuminata) - usada em todos os rituais&lt;br /&gt;iniciáticos do Camdomblé, exceto no culto à Xangô, que recebe, ao invés&lt;br /&gt;desta, o&lt;br /&gt;E) Orobô, Orogbo ou Falsa Noz de Cola (Garcínea Guinetóides).&lt;br /&gt;Tendo-se em vista o que foi dito acima, poderemos tornar nosso&lt;br /&gt;Camdomblé mais moderno, utilizando as Essências de Flores e de Ervas&lt;br /&gt;(Essências Florais) como se utilizam as folhas, frutos, Flores, raízes, etc.&lt;br /&gt;E, também, substituindo muitos elementos por uma substância sua, dinamizada&lt;br /&gt;homeopaticamente. Creio que dinamizações de D-1 ou D-3 combinadas com&lt;br /&gt;dinamizações de 10MM seriam o mais adequado, unindo presença física e&lt;br /&gt;energética. E, para evitar o sacrifício animal ou a destruição de elementos&lt;br /&gt;naturais, pode-se preparar tais substâncias pelos meios radiestésico ou&lt;br /&gt;radiônico (ver a obra intitulada "MATERIALIZAÇÕES Radiestésicas", de autoria&lt;br /&gt;dos Irmãos Servranx, que trata do uso do Decágono para reproduzir&lt;br /&gt;magicamente a energia de qualquer substância).&lt;br /&gt;- Banhos Energéticos:&lt;br /&gt;Abô ou Omieró (banho pronto e, em geral, putrefato) e Amací (banho&lt;br /&gt;fresco feito com ervas maceradas com água da chuva), são um dos mais ricos,&lt;br /&gt;complexos e deturpados (magicamente falando) aspectos dos Cultos Afro-&lt;br /&gt;Negros; os banhos devem ter apenas duas finalidades: Atração e Repulsão.&lt;br /&gt;Conhecendo-se a natureza dos elementos a serem utilizados no banho, através&lt;br /&gt;do conhecimento das leis de analogia, pode-se preparar um banho dotado das&lt;br /&gt;características de Atração ou de Repulsão de qualquer tipo de energia. Só&lt;br /&gt;isso. Basta escolher qual (ou quais) o elemento da natureza adequado (água,&lt;br /&gt;ar, terra, fogo), impregná-lo (o banho) com o fluído Elétrico (para&lt;br /&gt;Repulsão) ou Magnético (para Atração), e está tudo pronto. De qualquer&lt;br /&gt;forma, a obra de Franz Bardon aborda o assunto com maestria.&lt;br /&gt;- Defumação:&lt;br /&gt;vale aqui o que foi dito relativamente aos Banhos.&lt;br /&gt;Podem atrair ou repulsar energias.&lt;br /&gt;- Assentamentos (de Orixás, Exus, Egums, Odus, etc.):&lt;br /&gt;chamadas em ioruba "Igbas" pu "Ibás", os Assentamentos são&lt;br /&gt;essencialmente uma construção de um corpo físico não-animado, para receber&lt;br /&gt;determinada energia. Cria-se um Elementar Artificial com corpo físico.&lt;br /&gt;Assenta-se Orixás, Exus, Egums (Cascarões de desencarnados), Odus, além&lt;br /&gt;de outras Entidades cultuadas no Camdomblé - Ikú, a Morte; Yiá-Mi-Oxorongá,&lt;br /&gt;o pássaro negro que personifica todas as feiticeiras e suas energias, entre&lt;br /&gt;outras -.&lt;br /&gt;Os elementos, vegetais (folhas, ervas, raízes, madeiras, folhas,&lt;br /&gt;cascas, frutos, nozes, caroços), minerais (águas, argilas, barros, terras,&lt;br /&gt;rochas, cristais, gemas, metais, areias, calcário), animais - insetos,&lt;br /&gt;répteis, mamíferos, aves, peixes, aracnídeos, batráquios, etc - (sangue,&lt;br /&gt;peles, chifres, garras, unhas, falanges de dedos, pêlos, olhos, dentes,&lt;br /&gt;prêsas, línguas, víscera, ossos, testículos, fluidos, cabeças, etc.) e&lt;br /&gt;humanos (sangue de aborto, sangue de acidentado, sangue de morto, feto,&lt;br /&gt;unhas, crânios, falanges de dedos, dentes, cérebros, línguas, fluidos&lt;br /&gt;corpóreos - até mesmo sêmen e fluidos vaginais -, cabelos, fezes, urina,&lt;br /&gt;sangue menstrual, placenta, testículos, víscera, tíbias, ossos diversos,&lt;br /&gt;corações, etc.), além de objetos variados (facas, lâminas, navalhas, pembas,&lt;br /&gt;giletes, cacos de vidro, ladrilhos, pó ou poeira de lugares variados, folhas&lt;br /&gt;de jornais e revistas, pedaços de veículos acidentados, bebidas variadas,&lt;br /&gt;condimentos, tinturas naturais, o pó produzido pelos cupins, etc.), são&lt;br /&gt;colocados num jarro, porrão, panela ou vaso, misturados com cimento e água,&lt;br /&gt;posteriormente assentados em camadas. Daí, sacrificam-se os animais votivos&lt;br /&gt;sobre o assentamento, decora-se o mesmo com as insígnias ou os paramentos da&lt;br /&gt;Entidade, além de enfeitar os elementos de decoração com pedaços dos animais&lt;br /&gt;sacrificados - cabeça, asas, penas, patas, etc -, além de praticar-se atos&lt;br /&gt;litúrgicos diversos, incluindo orações, cânticos e louvações.&lt;br /&gt;Tudo isso é muito forte, além de Energeticamente eficiente. Apenas&lt;br /&gt;creio que podemos realizar coisa melhor sem todo esse trabalho.&lt;br /&gt;Francis King descreve, em diversas obras suas, coisas interessantíssimas e&lt;br /&gt;de grande utilidade mágica, como "O Casamento dos Homens com Os Deuses" e o&lt;br /&gt;"The Homunculus"; Aleister Crowley no seu "MAGICK" dá os fundamentos do&lt;br /&gt;Mistério da Eucaristia, entre outras preciosidades; Franz Bardon no seu&lt;br /&gt;"Initiation Into Hermetics" versa sobre os mesmos Mistérios Eucarísticos,&lt;br /&gt;além da criação de Elementares e Elementais Artificiais, Animação Mágica de&lt;br /&gt;Figuras e Esculturas, além de muito, muito mais; Pascal Beverly Randolph no&lt;br /&gt;seu "Magia Sexualis" (em especial na edição espanhola) descreve também a&lt;br /&gt;Animação Mágica de Figuras (imagens, pinturas, fotografias, desenhos); Peter&lt;br /&gt;James Carroll nos seus "Liber Null &amp; Psychonaut" e "Liber Kaos", descreve&lt;br /&gt;didaticamente outras práticas de muito interesse. Com esse material em mãos,&lt;br /&gt;o Mago tem condições plenas de criar seus próprios Assentamentos, sem ter de&lt;br /&gt;realizar práticas ou rituais primitivos, nem sacrificar animais ou trabalhar&lt;br /&gt;com materiais orgânicos perecíveis.&lt;br /&gt;Para aqueles que desejarem realizar um assentamento no melhor sistema&lt;br /&gt;africano, purgando as bobagens, dou a minha versão da conjuração chamada de&lt;br /&gt;"Evocação ao nível da Feitiçaria", de autoria de Peter James Carroll:&lt;br /&gt;Construir um boneco, de material proveniente da natureza, com as próprias&lt;br /&gt;mãos (contando, é óbvio, com as ferramentas adequadas); dar forma humanóide&lt;br /&gt;ou de algum ser real ou mitológico; utilizar, para a escultura, argila, ou&lt;br /&gt;tabatinga, ou barro, ou madeira, ou pedra; anexam-se gemas, cristais, rochas&lt;br /&gt;e metais que possuam correspondência energética com a energia que desejamos&lt;br /&gt;obter do assentamento; todos os materiais utilizados deverão ser purificados&lt;br /&gt;com água mineral, sumo de ervas Energeticamente compatíveis, defumação com&lt;br /&gt;substâncias adequadas, além de eventuais desimpregnações por meio de&lt;br /&gt;gráficos emissores de Ondas-de-Forma; o interior do boneco deverá ser ôco,&lt;br /&gt;aonde deverá ser derramado um condensador líquido universal, o que permitirá&lt;br /&gt;a "Animação Mágica" da figura, fato este que dará à mesma movimento...(ver&lt;br /&gt;Initiation into Hermetics, de Franz Bardon); vasos com flores&lt;br /&gt;energeticamente compatíveis poderão ser mantidos próximos do assentamento, o&lt;br /&gt;que manterá energia viva perto de nossa criação; símbolos geomânticos&lt;br /&gt;ativos, gravados no boneco, ajudarão a definir e manter a energia definida e&lt;br /&gt;sob controle; a decoração externa ou acabamento do homúnculo é livre,&lt;br /&gt;devendo-se, porém, evitar materiais perecíveis, derivados ou extraidos de&lt;br /&gt;cadáveres de animais ou seres humanos, pois, caso contrário, o assentamento&lt;br /&gt;emitirá energias nocivas no ambiente; tomar muito cuidado com o formato do&lt;br /&gt;boneco, para que o mesmo não emita RADIAÇÕES nocivas - deveremos, durante a&lt;br /&gt;execução do corpo físico da entidade, verificar radiestésicamente, todo o&lt;br /&gt;tempo, a qualidade das EMISSÕES; utilizando-nos dos pêndulos cabalísticos&lt;br /&gt;para efetuar esse controle, nosso boneco deverá emanar "A Terra", "Sôpro de&lt;br /&gt;Vida", "Espírito" e "Shin", além de poder emanar (embora devamos ter cuidado&lt;br /&gt;com essa energia) "Magia"; quanto as EMANAÇÕES nefastas, que deveremos&lt;br /&gt;evitar a qualquer custo, estão "V-e" (Verde Negativo Elétrico), "Matar"&lt;br /&gt;(Vermelho Elétrico), "Necromancia", "Forças-do-Mal", "O Adversário", "Shin"&lt;br /&gt;invertido, "Iavê" invertido, "Ilha-de-Páscoa", "A Terra" invertido, figuras&lt;br /&gt;geomânticas nefastas, entre outras coisas; seria muito bom que nossa criação&lt;br /&gt;emitisse, além das energias harmônicas, a energia-invertida das energias&lt;br /&gt;nefastas; se nossa figura destinar-se a causar influência em terceiros,&lt;br /&gt;provavelmente emitirá "Magia" - nesse caso, mantê-la longe de áreas de&lt;br /&gt;repouso, trabalho ou lazer, num local aonde somente tenhamos acesso quando&lt;br /&gt;quisermos realizar um ato mágico, e não um local aonde se realize outras&lt;br /&gt;atividades; isto é, no quarto ou escritório, nem pensar!; a entidade&lt;br /&gt;trabalhará somente para o Mago, portanto, só deverá emitir radiações&lt;br /&gt;benéficas; realizado o corpo físico da entidade, dirigir-se a ela como se a&lt;br /&gt;mesma tivesse vida, conversando com a mesma, afirmando e reafirmando nossos&lt;br /&gt;desejos e pedidos, sempre dentro do mesmo âmbito; poderemos realizar vários&lt;br /&gt;assentamentos, para ter paz e harmonia, para repelir a má-sorte e acidentes,&lt;br /&gt;para proteger contra inimigos e malfeitores, para evitar acidentes e&lt;br /&gt;enfermidades, para atrair amor e amizade, para obter conhecimento de planos&lt;br /&gt;ocultos ou pessoas distantes, para atrair a prosperidade e a riqueza, entre&lt;br /&gt;muitas outras coisas; para melhor definir a envergadura de poder de cada&lt;br /&gt;entidade, podemos tomar por base as casas astrológico-geomânticas, que&lt;br /&gt;contém em si a energia de uma Egrégora poderosa; tudo isso feito, mentalizar&lt;br /&gt;a existência de nosso boneco também no mundo da mente, criando uma Imagem&lt;br /&gt;Telemática idêntica em aparência e atribuições ao boneco; e, para terminar,&lt;br /&gt;tudo quanto existe deve ter um nome, motivo pelo qual nosso boneco deverá&lt;br /&gt;ter um nome, se possível análogo às suas quantidades e qualidades, escolhido&lt;br /&gt;ou montado com cuidados numerológicos, visando evitar, entre outras coisas,&lt;br /&gt;que a criatura se volte contra o criador...&lt;br /&gt;Tudo feito adequadamente, essa entidade artificial poderá, inclusive,&lt;br /&gt;ser invocada e evocada pelo seu criador. Agirá então, a entidade, como&lt;br /&gt;qualquer inteligência original. Obviamente, poderão ser criadas entidades&lt;br /&gt;artificiais para as mais diversas finalidades, mas, coisas nefastas atraem&lt;br /&gt;energias perigosas, e assim por diante. Bom senso faz bem.&lt;br /&gt;Para os que preferem "assentar" Entidades não-antropomórficas, podemos&lt;br /&gt;utilizar um cristal de quartzo para "corpo" de nossa criação, uma vasilha de&lt;br /&gt;cristal translúcido como receptáculo (à lá Dr. Edward Bach). Areia no fundo,&lt;br /&gt;para firmar a base do cristal, condensador sólido sob o cristal, condensador&lt;br /&gt;líquido pincelado ou espargido sobre o cristal. Pode-se utilizar de&lt;br /&gt;Essências Florais para enriquecer o condensador líquido; sigilo ou pantáculo&lt;br /&gt;consagrado são uma boa idéia para potencializar o conjunto. Um "Cofrinho&lt;br /&gt;Emissor de Raio PY" para colocar-se os "pedidos" à Entidade. Uma pirâmide,&lt;br /&gt;que mantenha todo o conjunto dentro de sua geometria, pode manter a energia&lt;br /&gt;num nível surpreendente. Substâncias homeopaticamente dinamizadas poderão&lt;br /&gt;tornar o Elementar poderoso e versátil. Pode-se utilizar gráficos&lt;br /&gt;moduladores de ondas-de-forma para definir melhor a natureza e a envergadura&lt;br /&gt;da Entidade. Por outro lado, ao se querer cultuar os Orixás, pode-se&lt;br /&gt;realizar rituais simples como a queima de velas coloridas (compatíveis, é&lt;br /&gt;claro), ou até mesmo oferendas de ovos ou de rodelas de cebola, com uma vela&lt;br /&gt;acesa no centro da rodela de cebola. Só não se deve tentar "assentar" um&lt;br /&gt;Orixá, ou cultuar um assentamento, pois são coisas totalmente distintas e&lt;br /&gt;que não devem jamais ser misturadas. Por aí é que se vê que muita coisa que&lt;br /&gt;se faz no Camdomblé é cultuar Elementares, suponde se estar cultuando o&lt;br /&gt;próprio Orixá.&lt;br /&gt;Para os desejosos em se aprofundar no assunto, ver a obra de Franz&lt;br /&gt;Bardon, "Initiation into Hermetics", e a obra de Peter James Carroll, "Liber&lt;br /&gt;Kaos".&lt;br /&gt;A indicação da utilização de materiais orgânicos perecíveis,&lt;br /&gt;freqüentemente encontrada nas instruções para a construção do GOLEM, não&lt;br /&gt;trará nenhuma vantagem ao Mago que deseje executar assentamentos de Energias&lt;br /&gt;Afro; há exceções, mas devem ser deixadas para quem sabe o que está fazendo.&lt;br /&gt;Para terminar o assunto, evitando induzir alguém em erro, é conveniente&lt;br /&gt;lembrar que não devemos tratar um assentamento como se fosse um ídolo. O&lt;br /&gt;assentamento não pode ser louvado como uma imagem sacra num altar de Igreja.&lt;br /&gt;O assentamento é, na realidade, uma poderosa "Imagem Talismânica", criada&lt;br /&gt;para tornar mais efetiva a concentração quando da "chamada" (Invocação ou&lt;br /&gt;Evocação) da respectiva Entidade.&lt;br /&gt;- Águas:&lt;br /&gt;são utilizadas em praticamente todos os tipos de rituais, tendo&lt;br /&gt;especial importância devido a procedência (de poço, de chuva, de praia, de&lt;br /&gt;alto mar, de rio, de vala, de cachoeira, de lago, de açude, etc.). Seu uso é&lt;br /&gt;tanto interno quanto esterno.&lt;br /&gt;- Pedras:&lt;br /&gt;são importantes devido ao uso litúrgico, sendo o elemento principal da&lt;br /&gt;maioria dos assentamentos (são chamadas Otá ou Okutá). Nas pedras reside a&lt;br /&gt;força dos Orixás, e nelas devem concentrar-se o Culto, segundo a tradição&lt;br /&gt;religiosa. Pena não haverem utilizações mais amplas e práticas das pedras no&lt;br /&gt;Camdomblé, além da falta de conhecimento relativo às virtudes terapêuticas e&lt;br /&gt;mágicas das mesmas. De qualquer forma, há um Culto às Pedras, e isso é&lt;br /&gt;importante! E os cristais de quartzo são pedras!&lt;br /&gt;- Metais:&lt;br /&gt;diferentemente das pedras, os metais, no Camdomblé, tem papel&lt;br /&gt;coadjuvante apenas, tendo cada Entidade seus metais correspondentes, mas o&lt;br /&gt;conhecimento do assunto no meio é tão superficial que nada há para dizer.&lt;br /&gt;- As receitas (inflexíveis e complexas):&lt;br /&gt;Peter James Carroll, brilhante autor e ocultista britânico, diz, em&lt;br /&gt;suas obras, que, se um ritual é tão complexo que precisamos escrevê-lo&lt;br /&gt;detalhadamente para não cometermos deslizes, esse ritual precisa,&lt;br /&gt;urgentemente, ser simplificado, de forma que caiba todo na cabeça!&lt;br /&gt;É exatamente assim que penso. Os Ebós utilizados no Camdomblé são como&lt;br /&gt;receitas de bolo: detalhados até na quantidade de cada elemento! Claro está&lt;br /&gt;que a tradição tem seu lugar, mas esse lugar é no folclore ou na religião,&lt;br /&gt;não na Magia e no Hermetismo. Para elaborar as próprias "receitas mágicas"&lt;br /&gt;seja lá do que for, o Mago deve conhecer as leis de analogia, bastando&lt;br /&gt;decidir se deseja atrair uma Energia, repulsá-la, influenciar alguém (ou a&lt;br /&gt;si mesmo) com a Energia Elemental escolhida, ou tratar uma enfermidade pelos&lt;br /&gt;fluidos eletro-magnéticos. Para aprofundar-se no assunto, ver as obras de&lt;br /&gt;Franz Bardon.&lt;br /&gt;Só para deixar claro, os tópicos para que um "trabalho" funcione são:&lt;br /&gt;1) vontade do operador;&lt;br /&gt;2) invocação ou evocação de alguma Entidade cuja envergadura e natureza&lt;br /&gt;do poder permita realizar o que se deseja;&lt;br /&gt;3) direcionamento da energia invocada, evocada ou criada.&lt;br /&gt;- Divinação:&lt;br /&gt;no Camdomblé, é feita utilizando-se da Geomancia. Há o Jogo da Alobaça&lt;br /&gt;(praticada com uma cebola cortada em quatro), o Jogo de Búzios (praticado&lt;br /&gt;com quatro ou dezesseis búzios da espécie "Ciprae Moneta" e seus&lt;br /&gt;semelhantes) e o Opelê-Ifá (praticado com o Opelê). Dividi-se essas práticas&lt;br /&gt;em divinações litúrgicas e profanas. O método Afro, apesar de rudimentar, é&lt;br /&gt;preciso e com ele obtem-se bons resultados. Só é necessário ater-se à&lt;br /&gt;interpretação da Geomancia Racional, descartando a interpretação clássica,&lt;br /&gt;por esta última ser insuficiente e inadequada, além de basear-se em&lt;br /&gt;parâmetros equivocados.&lt;br /&gt;- Criação de Zumbis:&lt;br /&gt;aviva-se um cadáver físico de alguém, cria-se um Elementar Artificial,&lt;br /&gt;colocando-se o mesmo "dentro" do cadáver, que então terá novamente vida,&lt;br /&gt;muito embora de forma distinta. Mas esse processo é trabalhoso, perigoso e&lt;br /&gt;de conseqüências imprevisíveis.&lt;br /&gt;- Paramentos:&lt;br /&gt;são as roupas e insígnias dos Orixás e outros, que mostram clara&lt;br /&gt;distinção dos Arquétipos aos quais se deseja vinculá-los.&lt;br /&gt;- Armas:&lt;br /&gt;vale aqui o que disse no item "paramentos".&lt;br /&gt;- Fundamentos de Ifá:&lt;br /&gt;são os fundamentos da Geomancia e da Magia Geomântica.&lt;br /&gt;- Animais:&lt;br /&gt;os Animais Sagrados são considerados Animais Votivos, e imolados em&lt;br /&gt;holocausto aos Orixás e Exus; uma deturpação do sentido verdadeiro tanto das&lt;br /&gt;correspondências das Entidades com os animais, quanto com relação a função&lt;br /&gt;dos sacrifícios animais.&lt;br /&gt;- Plantas:&lt;br /&gt;o mais importante item da cultura mágica Afro, pois as plantas são&lt;br /&gt;usadas em todos os rituais, da Iniciação aos funerais, da Magia à&lt;br /&gt;terapêutica. Há muito o que aprender sobre fitoterapia com o Camdomblé.&lt;br /&gt;- Efó:&lt;br /&gt;são os encantamentos recitados em Ioruba, que acompanham todos os&lt;br /&gt;rituais. Podem ser recitados ou cantados.&lt;br /&gt;- Evocação, Louvação:&lt;br /&gt;é o que se pratica quando se oferece algo (Ebó) à Entidade, pedindo sua&lt;br /&gt;proteção ou intervenção.&lt;br /&gt;- Invocação:&lt;br /&gt;é o que se chama "virar no santo" ou "bolar no santo". Consiste em&lt;br /&gt;"receber" a Energia do Orixá de forma passiva, deixando-se usar como&lt;br /&gt;instrumento da Entidade.&lt;br /&gt;- Talismãs:&lt;br /&gt;são os "fios de contas", "Axés" - breves -, alianças de cobre, pós&lt;br /&gt;mágicos dentro de saquinhos de tecido, entre outras coisas. A Magia&lt;br /&gt;Pantacular inesiste no Camdomblé.&lt;br /&gt;- Mangaka:&lt;br /&gt;é o bonequinho todo cravejado de pregos. Consiste simplesmente numa&lt;br /&gt;estátua animada magicamente, que contém, em seu interior, um condensador&lt;br /&gt;líquido. São cravejados nela inúmeros pregos. Quando se tira um prego, se&lt;br /&gt;condensa o desejo no mesmo, enfiando-se a seguir de volta no bonequinho.&lt;br /&gt;Assim, o Homúnculo agirá de acordo com a vontade do Mago. É originário do&lt;br /&gt;Congo, atual Zaire.&lt;br /&gt;- Música, Ritmos e Cantos:&lt;br /&gt;elementos de suma importância nos rituais Afro, aonde as emoções são&lt;br /&gt;expressadas livre e primitivamente, facilitando a atuação da Energia Evocada&lt;br /&gt;ou Invocada.&lt;br /&gt;- Consagrações:&lt;br /&gt;são práticas litúrgicas usadas sempre, em tudo. Os rituais em geral são&lt;br /&gt;simples, mas eficazes.&lt;br /&gt;- Ebós com Animais:&lt;br /&gt;são feitos com partes dos animais (intestinos, por exemplo), que&lt;br /&gt;recebem o testemunho da vítima, Condensadores Sólidos e/ou Líquidos, sendo&lt;br /&gt;posteriormente enterrados; aí, passado um tempo, o efeito se fará sentir por&lt;br /&gt;ação do Elemento Terra (por decomposição).&lt;br /&gt;Há alguns tipos de Ebós que utilizam animais vivos (sapo com a boca&lt;br /&gt;costurada, cabra, porco ou coelho com caranguejo vivo costurado dentro do&lt;br /&gt;ventre, lagartixa ou caranguejo enrolado em filó), aonde se colocam o&lt;br /&gt;testemunho da vítima junto com elementos que farão o animal sofrer lenta e&lt;br /&gt;terrível agonia; aí, o que ocorre, é que o animal (sempre) emite Ondas&lt;br /&gt;Biológicas (as Ondas utilizadas para diagnóstico e tratamento em Tele-&lt;br /&gt;Terapias, Radiestesia e Radiônica), emitindo-as, no caso, permeadas de dor e&lt;br /&gt;sofrimento terríveis. Junta-se nessa emissão de Ondas Biológicas do animal a&lt;br /&gt;Energia também de Ondas Biológicas da vítima, através de seu testemunho (o&lt;br /&gt;Testemunho liga-se a seu "dono" por meio do Raio-Testemunho, o raio que liga&lt;br /&gt;a pessoa aos seus pedaços ou imagens). Atingido o alvo, é claro que o&lt;br /&gt;resultado será desastroso.&lt;br /&gt;- Assentamentos de Odus:&lt;br /&gt;assenta-se a Energia das Figuras Geomânticas, da mesma forma que se faz&lt;br /&gt;com as outras Energias. O principal problema que se enfrenta aqui é que as&lt;br /&gt;interpretações das figuras geomânticas dentro do Camdomblé (e seus&lt;br /&gt;similares) é sempre ambíguo, tendo sempre aspectos bons e ruins. Uma&lt;br /&gt;reformulação é necessária, para desmanchar esse verdadeiro labirinto.&lt;br /&gt;Só uma dica: pode-se fazer a fixação da energia das figuras geomânticas&lt;br /&gt;por meio de um simples Pantáculo! Para que tanto trabalho?&lt;br /&gt;Sobre Pantáculos, ver a obra de Franz Bardon.&lt;br /&gt;- Magia Sexual:&lt;br /&gt;inexiste nos cultos Afro, exceto no Vudú Haitiano. Mesmo assim, está&lt;br /&gt;muito aquém de algo realmente prático e eficiente. Ver a obra "Magia&lt;br /&gt;Sexualis" de Pascal Beverly Randolph.&lt;br /&gt;- FT e FPA:&lt;br /&gt;Forças das Trevas e Forças Psíquicas Assassinas são dois conceitos&lt;br /&gt;metafísicos que definem a Energia da Magia maléfica Afro. Desse prisma,&lt;br /&gt;podem ser eliminadas pela Radiônica ou Ondas-de-Forma.&lt;br /&gt;- Boneco Vodu:&lt;br /&gt;o clássico bonequinho cheio de alfinetes é simplesmente um boneco de&lt;br /&gt;cera, madeira ou pano, com diversos elementos da vítima, que, por práticas&lt;br /&gt;ritualísticas, passa a ser um Testemunho Artificial Vivo da vítima; deve ser&lt;br /&gt;Animado Magicamente, batizado (utilizando-se da Egrégora do Batismo),&lt;br /&gt;posteriormente deixado para "Saturar de Energia" (deixado enterrado por toda&lt;br /&gt;uma lunação), o que fará com que o que for feito ao bonequinho cause algum&lt;br /&gt;efeito na vítima; daí, se espeta o boneco com alfinetes de aço, devidamente&lt;br /&gt;impregnadas com nosso desejo. E o desejado deve ocorrer, em breve. Quando se&lt;br /&gt;deseja a morte da vítima, se enterra o bonequinho, com caixão e tudo,&lt;br /&gt;reproduzindo um verdadeiro funeral (utiliza-se da Egrégora do Funeral,&lt;br /&gt;Enterro). Todas essas práticas podem ser classificadas como de&lt;br /&gt;"transplantação" ou "Magia Mumíaca". Sobre o assunto, ver a obra completa de&lt;br /&gt;Franz Bardon (em especial o capítulo VIII do "Initiation Into Hermetics" e o&lt;br /&gt;"The Practice of Magical Evocation" em sua totalidade).&lt;br /&gt;Podem ser utilizados, também, em magia benéfica, ou até mesmo em magia&lt;br /&gt;de proteção - criando-se, por exemplo, várias égides nossas, deixando-as em&lt;br /&gt;locais diversos, visando dispersar ataques mágicos desferidos contra nós.&lt;br /&gt;Sobre isso, ver os livros de Frater U.D., sobre Sigilização Mágica e Magia&lt;br /&gt;Sexual.&lt;br /&gt;- Ferros dos Assentamentos:&lt;br /&gt;usados sobre a massa do assentamento, emitem Ondas-de-Forma análogas às&lt;br /&gt;qualidades da Entidade.&lt;br /&gt;- Importância do Ovo:&lt;br /&gt;é um dos principais fundamentos da Cultura Mágica Afro, conforme disse&lt;br /&gt;antes. Só por curiosidade, o ôvo tem a capacidade de sugar Energias nocivas&lt;br /&gt;das pessoas, locais e objetos, quer seja pela colocação do mesmo junto a um&lt;br /&gt;testemunho da vítima, ou por passá-lo na própria pessoa (ou colocado no&lt;br /&gt;local) alvo da Energia nefasta. Se, após impregnado e saturada de dita&lt;br /&gt;Energia, for enterrado, o efeito da Energia some, e a mesma se dissipa nos&lt;br /&gt;Elementos. Se, porém, for atirado longe, de forma a espatifar-se, a Energia&lt;br /&gt;retorna a quem a enviou...e bem rápido!&lt;br /&gt;É importante, porém, frisar, que a Energia “sugada” pelo ovo pode,&lt;br /&gt;facilmente, passar para o operador, num instante!&lt;br /&gt;Além disso, há práticas místicas que transmutam a Energia natural do ovo em&lt;br /&gt;outra coisa; por exemplo, há uma “cantiga” que permite dar, ao ovo, a mesma&lt;br /&gt;Energia de um galo vivo! Dessa forma, ao se ofertar o ovo, se entrega à&lt;br /&gt;Entidade um galo!&lt;br /&gt;Só um alerta importante: NÃO TRABALHEM COM OVOS, sem um prévio conhecimento&lt;br /&gt;sobre o assunto.&lt;br /&gt;Estejam avisados!&lt;br /&gt;- Troca-de-Cabeça:&lt;br /&gt;é a troca da vitalidade do enfermo ou do moribundo pela energia de&lt;br /&gt;outro ser, saudável e vigoroso.&lt;br /&gt;Eu aconselho fazer-se com ovos, pedras ou plantas; no Camdomblé se faz&lt;br /&gt;com animais; há quem faça com pessoas...&lt;br /&gt;- Círculo Mágico:&lt;br /&gt;só aparece na divinação, quer seja na peneira ou no colar de contas&lt;br /&gt;(Jogo dos Búzios), ou ainda no Opón, tábua de madeira usada na divinação por&lt;br /&gt;Ifá.&lt;br /&gt;- Tarot:&lt;br /&gt;inexiste a tradição do uso de cartas para divinação ou meditação, mas&lt;br /&gt;já existe um Tarot do Voodoo de New Orleans, e um Tarot dos Orixás, da&lt;br /&gt;editora Pallas.&lt;br /&gt;- Proteção contra ataques psíquicos:&lt;br /&gt;práticas inexistentes nos Cultos Afro.&lt;br /&gt;- Espelhos Mágicos:&lt;br /&gt;existem, mas muito rudimentares, e em pequeno número; são mais comuns&lt;br /&gt;em Cuba. Ver obra de Franz Bardon e Pascal Beverly Randolph.&lt;br /&gt;- Uso de Testemunhos:&lt;br /&gt;nos Cultos Afro, se utiliza muito, para Magia a distância, algum&lt;br /&gt;Testemunho (no sentido radiestésico) da pessoa visada. Para os&lt;br /&gt;Camdomblecistas, são testemunhos válidos quaisquer sinais da pessoa (sangue,&lt;br /&gt;urina, fezes, cabelos, aparos de unhas, esperma, SECREÇÕES vaginais, saliva,&lt;br /&gt;suor), sua foto (apesar que muitos Sacerdotes do Culto não gostam muito de&lt;br /&gt;trabalhar com fotos, enquanto outros exigem fotos novas - tudo bobagem, pois&lt;br /&gt;foto é um excelente testemunho, não importa a idade nem o tamanho), a roupa&lt;br /&gt;usada e suja (em especial as roupas íntimas e as meias), fronha do&lt;br /&gt;travesseiro, sapatos, palmilhas, assinatura, e, até mesmo, a pegada da&lt;br /&gt;pessoa - a terra aonde ela pisou ou o pó do local aonde pisou - , o que eu&lt;br /&gt;acho muito arriscado para um uso sério.&lt;br /&gt;De qualquer modo, mesmo em se tratando de testemunhos válidos, a falta&lt;br /&gt;de cuidados no manuseio dos mesmos pode invalidar o ato mágico. Muito melhor&lt;br /&gt;contruir-se testemunhos artificiais do que trabalhar com um testemunho de&lt;br /&gt;valor energético duvidoso.&lt;br /&gt;Assim, podemos observar que o Camdomblé navega num mar da mais profunda&lt;br /&gt;ambiguidade.&lt;br /&gt;Enquanto suas práticas iniciáticas são decididamente shamânicas do lado&lt;br /&gt;do Iniciando ou Iniciado (ao menos durante seu período como Iaô), as mesmas&lt;br /&gt;práticas, isto é, as práticas complementares àquelas, mas realizadas pelo&lt;br /&gt;Iniciador, são claramente do nível da feitiçaria.&lt;br /&gt;Na Geomancia, rica e elaborada, com um panteão próprio (uma vez que&lt;br /&gt;todos os Odus tem suas representações antropomórficas), o método de praticála&lt;br /&gt;é sempre simplificado, utiliza-se de instrumentos primitivos sem nenhum&lt;br /&gt;significado oculto, ignora-se as fusões das figuras, que portanto são 256 ao&lt;br /&gt;invés de apenas 16; essas, por sua vez, variam quanto a natureza da energia&lt;br /&gt;a todo momento, ora significando benesses, ora o oposto - e isto a mesma&lt;br /&gt;figura! Por exemplo, tomemos a melhor figura geomântica, no domínio&lt;br /&gt;energético e sutil, "Laetitia", 1222; no Camdomblé, é o melhor Odu, "Obará",&lt;br /&gt;1222. No Camdomblé, Obará prenuncia riquezas (atribuição de Fortuna Major,&lt;br /&gt;2211), promete que seus filhos nascem pobres mas morrem ricos. Obará só tem&lt;br /&gt;um aspecto nefasto: seus filhos são os mais sujeitos a feitiços, inveja,&lt;br /&gt;olho-grande e coisas afins. Laetitia significa "alegria", simbolizada por&lt;br /&gt;uma barraca, que provê a proteção do céu. Ou a bobagem foi pura burrice, ou&lt;br /&gt;é coisa de painhos querendo faturar...&lt;br /&gt;A Geomancia Afro é mais uma forma de Astrologia Horária; como todas&lt;br /&gt;essas, não possui um "evolutivo". Somente a nossa "Nova Geomancia" a&lt;br /&gt;Geomancia Racional, possuí o "evolutivo", obtido através da rotação das&lt;br /&gt;casas, resultado do resto na operação de divisão do total de traços obtidos&lt;br /&gt;por doze (ver obra do Panisha sobre o assunto).&lt;br /&gt;Outras figuras de manifesta ambiguidade são o Odu Oxé e a figura Amissio&lt;br /&gt;(perda), 1212; como Odu, significa riqueza, mas como figura geomântica&lt;br /&gt;significa empobrecimento e, até mesmo, a morte. O Odu Oyekú, o Odu da morte&lt;br /&gt;(Oyá-Ikú), em nada corresponde a Populus, embora ambas tenham a mesma figura&lt;br /&gt;numérica, 2222. O Odu Odí é tido como o pior dos Odus, enquanto que a figura&lt;br /&gt;de Carcer é uma figura de entraves, tendo seu aspecto bom na casa 12&lt;br /&gt;(entrava os acidentes, obstáculos e doenças), e algumas vezes bom na casa 8&lt;br /&gt;(entrava as mudanças, mas também a morte). Isso só para começar. Mas basta&lt;br /&gt;de Geomancia.&lt;br /&gt;O Camdomblé possuí um dos mais belos e ricos panteãos de Deuses jamais&lt;br /&gt;conhecidos, embora muitos aspectos de relevância tenham se perdido ao longo&lt;br /&gt;do tempo. E com a ausência desses elementos fica muito complicado encontrar&lt;br /&gt;as corretas atribuições com Deuses de outros panteãos, bem como com a Árvore&lt;br /&gt;da Vida. Aspectos relativos a sexualidade, tão patentes entre os Deuses da&lt;br /&gt;Índia, são praticamente ausentes entre os Deuses Afro, ou, quando presentes,&lt;br /&gt;seus dados são por demais perfunctórios, tornando sua utilização mágica&lt;br /&gt;muito arriscada. Creio que o resgate do "elo perdido" é necessitado com&lt;br /&gt;urgência.&lt;br /&gt;Como se não bastasse o que relatei acima, temos, no Camdomblé,&lt;br /&gt;práticas mágicas do nível da feitiçaria, com alguns poucos toques de&lt;br /&gt;shamanismo. Curioso é que muitos praticantes do Camdomblé creem que, para&lt;br /&gt;que a Magia funcione, é necessário ter-se o auxílio de um "parceiro astral",&lt;br /&gt;um Exu ou um Egum, devidamente assentado, com todos os Ossé (tratamentos e&lt;br /&gt;obrigações) em dia (portanto, potencializado). Quer dizer, o Exu (ou o Egum)&lt;br /&gt;deve existir tanto no plano físico, através do assentamento (ver Evocação ao&lt;br /&gt;nível da Feitiçaria), como nos planos sutis, pela manutenção da imagem&lt;br /&gt;mental da entidade (ver Evocação ao nível do Shamanismo).&lt;br /&gt;E, para encerrar com "Chave-de-Ouro" o assunto, uma verdadeira&lt;br /&gt;barbaridade, prova cabal da profunda ignorância daqueles que se dizem&lt;br /&gt;detentores dos Fundamentos do Culto: definem os Orixás como sendo&lt;br /&gt;Elementais! Seria bom que essas pessoas estudassem um pouco de Mitologia,&lt;br /&gt;Arquétipos, Egrégoras e Elementais, para saírem do poço de ignorância que&lt;br /&gt;está destruindo o último Culto Vivo aos Deuses Internos do Homem, o&lt;br /&gt;Camdomblé!&lt;br /&gt;Trocando em miúdos, na Umbanda e na Quimbanda, se pratica e Invocação&lt;br /&gt;Mágica (a qual se chama de Incorporação), e a Evocação Mágica - quando se&lt;br /&gt;busca, pelas oferendas compostas de velas coloridas, bebidas, charutos e&lt;br /&gt;outras coisas, criar uma atmosfera propícia à manifestação da Entidade - ,&lt;br /&gt;quando então se pede à Entidade o que se deseja.&lt;br /&gt;Já as oferendas no Candomblé - Ebós - tem dois aspectos distintos, o&lt;br /&gt;primeiro sendo a criação de uma atmosfera propícia à manifestação da&lt;br /&gt;Entidade, e o segundo a criação de Elementares, para a execução de operações&lt;br /&gt;mágicas. Nada, aliás, que não se consiga repetir por outras dezenas de&lt;br /&gt;métodos mais simples, práticos e baratos - o que, porém, não invalida a&lt;br /&gt;tradição. Praticar o Camdomblé com artigos importados da África ou da&lt;br /&gt;Nigéria é tão absurdo quanto importar gêlo das geleiras dos polos ou neve da&lt;br /&gt;América do Norte ou Europa para realizar rituais da Wicca adequados ao&lt;br /&gt;inverno...&lt;br /&gt;É lamentável constatar que o Candomblé, religião Thelêmica, Sistema de&lt;br /&gt;Magia antes de tudo Pragmático, foi transformado num culto vazio, pobre,&lt;br /&gt;custoso e dominado por pessoas ignorantes, inescrupulosas e mercantilistas.&lt;br /&gt;****************************************************************************&lt;br /&gt;"CAMPO DE ATUAÇÃO, CORES VOTIVAS E SAUDAÇÕES AOS ORIXÁS"&lt;br /&gt;OXALÁ: paz, harmonia, longevidade, velhice, vitória;&lt;br /&gt;- "XEU EU BABÁ!" (para o Velho - OXALUFÃ)&lt;br /&gt;- “ÊPA BABÁ!" (para o Moço - OXAGUIÃ, e outras qualidades)&lt;br /&gt;&gt; branco, algumas vezes branco e azul;&lt;br /&gt;XANGÔ: justiça, conquista, vitória, amor, sexo, lar, trabalho, riqueza;&lt;br /&gt;- "OXÉ CAÔ CABIECILE!"&lt;br /&gt;&gt; branco e vermelho, algumas vezes só vermelho;&lt;br /&gt;XANGÔ AFONJÁ: ídem Xangô.&lt;br /&gt;&gt; branco e vermelho;&lt;br /&gt;XANGÔ AYRÁ: ídem Xangô, além de intelectualidade.&lt;br /&gt;&gt; branco, algumas vezes branco e vermelho;&lt;br /&gt;XANGÔ AGANJÚ: ídem Xangô.&lt;br /&gt;&gt; marrom e vermelho;&lt;br /&gt;OGUM: guerra, vitória, trabalhos manuais, habilidades;&lt;br /&gt;- "OGUNHÊ PATACURÍ!"&lt;br /&gt;&gt; azul-escuro, azulão;&lt;br /&gt;ABALUAIÊ: saúde, doenças, morte;&lt;br /&gt;- "AJUBERÚ, ATÔTÔ!"&lt;br /&gt;&gt; branco e preto, preto e vermelho, preto e amarelo, branco-preto-vermelho;&lt;br /&gt;OXUMARÉ: riqueza, boa sorte;&lt;br /&gt;- "ARRÔBÔBÔI!"&lt;br /&gt;&gt; preto e amarelo;&lt;br /&gt;EXÚ, BÁRA, ELEGBARÁ, LEGBÁ, BOMBOMGIRA: tudo;&lt;br /&gt;- "LARÔIÊ EXÚ, EXÚ É MOJIBÁ!"&lt;br /&gt;&gt; preto, vermelho, branco e roxo, algumas vezes preto e vermelho, ou branco;&lt;br /&gt;ERÊ: alegria, paz, harmonia, infância;&lt;br /&gt;- "ERÊ-MIM!"&lt;br /&gt;&gt; azul-claro, ou rosa-claro, ou branco, ou dourado, ou verde-claro;&lt;br /&gt;OXÓSSI: caça, amor, fartura, agricultura;&lt;br /&gt;- "OKÊ ARÔ!"&lt;br /&gt;&gt; azul-claro;&lt;br /&gt;NANÃ: morte, saúde, longevidade;&lt;br /&gt;- "SALÚBA, NÂN!"&lt;br /&gt;&gt; roxo e branco, algumas vezes só branco;&lt;br /&gt;OXUM: amor, sexo, boa sorte, riqueza, prosperidade;&lt;br /&gt;- "ÓRÁIÊIÊO!"&lt;br /&gt;&gt; dourado, algumas vezes dourado e branco;&lt;br /&gt;IEMANJÁ: harmonia, paz, lar, prosperidade, fartura;&lt;br /&gt;- "ÔDÔIÁ!"&lt;br /&gt;&gt; branco ou incolor, algumas vezes azul-claro, outras azul e branco;&lt;br /&gt;OBÁ: justiça, amor;&lt;br /&gt;- "ÔBÁ XIRÊE!"&lt;br /&gt;&gt; vermelho, algumas vezes coral;&lt;br /&gt;OYÁ: sexo, amor, guerra, os mortos;&lt;br /&gt;- "ÊPARRÊI!"&lt;br /&gt;&gt; coral, algumas vezes vermelho, outras vermelho e coral, ou coral e branco;&lt;br /&gt;IRÔCO: hemorragias;&lt;br /&gt;- "IRÔDEGÍ!"&lt;br /&gt;&gt; cinza;&lt;br /&gt;YEWÁ: visão, vidência;&lt;br /&gt;- "RIRÓ!"&lt;br /&gt;&gt; amarelo e vermelho;&lt;br /&gt;OSSÃE: ervas, saúde, medicina, alquimia, magia;&lt;br /&gt;- "EUEU ASSA!"&lt;br /&gt;&gt; branco e verde;&lt;br /&gt;TEMPO: o tempo, as forças da natureza;&lt;br /&gt;- "ZÁRA, TEMPO!"&lt;br /&gt;&gt; amarelo e vermelho;&lt;br /&gt;LOGUM-EDÉ: amor, sexo, caça;&lt;br /&gt;- "LÓSSI, LÓSSI, LOGUM!"&lt;br /&gt;&gt; azul-claro e dourado;&lt;br /&gt;IFÁ: destino, futuro, segredos;&lt;br /&gt;- "ODÚDÚA DÁDÁ ÔRÚMILÁ - AXÉ IFÁ!"&lt;br /&gt;&gt; verde e amarelo;&lt;br /&gt;YIÁ-MÍ-OXORONGÁ: magia-negra;&lt;br /&gt;- "AXÉ!"&lt;br /&gt;&gt; preto;&lt;br /&gt;AJÊ: riqueza, fartura, prosperidade;&lt;br /&gt;- "AXÉ!"&lt;br /&gt;&gt; dourado e prateado;&lt;br /&gt;EXÚ DE QUIMBANDA/POMBA-GIRA DE QUIMBANDA: tudo;&lt;br /&gt;- "LARÔIÊ!"&lt;br /&gt;􀂾 preto e vermelho, algumas vezes preto-branco-vermelho;&lt;br /&gt;NOME DE:&lt;br /&gt;ORIXÁ (ALAKETU) VODUM (GÊGE) INKICE (ANGOLA)&lt;br /&gt;OXALÁ OLISASSA LEMBA-DI-LÊ&lt;br /&gt;XANGÔ SOBÔ, BADÊ ZAZE&lt;br /&gt;OGUM GU ROXIMOCUMBI&lt;br /&gt;IBÊJE ERÊ VUNJI&lt;br /&gt;EXÚ BÁRA, ELEGBARA, LEGBÁ BOMBOMGIRA&lt;br /&gt;OMOLÚ, OMULÚ {XAPANÃ, SAPATÁ, AZOANÍ, KIKONGO, CAJANJÁ&lt;br /&gt;{BABALUAIÊ, INTÔTO&lt;br /&gt;OXUMARÉ, OXUMARÊ {BESSÉM, ABESSÉM, SIMBÍ, {ANGOROMÉIA,&lt;br /&gt;{DAMBALAH, SOBOADÃ {ANGORÔ&lt;br /&gt;OXÓSSI, ODÉ ODÉ, AGUÊ KIBUCOMOTOLOMBO&lt;br /&gt;{NANÃ, NANÃ BURUKÚ, TABOSSI RADIALONGA&lt;br /&gt;{ANÃBURUKÚ&lt;br /&gt;OXUM AZIRÍ KISSIMBÍ&lt;br /&gt;{IEMANJÁ, YEMONJÁ, INAÊ, MARBÔ {JANAÍNA, MUCUNÃ,&lt;br /&gt;{YIÊMÔNDJÁ {KAIALA, KIANDA,&lt;br /&gt;{OLOXUM&lt;br /&gt;YANSÃ OYÁ KAIONGO&lt;br /&gt;TEMPO TEMPO KATENDE&lt;br /&gt;IRÔCO LÔCO LÔCO&lt;br /&gt;IFÁ FÁ IFÁ&lt;br /&gt;YEWÁ YEWÁ YEWÁ&lt;br /&gt;YIÁ-MÍ-OXORONGÁ AJÉ, ADJÉ, OXÔ ADJÉ&lt;br /&gt;AJÊ, ADJÊ ADJÊ-XALÚGA AJÊ&lt;br /&gt;“OS ARCANOS MAIORES DO TAROT E OS ORIXÁS”&lt;br /&gt;ARCANO ORIXÁ&lt;br /&gt;0 O LOUCO IAÔ - O INICIANDO&lt;br /&gt;I O MAGO OSSAIN&lt;br /&gt;II A GRÃ-SACERDOTISA NANÃ&lt;br /&gt;III A IMPERATRIZ IEMANJÁ&lt;br /&gt;IV O IMPERADOR XANGÔ&lt;br /&gt;V O PAPA/O HIEROFANTE OXALÁ&lt;br /&gt;VI OS NAMORADOS OXÓSSI&lt;br /&gt;VII O CARRO OGUM&lt;br /&gt;VIII A JUSTIÇA OBÁ&lt;br /&gt;IX O HEREMITA/O HERMITÃO OMOLU&lt;br /&gt;X A RODA DA FORTUNA IFÁ&lt;br /&gt;XI A FORÇA OYÁ&lt;br /&gt;XII O PENDURADO/O ENFORCADO LOGUM-EDÉ&lt;br /&gt;XIII A MORTE ÉGUM&lt;br /&gt;XIV A TEMPERANÇA OXUMARÊ&lt;br /&gt;XV O DIABO EXÚ&lt;br /&gt;XVI A TORRE TEMPO&lt;br /&gt;XVII A ESTRELA OXUM&lt;br /&gt;XVIII A LUA YEWÁ&lt;br /&gt;XIX O SOL IBEJI&lt;br /&gt;XX O RENASCIMENTO/O JUÍZO BABÁ-ÉGUM&lt;br /&gt;XXI O MUNDO O ÔVO CÓSMICO DE DAMBALLAH E AYIDA&lt;br /&gt;“OS ODÚS E O JOGO DOS BÚZIOS”&lt;br /&gt;- jogo com dezesseis búzios - “merindilogum” -&lt;br /&gt;nº de * figura * nome em * nome em&lt;br /&gt;búzios * geomântica * latim * yoruba&lt;br /&gt;“abertos” * * *&lt;br /&gt;0 * nenhuma * nenhum * Opira&lt;br /&gt;1 * 1111 * Via * Ogbé ou Ejí-Onile&lt;br /&gt;2 * 1112 * Cauda Draconis * Ogundá&lt;br /&gt;3 * 1121 * Puer * Iretê ou Mejioco&lt;br /&gt;4 * 1122 * Fortuna Minor * Irossum&lt;br /&gt;5 * 1211 * Puela * Oturá ou Ejí-Oligbon&lt;br /&gt;6 * 1212 * Amissio * Oxé&lt;br /&gt;7 * 1221 * Carcer * Odí&lt;br /&gt;8 * 1222 * Laetitia * Obará&lt;br /&gt;9 * 2111 * Caput Draconis * Ossá&lt;br /&gt;10 * 2112 * Conjunctio * Iwóri ou Obetegundá&lt;br /&gt;11 * 2121 * Aquisitio * Ofum&lt;br /&gt;12 * 2122 * Albus * Iká&lt;br /&gt;13 * 2211 * Fortuna Major * Owanrin&lt;br /&gt;14 * 2212 * Rubeus * Eji-Laxeborá ou Oturupon&lt;br /&gt;15 * 2221 * Tristitia * Okaran&lt;br /&gt;16 * 2222 * Populus * Aláfia ou Oyekú&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-115116390590805443?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/115116390590805443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=115116390590805443' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115116390590805443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115116390590805443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2006/06/livro-on-line-gnose-afro-americana-e-o.html' title='LIVRO ON LINE: &quot;A GNOSE AFRO-AMERICANA E O CANDOMBLÉ GNÓSTICO&quot;'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30202605.post-115116278015014998</id><published>2006-06-24T12:03:00.000-03:00</published><updated>2006-06-24T12:26:20.180-03:00</updated><title type='text'>A MULHER NO TAMBOR DE MINA (*)</title><content type='html'>Mundicarmo Maria Rocha Ferretti (**)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise da posição e representação da mulher e das entidades espirituais femininas no Tambor de Mina do Maranhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância da mulher na religião afro-brasileira tem sido afirmada e demonstrada por muitos pesquisadores, mas há uma carência de estudos sobre a representação do feminino nas diversas manifestações da religião afro-brasileira: Candomblé, Umbanda, Batuque, Xangô, Tambor de Mina e outras. Neste trabalho pretendemos examinar a posição da mulher e das entidades espirituais femininas no Tambor de Mina do Maranhão e fazer uma análise de alguns rituais realizados em terreiros de São Luís, para entidades femininas, procurando ver como a mulher (ou o feminino) é representada naqueles rituais(1). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A MULHER NO TAMBOR DE MINA DO MARANHÃO&lt;br /&gt;No Tambor de Mina - manifestação da religião afro-brasileira típica do Maranhão e predominante no Norte do Brasil - a mulher é maioria, tanto como médium de incorporação quanto na chefia dos terreiros. Esta posição, apesar de maior nos terreiros antigos (que vêm do século passado) é também observada em terreiros mais novos, onde a Mina costuma coexistir com outros sistemas religiosos como: Cura ou Pajelança, Mesa Branca (kardecista), Umbanda e o Candomblé. &lt;br /&gt;Em São Luís, nos terreiros mais antigos, homem não costuma entrar em transe e, quando recebe uma entidade espiritual, não dança tambor. Por essa razão, nunca assume a chefia do terreiro, o que justifica a afirmação da existência de um matriarcado no Tambor de Mina. Embora tenha havido no Maranhão, no século passado e no início do nosso século, alguns pais-de-santo que prepararam mães de terreiros importantes, só as mulheres são lembradas como "pilares" do Tambor de Mina - é difícil alguém contar a história da Mina sem lembrar os nomes de: Andresa, da Casa das Minas, Dudu, da Casa de Nagô, Anastácia, do Terreiro da Turquia, Vó Severa, Nhá Alice, Maximiana e de tantas outras mães-de-santo. &lt;br /&gt;A partir dos anos cinqüenta, houve, em São Luís, uma proliferação de terreiros abertos por homens (geralmente já integrados no campo religioso afro-maranhense, como curador/ pajé), mas, mesmo nos terreiros abertos por eles, a mulher tem maioria e ocupa posições de destaque. Embora não seja ali a mãe-de-santo, é, geralmente, a guia ou mãe-pequena e a contra-guia (a segunda e terceira pessoa da casa). Na Casa Fanti-Ashanti (terreiro aberto em 1958 por Pai Euclides, já conhecido como curador, e que introduziu ali, em 1980, o Candomblé), todas as posições hierárquicas logo abaixo do pai-de-santo são ocupadas por mulheres e, quando realizamos ali nosso trabalho de campo (1984-1987), 90% dos participantes dos toques de Mina e 80% dos participantes do Candomblé eram do sexo feminino (FERRETTI,M.R., 1993). &lt;br /&gt;A posição das entidades espirituais femininas nos terreiros de Mina da capital maranhense parece, no entanto, inferior à das masculinas, sejam elas vodum, orixá, gentil (nobre associado a orixá) ou caboclo. Além delas serem numericamente inferiores e de, geralmente, permanecerem "em terra" por menos tempo que as masculinas, as entidades femininas não são recebidas em todos os rituais, e poucas são "donas" de terreiro ou da cabeça dos filhos-de-santo. Na Mina, a maioria das entidades espirituais recebidas como "donas da cabeça" ou guia-chefe (seu representante na linha de caboclo), pertence ao sexo masculino e, raramente, um terreiro tem como chefe espiritual uma entidade feminina. Embora o nome dos terreiros nem sempre reflita suas crenças e valores atuais, parece significativo que, num levantamento de terreiros maranhenses realizado por Maria do Rosário e Manuel Santos (SANTOS e SANTOS NETO, 1989), enquanto 60% dos terreiros de Mina da capital eram dirigidos por mães-de-santo, menos de 20% dos que têm nome de santo ou de entidade espiritual tinham nomes femininos (Iemanjá, Rainha Rosa, Chica Baiana, Maria Bogi, Cabocla Ita, Nossa Senhora da Guia, Santa Bárbara). &lt;br /&gt;Na Casa das Minas-Jeje (terreiro considerado o mais antigo do Maranhão), embora o transe com vodum feminino tenha a mesma duração e ocorra nos mesmos rituais em que ocorre o das entidades masculinas, atualmente, só Abê está sendo recebida, o que significa que, atualmente, mais de 90% das vodunsis da casa entram em transe com vodum masculino (Dossu, Lepon, Averequete, Jotim, e outros). No passado, no entanto, eram também recebidas ali, pelas vodunsis-gonjai (com iniciação completa) as tobôssis - entidades femininas infantis (meninas) que, embora não fossem "donas da cabeça", eram recebidas, com orgulho, fora do "toque", nas festas e obrigações grandes. &lt;br /&gt;Na Casa de Nagô (fundada por africanas, no século passado, como a Casa das Minas-Jeje, onde se recebem orixás, voduns, gentis e caboclos) embora não haja uma festa ou ritual só para entidades femininas, elas são incorporadas, principalmente, na festa de Santa Bárbara e na Bancada (ritual realizado na quarta-feira de cinzas, onde há grande distribuição de doces e frutas, de que nos ocuparemos mais adiante, neste trabalho). Na Casa de Nagô, embora as entidades femininas e os gentis participem dos toques, nunca ficam "em terra" até o encerramento dos rituais. Depois de algum tempo, costumam "dar passagem" a uma entidade masculina e cabocla, prática também observada em outros terreiros. &lt;br /&gt;Em diversos terreiros de São Luís, costuma ocorrer uma festa só para entidades femininas, freqüentemente denominadas tobôssas, realizada, geralmente, no aniversário da "senhora" do pai ou mãe-de-santo, ou no dia de uma santa do catolicismo a ela associada: Santana (associada a Vó Missã ou Nanã), Santa Bárbara (a Maria Bárbara Soeira, a Iansã e outras), Nossa Senhora da Conceição (a Mãe Maria e a Iemanjá), Santa Luzia (a linha de princesas da Cura/Pajelança), e outras. Nestes terreiros, as festas e os rituais para as tobôssas são, geralmente, muito dispendiosos, pois envolvem luxo, delicadeza e sofisticação - "coisas finas", de classe alta, e distribuição de alimentos. Entre estes rituais, merecem destaque: a Bancada e o Tambor das tobôssas, realizados em muitos terreiros de Mina da capital, onde o feminino e o infantil estão muito associados.&lt;br /&gt;3. BANCADA E TAMBOR DAS TOBÔSSAS ("SENHORAS") (2) &lt;br /&gt;O termo Bancada designa, no Tambor de Mina, rituais realizados na Casa das Minas-Jeje, na Casa de Nagô (terreiros de São Luís fundados por africanos) e em terreiros nelas inspirados, na quarta-feira de cinzas, onde há grande distribuição de frutas, doces, bebidas, pipocas e outros alimentos, a pessoas ligadas à religião ou ao pessoal a ela devotado. Estes alimentos, antes de serem distribuídos, permanecem por várias horas no quarto de santo e sua preparação envolve a observância de muitos preceitos. Na Mina-Jeje, a distribuição é feita pelas filhas-de-santo em transe com voduns masculinos ou femininos e inclui, obrigatoriamente, pipoca, "azogri" - farinha de milho torrado misturada com açúcar, coco e feijão torrados (FERRETTI,S.F., 1985 e 1991). Na Casa de Nagô, a Bancada é realizada pelas filhas-de-santo incorporadas com entidade espiritual feminina (adulta ou menina, como a Princesa Mira e Diana) ou com entidade masculina (vodum, como Xapanã, gentil, como Dom João, e caboclo, como Tabajara). &lt;br /&gt;Em outros terreiros de São Luís, a Bancada costuma ser realizada apenas com entidades femininas, de preferência com as nobres (rainhas e princesas) e, embora possa ocorrer na quarta-feira de cinzas, realiza-se mais freqüentemente: 1) no primeiro dia do ano (quando muitos terreiros no Brasil festejam Iemanjá); 2) no dia 31 de maio ou em outra data de festejo de Nossa Senhora no calendário católico, como 8 de dezembro (festa de N. Sra. da Conceição, associada por uns a Iemanjá e por outros a Mãe Maria, e a Oxum); 3) em festa de santa do catolicismo (Bárbara, Luzia, Rosa de Lima e outras). Nestes terreiros a Bancada é realizada, preferentemente, no aniversário da principal entidade feminina da casa (geralmente, a "senhora" do pai ou da mãe-de-santo), quando se rende também homenagem às "senhoras" das filhas-de-santo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.1. Bancada na casa de Santana (São Luís/MA - zona rural)&lt;br /&gt;Na casa de Santana, a Bancada é realizada no aniversário de Rainha Madalena, no dia 31 de maio. Mas, no dia 12 de dezembro de 1993, realizou-se ali uma Bancada para a "senhora" de Dona Nenem - filha-de-santo de um terreiro já desaparecido (de Mãe Irinéia), que está "encostada" ali desde 1969(3). Dona Nenem trabalha na Coliseu, empresa encarregada da limpeza urbana de São Luís, e zela pelo Terreiro da Turquia com Pai Euclides (da Casa Fanti-Ashanti) - que assumiu a chefia la casa após o falecimento de sua fundadora. Embora Pai Euclides e Dona Nenem não sejam filhos da Turquia são ligados a ele por receberem encantados da família do Rei da Turquia - seu chefe espiritual. &lt;br /&gt;Santana é uma das muitas mães e pais-de-santo de São Luís que não se definem como Umbanda e que continuam resistindo ao fascínio do Candomblé, embora não tenham vinculação com as centenárias casas das Minas e de Nagô, e tenham iniciado sua carreira como "curador" (na linha de Cura/ Pajelança). Apesar de ter, há muito, se tornado "mineira", continua realizando festas e rituais de Cura/Pajelança. Como outros pais-de-santo de São Luís que começaram a trabalhar como curador, realiza também, em sua residência, sessões de "mesa-branca" (presidida por pessoa a ela ligada) e, no sítio, onde fica sediado seu terreiro, a tradicional festa do Espírito Santo. Além de muito conhecida em São Luís como mãe-de-santo e "curadeira", é muito procurada como bordadeira. Santana passa muitas horas do dia e da noite na máquina de costura bordando, em "Richelieu", as toalhas usadas na guma (barracão) por pessoas de sua casa e de muitos outros terreiros da capital e do interior do Maranhão(4). &lt;br /&gt;Segundo informação de Santana (mãe-de-santo), a "senhora" de Dona Nenem, que nunca "arreara" na Mina, veio nela na Casa Fanti-Ashanti, quando assistia a um candomblé. Como ela não gosta muito de Candomblé, resolveu dar sua obrigação na Mina, no terreiro onde é "encostada". Escolheu para madrinha Dona Celeste, da Casa das Minas-Jeje, de quem é muito amiga e que se responsabilizou pelo bolo confeitado e pelas lembranças distribuídas aos convidados (uma cestinha de flores). Para diferençar aquela Bancada da que é realizada ali no mês de maio, na festa de Rainha Madalena, com todas as dançantes usando saia de mesma cor, as participantes usaram saias diferentes. &lt;br /&gt;Encontravam-se no terreiro, além do pessoal da casa, seus familiares e amigos, muitos vizinhos (moradores do bairro - alguns como convidados e outros atraídos pelo movimento da casa). Havia também na assistência pessoas de vários terreiros: da Casa das Minas, do terreiro de Mãe Elzita (membro do INTECAB, como Dona Nenem, muito amiga de Dona Celeste - sua presidente), terreiro de Adelmo (pai-de-santo muito ligado a Santana, que também sentou naquela Bancada para "arreada" de sua "senhora"). Naquela mesma data (véspera da festa de Santa Luzia) realizou-se, na Casa Fanti-Ashanti, o Baião - baile de sanfona, com pandeiro e instrumentos de corda, participado por entidades femininas da linha Cura"/ Pajelança - princesas e caboclas, descrito por nós em outro trabalho (FERRETTI, M.R. 1991 e 1993:359). &lt;br /&gt;A "senhora" de Dona Nenem é Rainha Dina, também conhecida na Mina por Fina Jóia, esposa de Dom João. Foi ela quem determinou tudo na Bancada, com grande antecedência. Santana, como era de se esperar, sentou com Rainha Madalena. Didi (dançante do terreiro da Turquia, também encostada naquela casa), com Menina do Maracujá, Sulica com Flor de Lys, Concita (guia da casa) com Princesa Flora, Adelmo (pai-de-santo visitante) com Moça Laura, Alice com Borboletinha, uma dançante da casa, com Linda, e duas outras com encantadas cujo nome não chegou ao nosso conhecimento. &lt;br /&gt;Não sendo filha da casa, observamos apenas a parte pública do ritual, realizada no barracão. À tarde, quando chegamos, os tambores (abatás e mata) estavam no salão, e o altar já estava enfeitado, podendo ser visto entre as santos as imagens de: Santa Luzia, São João e São Sebastião. Encontramos a casa cheia de crianças, cada uma com uma sacola de plástico na mão, prontas para receber os alimentos que lhes seriam ofertados na Bancada. A mesa começou a ser armada depois da nossa chegada. Primeiro o chão foi forrado com esteiras cobertas por toalhas brancas e bordadas. Depois, foram trazidos para o salão, em tabuleiros, bacias, travessas, tigelas e pratos: frutas, batata doce, amendoim, pipoca, bolos, cocada, mariola, balas, chocolates, biscoitos e outros alimentos. Em seguida, foram trazidas para o salão, pelas auxiliares, as garrafas de refrigerante, licor, refresco e de outras bebidas não alcoólicas. Depois de armada, a mesa foi enfeitada com vasos de flores e, em torno dela, foram colocadas cadeiras forradas de renda (para as encantadas) e banquinhos (para as mulheres que iam ajudá-las na distribuição dos alimentos)(5). &lt;br /&gt;As filhas-de-santo receberam as encantadas antes de virem para o barracão, longe dos olhos da assistência. Depois de incorporadas, vieram para uma sala que fica antes dele, onde permaneceram em pé ou sentadas, por algum tempo, quase em silêncio. Em seguida, foram para o salão, onde sentaram em cadeiras que lembravam os tronos que são armados nos terreiros de São Luís, para o Império, na festa do Espírito Santo. Mais da metade destas cadeiras estavam sendo ocupadas ou guardadas por bonecas (geralmente grandes e louras). Observamos que, quando as tobôssas sentaram no "trono", algumas (como Rainha Madalena) colocaram a boneca em pé, ao lado dele e outras ficaram com ela no colo, mas nenhuma brincou com ela. Esta relação, que é idêntica à da Princesa Doralice (Troirinha) e sua boneca, na Cura/ Pajelança da casa de Mãe Elzita, contrasta com a dos erês com sua boneca, no Candomblé da Casa Fanti-Ashanti. &lt;br /&gt;As tobôssas estavam ricamente vestidas e várias traziam uma manta de miçangas coloridas, no estilo das que eram usadas na Casa das Minas-Jeje pelas tobôssis (entidades femininas infantis - meninas), além do capote de seda ou de renda colocado sobre a blusa em um dos ombros (no estilo das usadas na Casa Fanti-Ashanti pelas princesas no Baião) e que poderia ser um substituto do "pano da Costa", usado no Maranhão na Casa das Minas-Jeje, na festa de pagamento. Para marcar a diferença entre aquela Bancada e a realizada, em maio, para Rainha Madalena, as saias das tobôssas eram de cores diferentes e duas delas tinham saia estampada (Fina Jóia, de Dona Nenem, e Flor de Lys, de Sulica). Adelmo usou calça e túnica de cetim branco e, sobre esta, manta de miçangas verdes. &lt;br /&gt;No salão, as tobôssas sentaram com suas serventes (moças ou senhoras), próximo aos alimentos que iam distribuir. Na mesa, em frente a cada uma delas, havia um bolo confeitado que, apesar de nunca ser dividido no salão, é sempre colocado na Bancada(6)&lt;br /&gt;A distribuição de alimentos começou pelas crianças, que iam passando, em fila, com suas sacolas, por cada tobôssa. Ao contrário do que ocorre nas festas de Cosme e Damião e do Espírito Santo, a distribuição realizada na Bancada nunca é eqüitativa (umas pessoas sempre recebem muito mais do que outras), o que é considerado normal, uma vez que decorre de preferências das encantadas e não das filhas-de-santo. Cada pessoa deveria entrar na fila só uma vez, mas algumas crianças e adultos entraram mais de uma vez, o que foi objeto de falatório, mas não foi impedido por ninguém. É possível que alguma delas estivesse substituindo pessoas que não se encontravam ali ou que não podiam ir para a fila. &lt;br /&gt;Como estávamos fotografando, vez por outra uma encantada ou um parente das filhas-de-santo que participavam do ritual, nos solicitava uma foto. Terminada a distribuição e retirados da "mesa" os bolos confeitados, as encantadas deixaram o salão e sentaram, com suas bonecas, na sala onde sentaram antes, aguardando o início do "toque". Enquanto isso, suas auxiliares dividiam o bolo confeitado e as lembranças da festa entre pessoas escolhidas pelas encantadas. Observando que três delas não tinham bonecas (a de Adelmo e a de duas dançantes) e indagando sobre o motivo desta diferença, fomos informados por uma pessoa da casa que "só as princesas dançavam com bonecas". Em outra ocasião, Adelmo nos esclareceu que, em sua casa, as tobôssas não levavam boneca para o barracão porque ele "achava feio gente grande com boneca".&lt;br /&gt;Logo que a mesa foi desfeita, uma equipe providenciou a limpeza do local, para que o "toque" pudesse ser iniciado, pois, apesar das "senhoras" gostarem de dançar, nunca ficam incorporadas até "altas horas" da noite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.2. Tambor das tobôssas na casa de Santana (12/12/1993)&lt;br /&gt;No dia 12/12/1993, após a Bancada da "senhora" de Dona Nenem, descrita anteriormente, foi realizado um toque de tambor na casa de Santana. O ritual não começou com "Ibarabô", canto de abertura da Mina-nagô para Legba ou Exu, e sim com uma saudação ao terreiro, prática muito adotada em casas abertas por curador:&lt;br /&gt;"Salvar, salvar, terreiro novo de meu pai"&lt;br /&gt;Como de costume, dançou-se as primeiras músicas indo e vindo em direção aos tambores. Depois, o grupo fez uma roda, e, em seguida ficou alternando esses dois movimentos básicos de acordo com a "doutrina" que ia sendo "puxada". Após serem cantadas as "doutrinas" obrigatórias, cada encantada "puxou" pelo menos uma "doutrina" falando de si ou reverenciando os donos da casa ou entidade espiritual de sua família. A dança delas era lenta, desanimada e sem rodadas - muito diferente da apresentada pelas encantadas do Baião que estava sendo realizado, naquele momento, na Casa Fanti-Ashanti (geralmente, caboclas e mais ligadas à linha de Cura/Pajelança). As tobôssas quase não olhavam para a assistência. Apesar de muitas cantarem com "voz de criança mimada", nenhuma veio para o barracão com sua boneca. &lt;br /&gt;Durante o toque, Rainha Dina tinha as mãos sempre cobertas pelo capote ou enroladas na "pana" - lenço grande de cetim, usado principalmente em terreiros de curadores e no Tambor da Mata (linha de Codó - estilo do interior do Maranhão). Este procedimento foi também por nós observado em 1993, no terreiro de Pai Jorge Itaci, em "toques" para tobôssas. Depois de dançarem por algum tempo, as tobôssas "deram passagem" aos caboclos, que ficaram incorporados nas filhas-de-santo que as receberam até o encerramento do ritual ou até se esvaziar a última garrafa de bebida comprada para a festa (como acontece com Seu Beberrão, "caboclo farrista" de Santana, e com muitos encantados da Turquia). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. ENTIDADES ESPIRITUAIS FEMININAS NO TAMBOR DE MINA DO MARANHÃO: TOBÔSSIS E SENHORAS&lt;br /&gt;A importância das entidades espirituais femininas no Tambor de Mina é uma questão complexa. Sendo em número menor que as masculinas, recebidas com menor frequência e permanecendo "em terra" por menos tempo, parecem ter uma importância menor. No entanto, são recebidas com orgulho pelos "mineiros" e para elas são realizadas obrigações dispendiosas, festas e rituais especiais, que atraem para o terreiro pessoas de todas as idades e muitas crianças. E, na Mina-Jeje, existe um culto especial para entidades femininas infantis, as tobôssis (meninas), que, apesar de ter chamado a atenção de muitos pesquisadores, está longe de ser compreendido(7). &lt;br /&gt;Mas, se as entidades femininas têm uma presença tão grande na Mina por que são tão ausentes no barracão (espaço ritual onde são realizados os toques de Mina) e por que raramente são "donas da cabeça" ou dos terreiros?!... Observações realizadas em São Luís tem nos levado à conclusão que as entidades espirituais femininas raramente são donas de terreiro ou "da cabeça" dos filhos-de-santo, são minoritárias no barracão, e permanecem "em terra" por menos tempo do que as masculinas, não por serem menos importantes, mas, porque são femininas. &lt;br /&gt;Indagando certa vez a Pai Euclides, da Casa Fanti-Ashanti, por que o Baião (ritual da linha de Cura/Pajelança para entidades femininas) termina mais cedo do que os toques de Mina e porque as encantadas recebidas nele não vêm com maior frequência, obtivemos a seguinte explicação: "no Baião vêm moças de categoria alta, moça volta cedo para casa e não anda saindo todo dia"... &lt;br /&gt;Apesar da mulher ter na Mina uma posição muito elevada, a análise de rituais realizados para entidades espirituais femininas recebidas como "senhoras" mostra que a representação da mulher no Tambor de Mina parece não se distanciar muito do estereótipo machista de mulher, expresso claramente nas mensagens do Dia das Mães (segundo domingo de maio, mês de Maria e de muitas festas para tobôssas) que são veiculadas pelos meios de massa. Tal como as mães brasileiras, as entidades espirituais femininas recebidas como "senhoras" são representadas em São Luís como "santas" (recatadas), rainhas (reservadas), maternais e domésticas, no que parecem imitar a "Virgem Maria", mãe de Jesus. &lt;br /&gt;Na sociedade brasileira, embora a mulher seja quase sempre submissa ao homem (que assume a maioria das posições de comando), é, freqüentemente, apresentada como rainha (do lar), tendo a casa como o seu verdadeiro espaço de atuação - daí a denominação "rainha do lar". Apesar desta ideologia não encontrar grande fundamento na realidade dos terreiros de Mina - chefiados principalmente por mulheres - parece influenciar a concepção de entidades espirituais femininas, fazendo com que elas se apresentem ali como subordinadas às masculinas e permaneçam "em terra" por menos tempo que aquelas. &lt;br /&gt;Na Mina a figura das entidades femininas parece também associada à fertilidade, como a das Iamí Oxorongá africanas, daí porque, fora das centenárias casas das Minas-Jeje e de Nagô, o ritual da Bancada (onde há abundância de alimentos e grande número de crianças) é sempre realizado como uma obrigação de tobôssa (senhora). A distribuição não eqüitativa de alimentos na Bancada, em contraste com a realizada nos terreiros nas festas de Cosme e Damião e do Divino Espírito Santo (do catolicismo popular), aponta para as matrizes não cristãs da representação feminina no Tambor de Mina. Mas, se tem poder sobre a fertilidade, tal como as Iamí Oxorongá (AUGRÁS, 1989), não são temidas ou representadas como terríveis, embora, quando distribuem alimentos, possam dar muito a uns e quase nada a outros. &lt;br /&gt;A análise da Bancada e do Tambor de Tobôssa realizados fora das Casas das Minas-Jeje e de Nagô, chama atenção ainda para outros aspectos da representação da mulher no Tambor de Mina. Naqueles rituais as "senhoras" aparecem, freqüentemente, com bonecas e, não raramente, exibem um comportamento infantil. Sem querer negar a existência desse traço nos estereótipos de mulher da sociedade brasileira, gostaríamos de chamar atenção para a associação havida na Mina entre as tobôssis da Casa das Minas-Jeje (meninas) e as entidades recebidas como "senhora" em outros terreiros. Não é por acaso que estas são, genericamente, denominadas tobôssas e que usam, freqüentemente, a tradicional manta de miçangas das tobôssis da Casa das Minas(8) ... &lt;br /&gt;O estereótipo de mulher como frágil, dominada e imatura (chorona e manhosa como uma criança mimada), encontrado em muitos domínios da cultura brasileira, deve ter contribuído para que a fusão senhora-menina fosse realizada na Mina quase sem crítica. Fora da reação de Pai Adelmo: "lá em casa tobôssa não sai com boneca porque acho feio gente grande com boneca", não encontramos ninguém questionando os traços infantis apresentados pelas tobôssas (senhoras) nos rituais observados. Mas o comportamento infantil das entidades femininas recebidas na Mina como "senhora" torna-se mais compreensível quando se considera a influência exercida pela Mina-Jeje no Tambor de Mina do Maranhão e a impressão deixada pelas tobôssis da Casa das Minas-Jeje no meio religioso afro-maranhense(9). &lt;br /&gt;A boneca, que aparece na Bancada e às vezes também no Tambor de tobôssa, embora possa ser considerada um brinquedo de menina, parece ser ali um símbolo de feminilidade (daí porque as tobôssas não brincam com ela). Nos pejis cubanos ela é também encontrada com saias longas e rodadas cobrindo as jarras de orixás femininos (negras, nas de Iemanjá e louras ou mulatas, nas de Oxum). Nos terreiros de São Luís, a boneca aparece também como símbolo de nobreza, tanto na Mina, como na Cura/Pajelança, o que nos foi explicado por uma senhora no terreiro de Santana: "princesa dança com boneca"... &lt;br /&gt;Como já foi mencionado, na Bancada as tobôssas recebem um tratamento principesco e são apresentadas nos toques realizados para elas como nobres - com vestimentas caras e especiais, comportamento reservado, sem se misturar com a assistência - bem diferentes das caboclas, que gostam de cumprimentar a assistência, de dar rodadas no salão e de permanecer "em terra" após os rituais (as vezes para beber e animar a festa com suas brincadeiras). Na Mina-Jeje as tobôssis são comandadas por Nochê Naê (a grande mãe) - vodum da família real que não incorpora - e são tratadas ali como princesas(10) .&lt;br /&gt;Embora haja pontos em comum entre as tobôssas (senhoras) e as tobôssis (meninas), é preciso não esquecer que na Casa das Minas-Jeje as tobôssis não se confundem com voduns femininos, nem mesmo quando esses são toqüenos (adolescentes) ou desempenham funções análogas às deles. Nunca são recebidas como "senhoras" (donas da cabeça) como são, por exemplo, Abê e Nochê Decé (voduns femininos adulto e toqüeno), daí porque não participam dos toques. São meninas, "sinhazinhas", recebidas apenas nas festas e obrigações maiores, tanto pelas vodunsis-gonjai que tinham vodum masculino ("senhor") como pelas que tinham vodum feminino ("senhora"). E são consideradas mais puras e mais próximas às pessoas do que os voduns (comem, dormem, tomam banho, têm medo de mascarado). Já as tobôssas recebidas em outros terreiros vêm sempre como "senhoras" (donas da cabeça ou ajuntó). Na Mina-Jeje os voduns femininos são recebidos em todos os rituais e permanecem "em terra" por tanto tempo quanto os voduns masculinos, mesmo quando pertencem à família real e são toqüenos (adolescentes). &lt;br /&gt;As tobôssis Mina-Jeje parece que também não se confundem com as meninas recebidas hoje na Casa de Nagô. Além de se afirmar na Casa das Minas-Jeje que tobôssis (meninas) só existem na Mina-Jeje, antes da Bancada de 1994, ouvimos de Dona Lúcia (atual chefe da casa) a seguinte explicação: "nós aqui não temos tobôssi, tobôssi é lá em cima, em jeje, nós temos é menina"... E ainda, observações do comportamento das entidades femininas, em rituais atualmente realizados na Casa de Nagô, têm demonstrado que elas se aproximam mais das "tobôssas" de outros terreiros do que das "tobôssis" da Casa das Minas. Na Casa de Nagô as entidades femininas (adultas e meninas) participam de rituais com as entidades masculinas (Bancada, toque) e são, geralmente, recebidas como "senhora" (donas da cabeça ou ajuntó)(11) . &lt;br /&gt;Existe ainda uma característica apresentada pelas "senhoras" no Tambor de Tobôssa que não foi aqui analisada: as tobôssas dançam, geralmente, com as mãos encobertas. Como na Bancada as "senhoras" são tratadas como a nobreza na Festa do Divino Espírito Santo (sentam em cadeiras cobertas por rendas, têm roupas luxuosas, etc) e nesta festa a nobreza usa luvas, cobrir as mãos pode ser mais um símbolo de nobreza. Mas, as tobôssas com suas mãos encobertas, lembram também imagens da Virgem Maria com seu manto nas mãos. A identificação das "senhoras" da Mina com a Nossa Senhora do catolicismo, religião também professada pelo pessoal dos terreiros de São Luís, que já foi lembrada, pode também explicar o comportamento recatado e reservado daquelas encantadas, em contraste com o das caboclas (menos identificadas com a Mãe de Jesus e com as santas católicas do que as "senhoras"). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. CONCLUSÃO&lt;br /&gt;A representação da mulher no Tambor de Mina é influenciada pela ideologia dominante (machismo, catolicismo) mas não pode ser reduzida a ela. Muitos traços das entidades espirituais do Tambor de Mina só podem ser bem interpretados levando-se em conta sua origem africana e peculiaridades do campo religioso afro-maranhense (influências das Casas das Minas e de Nagô, etc.). Assim, reproduz, em parte, a ideologia dominante na sociedade brasileira, mas apresenta aspectos que só podem ser bem interpretados conhecendo-se o contexto específico em que foi produzida. &lt;br /&gt;GRAMSCI (1978), em Literatura e Vida Nacional, chama atenção para a heterogeneidade do momento histórico e para a existência na mesma época e na mesma sociedade de obras que refletem as concepções dominantes e outras a realidade vivida por grupos não hegemônicos. No caso brasileiro, o negro, além de constituir um desses segmentos não hegemônicos, tem tradições culturais próprias e estas tradições são encontradas de forma bastante viva nos terreiros de religião afro-brasileira. Por conseguinte, não se pode estranhar que representações da mulher no Tambor de Mina de São Luís reproduzam a ideologia dominante mas reflitam também outras formas de relações sociais, outros valores e visões de mundo. &lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que o culto às tobôssis e tobôssas tem a ver com o matriarcado da Mina, revela o machismo dominante na sociedade brasileira e tão forte no Maranhão. Assim, na Mina, as entidades espirituais femininas são objeto de um culto especial, dispendioso, mas aquelas entidades são recebidas por um número menor de médiuns, vêm poucas vezes por ano e, fora da Mina-Jeje, permanecem "em terra" por pouco tempo. Isto significa que, em última análise, elas deixam o campo livre para a atuação das entidades masculinas. Embora não se possa dizer que na Casa das Minas-Jeje as tobôssis estão acima dos voduns toqüenos (adolescentes) e que as tobôssas são superiores às entidades espirituais masculinas, recebidas como senhores em outros terreiros, há mais exigências para que elas sejam recebidas. Elas, geralmente, só vêm em quem tem grau iniciático elevado e nas festas e obrigações maiores ou mais "finas". Contudo, estão, geralmente, abaixo das entidades masculinas - que são maioritárias como chefes espirituais de terreiro e como "donos da cabeça" dos mineiros. &lt;br /&gt;A importância da mulher no Tambor de Mina como mãe de terreiro e filha-de-santo associada à grande impressão causada pelas tobôssis da Casa das Minas-Jeje podem ser apontadas entre os fatores responsáveis pelo orgulho dos "mineiros" pelas suas "senhoras", pela existência nos terreiros de São Luís de rituais especiais para elas e pelo esmero com que esses rituais são realizados. Mas a representação da mulher no Tambor de Mina, embora apresente muitos traços em comum, varia de casa para casa. É de se esperar que apresente diferenças significativas quando se compara casas dirigidas por mulher com casas dirigidas por homens, terreiros de Mina apegados aos modelos das Casas das Minas e de Nagô com terreiros de Mina de caboclo, terreiros que se definem como Umbanda e terreiros de Mina que introduziram o Candomblé. &lt;br /&gt;Nas representações aqui analisadas, as entidades espirituais femininas, recebidas como "senhoras" na Mina maranhense, aproximam-se da Iemanjá e distanciam-se da Pomba Gira da Umbanda (AUGRÁS, 1989) e correspondem à mulher onírica (que se opõe à "piranha"), encontrada por BERLINK (1976) em análise de letras de samba: frágil, graciosa, desligada, "diferente da mulher que se tem". Com efeito, enquanto na Mina-Jeje as tobôssis são consideradas mais puras do que os voduns, as mulheres são vistas como mais sujeitas a impurezas do que os homens, pois, além do contato com a morte e da atividade sexual (que torna o "corpo sujo"), são contaminadas pelo sangue menstrual e pelo parto. &lt;br /&gt;Na representação de entidades espirituais caboclas ou não recebidas como "senhora" ("dona da cabeça" ou ajuntó) estes modelos se apresentam em graus diferentes e combinados, permitindo a distinção de um número maior de modelos femininos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;AUGRÁS, Monique. De Yiá Mi a Pomba Gira: transformações e símbolos da libido. In: MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de. Meu sinal está em teu corpo. São Paulo, EDICON/EDUSP, 1989.&lt;br /&gt;------. Os gêmeos e a morte: notas sobre os mitos dos Ibeji e dos abiku na cultura afro-brasileira. In: MOURA, Carlos Eugênio M. de. As senhoras do pássaro da noite: escritos sobre a religião dos Orixás V. São Paulo: AM/EDUSP, 1994.&lt;br /&gt;BARBOSA, Maria Venina C. (Venina d'Ogum). A mulher negra e a religião afro-brasileiro. Texto elaborado para reunião do INTECAB/MA, 1994&lt;br /&gt;BASTIDE, Roger As religiões africanas no Brasil: contribuições a uma Sociologia das interpretações de civilizações. São Paulo: Pioneira/EDUSP, 1971.&lt;br /&gt;------. As Américas negras: as civilizações africanas no Novo Mundo. São Paulo: DIFEL, 1974.&lt;br /&gt;------. O Candomblé da Bahia: rito nagô. 2ed. São Paulo: Ed. Nacional; Brasília: INL, 1978.&lt;br /&gt;BERLINK, Manoel Tosta. Sossega leão: algumas considerações sobre o samba com forma de cultura popular. Contexto, n.1, nov.1976, p.101-114.&lt;br /&gt;BIRMAN, Patrícia. Fazer estilo criando gêneros: estudo sobre a construção religiosa da possessão e da diferença de gêneros em terreiros da Baixada Fluminense. Tese de doutorado em Antropologia. Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1988.&lt;br /&gt;BRILMAN, Sonja. Minha religião, uma questão de fé, irmã!: uma reflexão teológica na prática religiosa das negras da tradição religiosa afro-brasileira dos tambores de Mina. Amisterdam: Universidade de Amisterdam, 1989 (Adaptação de capítulo de monografia de mestrado - 21p).&lt;br /&gt;BOYER-ARAUJO, Veronique. Femmes et cultes de possession au Bresil: les compagnons invisibles. Paris, L'Harmattan, 1993.&lt;br /&gt;COSTA EDUARDO, Octávio da. The negro in Northern Brazil, a study in acculturation. New York: J.J.Augustin Publisher, 1948.&lt;br /&gt;COSTA LIMA, Vivaldo da. A família-de-santo nos Candomblés jeje-nagôs da Bahia: um estudo de relações intra-grupais. Dissertação de Mestrado. Salvador: Universidade Federal da Bahia, 1977.&lt;br /&gt;FERRETTI, Mundicarmo Maria R. Tambor de Mina, Cura e Baião na Casa Fanti-Ashanti/MA, São Luís, SECMA, 1991 (Disco e folheto).&lt;br /&gt;------. Rei da Turquia o Ferrabrás de Alexandria?. In: MOURA, Carlos Eugênio Marcondes de. Meu sinal está em teu corpo. São Paulo, EDICON/EDUSP, 1989.&lt;br /&gt;------. Desceu na guma: o caboclo do Tambor de Mina no processo de mudança de um terreiro de São Luís - a Casa Fanti-Ashanti. São Luís: SIOGE, 1993.&lt;br /&gt;FERRETTI, Sérgio F. Querebentan de Zomadunu: Etnologia da Casa das Minas. São Luís: EDUFMA, 1985.&lt;br /&gt;------. Voduns da Casa das Minas. In: MOURA, Carlos Eugênio M. de. Meu sinal está no teu corpo. São Paulo: EDICON/EDUSP, 1989.&lt;br /&gt;------. Repensando o sincretismo: estudo sobre a Casa das Minas. Tese de Doutorado, USP/FFLCH, 1991.&lt;br /&gt;GRAMSCI, Antônio. Literatura e vida nacional. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.&lt;br /&gt;LANDES, Ruth. A cidade das mulheres. Rio de Janeiro: Civilizações Brasileiras, 1967. Edição original em inglês, 1947.&lt;br /&gt;LEITE, Sílvia Cristina Costa. A mulher negra no Maranhão. Monografia de Especialização em Sociologia, UFMA, 1984.&lt;br /&gt;PEREIRA, Manoel Nunes. A Casa das Minas: contribuição ao estudo do culto dos voduns, do panteão Daomeano, no Estado do Maranhão - Brasil. 2.ed., Petrópolis: Vozes, 1979.&lt;br /&gt;SANTOS, Maria do Rosário C. e SANTOS NETO, Manoel dos. Boboromina: terreiros de São Luís, uma interpretação sócio-cultural. São Luís: SECMA/SIOGE, 1989.&lt;br /&gt;SEGATO, Rita Laura. Inventando a natureza: família, sexo e -gênero no Xangô do Recife. In: Moura, Carlos Eugênio M de. Meu sinal está no teu corpo. São Paulo: EDICON/EDUSP, 1989.&lt;br /&gt;SILVERSTEIN, Leni M. Mãe de todo mundo: sobrevivências nas comunidades de Candomblé da Bahia. Religião e Sociedade, n.4, out. 1979, p.143-169.&lt;br /&gt;VERGER, Pierre F. Notes sur le cult de Orisa et Vodun à Bahia, la baie de tous les saints, ou Brésil, et à l'ancienne Côte des Esclaves en Afrique. Memoire 51 de l'Institut Français de l'Áfrique Noire. Dakar, 1957.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em:&lt;br /&gt;Revista de Ciências Sociais da UFMA, v.4, n.1/2, jan./dez.1994, p.116-136.&lt;br /&gt;Mandrágora: gênero, cultura e religião, Ano 3, nº3 - 1996, p.33-41&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;sygrun@gmail.com&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30202605-115116278015014998?l=olivrodosorixas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/feeds/115116278015014998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30202605&amp;postID=115116278015014998' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115116278015014998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30202605/posts/default/115116278015014998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olivrodosorixas.blogspot.com/2006/06/mulher-no-tambor-de-mina.html' title='A MULHER NO TAMBOR DE MINA (*)'/><author><name>Motoko Aramaki</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='12' src='http://photos1.blogger.com/blogger/5784/479/400/imagemlogo2.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry></feed>
